Tecnologia da Informação: o absorvedor de profissões

Por: em 17/01/09 na(s) categoria(s): Artigo, Indústria


Mas tenho notado que a informática está de tal forma permeada em outras profissões, que fica difícil separar quando o profissional é de TI ou quando ele é de economia ou administração.

Certa vez, puder ver uma planilha Excel, feita por um cliente que gostaria de convertê-la em um sistema web. O responsável pela criação da planilha era do financeiro da empresa e usuário do Excel há anos. Foi a planilha mais complexa, bonita e organizada que eu já vi na minha vida. Dezenas de regras de negócio, parte tributária, comissões, tudo dentro desse “sistema em arquivo”. Macros, muitas e muitas macros, com dezenas de fórmulas e cálculos.

Tudo isso foi feito por uma pessoa que obviamente domina a sua principal ferramenta de trabalho. Ele é um profissional com alta capacitação tecnológica? Não. Mas sabe tecnologia o suficiente para desempenhar bem o seu papel, que é o objetivo das suas atividades: o financeiro e contábil da empresa.

Ainda impressiona como a Informática absorve gente das mais variadas formações. Publicitários, economistas, admnistradores, médicos, dentitas, veterinários, etc. Pensando um pouco nos motivos, tem a imaturidade da profissão. Mas se pensarmos além, é o novo perfil profissional: plural, multitarefas, multidisciplinar e antenado em assuntos que não dizem respeito apenas à tecnologia.

Um farmacêutico que saiba lógica de programação e consiga criar um programa para otimizar os processos de controle de fabricação de medicamentos. E faz isso porque detém o conhecimento dos negócios, do business.

Isso causa um certo desconforto entre os profissionais de TI. Por causa dessa interação, há uma enormidade de charlatões que se diz entender de software, de programação e boas práticas. É uma praga e não vai acabar tão cedo. Há muita incompetência no mercado e os bons ficam chupando dedo enquanto um bom “marketeiro  pessoal” tecnicamente inepto, sobe no ranking da empresa. O maior motivo único (existem vários) que causa falhas em projetos é má gestão, ou seja, gerência ruim.

Para ser um bom profissional de tecnologia hoje, não basta apenas a competência técnica. É preciso ter uma série de outros pequenos talentos como boa comunicação, relacionamento inter-pessoal e entender dos negócios da empresa onde se trabalha. O profissional puramente técnico sempre terá lugar ao sol, mas não espere evoluir se o perfil também não evoluir. Vou aproveitar para encerrar o post com mais um exemplo:

Uma pessoa formada em economia, sabe falar inglês, é uma curiosa por natureza e fez um curso de SAP para o módulo FI. Sabe programar o básico, como estruturas de repetição e condicionais. A outra, é um cientista de computação, um ás em Java, inglês apenas técnico, mas sabe WebSphere e boas práticas de programação e padrões de projetos.

Formações diferentes, mas possuem lugar no mercado de tecnologia. O cara de Java jamais seria feliz trabalhando em algo engessado como o SAP. O economista não saberia nem como configurar um arquivo XML.

  • http://www.sanainside.com sanainside

    As vezes eu fico imaginando se o pessoal com graduação em computação algum dia vai fazer como os jornalistas e começar a fazer campanha para exigir diploma para atuar na área (o que, por sinal, eu acho uma grande babaquice). O mercado de TI se tornou uma grande mãe, e embora eu acredito que seja uma boa coisa o fato de gente de outras áreas se envolver com desenvolvimento de sistemas para o domínio em que eles se formaram, os muitos “profissionais” ruins que vêm nesse bolo acabam queimando o filme dos bons profissionais. Obviamente eu não acho que se deva exigir diploma pra atuar nisso (até pq muitos dos melhores desenvolvedores não concluiram ou nem entraram numa escola), mas que devia haver alguma forma de regulamentação, devia. A TI hoje é tão ou mais importante quanto a engenharia civil ou a medicina, profissões tradicionais e regulamentas. Com a evolução da tecnologia e o aumento da complexidade dos sistemas, chega a ser temerário imaginar que profissionais despreparados vão continuar sendo aceitos.

    Sanainside.com – Internet, tecnologia e computação

  • http://www.bizness.com.br sricanesh

    Infelizmente essa babaquice já existe: sindicalistas, “estudantes”, corporativistas e outros desocupados já pressionaram e fizeram com que fossem apresentados N projetos de lei para engessar nossa área.

    Infelizmente os incompetentes que não conseguem emprego por mérito próprio acham que o Estado deve obrigar as empresas a contratarem apenas quem tem diploma pois isso garantiria a qualidade, fato que questiono até a morte, haja vista a horda de ignorantes que as faculdades formam a cada ano. Pior que ainda vem com um argumento muito do vagabundo: “investi xx anos em um faculdade para agora competir com quem não é formado”. Se realmente “investiu” no sentido de aprender algo, com certeza terá bons empregos garantidos.

    Por outro lado sou a favor que se crie algo no estilo do CONAR para(publicidade) para botar ordem no galinheiro pois existem sim muitos picaretas, formados ou não.

    Cassio R Eskelsen

  • http://tioeder.blogspot.com eclauber

    Deixa eu ver se entendi.
    Isso é mais ou menos igual atores reclamando de BBB aspirantes a atores?

  • http://ceticismo.net Pryderi

    Não é muito diferente nas Universidades, onde contratam quem tem mestrado, doutorado etc, mesmo sendo um estúpido em termos de ensino. Já vi muito licenciado dar show de aula (e não aulinha-show), mas ser preterido por um zé ruela, pq este tinha “diproma xique”.

    Eu perdi a vaga nessa época pra um imbecil que disse na aula que seres humanos podiam metabolizar clorofila :(

    _______________________________

    Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.

    Ceticismo.net

  • robson_franca

    [quote=sricanesh]Infelizmente essa babaquice já existe: sindicalistas, “estudantes”, corporativistas e outros desocupados já pressionaram e fizeram com que fossem apresentados N projetos de lei para engessar nossa área.
    [/quote]
    Faço parte do quadro de sócios da SBC (Sociedade Brasileira da Computação) que propõs uma regulamentação simples para a área de TI: que não fosse exigido diplomas ou formações especiais para os que atuam na área, nem que fossem criados cabides de emprego, digo, conselhos reguladores. Ou seja mantendo as coisas como estão.

    Porém um certo senador chamado Eduardo Azevedo (o mesmo do pré-mensalão, hoje senador por MG) assim como o bando de bocós do SindPD (que teimam em dizer que “aquilo” é um sindicato) fizeram um projeto com tudo “dibom”: conselhos reguladores e exigindo diploma de ciências da computação, tecnologia em processamento de dados (nem existe mais) e engenharia da computação. Detalhe: certas atividades de TI seriam muito complexas (nada a ver mesmo) com essas formações.

    [quote=sricanesh]
    Infelizmente os incompetentes que não conseguem emprego por mérito próprio acham que o Estado deve obrigar as empresas a contratarem apenas quem tem diploma pois isso garantiria a qualidade, fato que questiono até a morte, haja vista a horda de ignorantes que as faculdades formam a cada ano. Pior que ainda vem com um argumento muito do vagabundo: “investi xx anos em um faculdade para agora competir com quem não é formado”. Se realmente “investiu” no sentido de aprender algo, com certeza terá bons empregos garantidos.
    [/quote]

    É exatamente isso o que eu penso. Não é a escola ou o diploma que faz o profissional, mas o contrário.

    [quote=sricanesh]
    Por outro lado sou a favor que se crie algo no estilo do CONAR para(publicidade) para botar ordem no galinheiro pois existem sim muitos picaretas, formados ou não.

    Cassio R Eskelsen[/quote]

    O que deveríamos pedir é que o judiciário fosse mais atuante, e que os processos comessem solto pra cima desses picaretas. Com um judiciário mais organizado e célere, não teríamos tantos problemas com esse povinho do mal.

    Abraços

  • fabricamargo

    Pryderi,

    ler algo assim dói no fundo da alma…

    “Mantra de Ganesh: Vakratunda Mahaakaaya Suryakotee Sama Prabha Nirvighnam kuru mey Deva Sarva kaaryeshu Sarvadaa”

  • void


    Não é muito diferente nas Universidades, onde contratam quem tem mestrado, doutorado etc, mesmo sendo um estúpido em termos de ensino. Já vi muito licenciado dar show de aula (e não aulinha-show), mas ser preterido por um zé ruela, pq este tinha “diproma xique”.

    Bravo! Perfecto! Eu não conseguiria resumir melhor a realidade acadêmica…


    Eu perdi a vaga nessa época pra um imbecil que disse na aula que seres humanos podiam metabolizar clorofila

    huahuahua…
    Perdão, não resisti, ri por causa do “metabolizar clorofila”… :sick:

    “Porque pelo menos o homem sabe que não é dono do próprio destino”

  • http://ceticismo.net Pryderi

    [quote=void]Bravo! Perfecto! Eu não conseguiria resumir melhor a realidade acadêmica…[/quote]

    Pois é. E as facurdadis ficam orgulhosas mostrando quantos mestres e doutores têm (com acento só pra sacanear) em seus quadros.

    [quote=void]huahuahua…
    Perdão, não resisti, ri por causa do “metabolizar clorofila”… :sick: [/quote]

    Patético, não é mesmo? Estamos virando plantas. Podemos acabar com a fome no mundo fácil. Um pouco de clorofila, água, sais minerais e poderemos ficar o dia todo no sol.

    _______________________________

    Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.

    Ceticismo.net

  • lucasSouza

    Parece mais desabafo por inveja do cara que dividia a sala com você e foi promovido. ;)

  • Ricardo Bicalho

    Justamente o contrário. }:)

  • Ricardo Bicalho

    Não entendeu. Leia o post mais 3 vezes.

  • http://www.breezetags.com igorB

    Acredito que o post do Ricardo é uma oportunidade de profissionais de TI observar o presente para poder planejar o futuro.

    Talvez no futuro as empresas/clientes venham a exigir que voce (profissional de TI) saiba também design gráfico ou excel como o economista do texto. Melhor saber agora como está o mercado para já mudar ou ampliar o foco e melhor se posicionar no futuro.

    Esta é a maneira que vejo o post, um pouco diferente do eclauber e do lucasSouza…

  • http://www.bizness.com.br sricanesh

    [quote=robson_franca]

    Porém um certo senador chamado Eduardo Azevedo (o mesmo do pré-mensalão, hoje senador por MG) assim como o bando de bocós do SindPD (que teimam em dizer que “aquilo” é um sindicato) fizeram um projeto com tudo “dibom”: conselhos reguladores e exigindo diploma de ciências da computação, tecnologia em processamento de dados (nem existe mais) e engenharia da computação. Detalhe: certas atividades de TI seriam muito complexas (nada a ver mesmo) com essas formações.
    [/quote]

    Pior que esse projeto do Eduardo Azevedo só mesmo o PL 607/2007 de um tal de Expedito Junior lá de Rondônia. Nada contra o povo de Rondônia, mas o que um senador la de Rondônia precisa se meter em apresentar um projeto de lei para regulamentar a área de informática?
    Acredito que Rondônia tenha demandas muito mais importantes e urgentes para esse Sr. se preocupar.

    Além do mais, existe uma verdadeira tripa de projetos de lei para a mesma coisa.

    Aproveitando, fica registrado aqui meu apreço pela SBC que tem em seu corpo de sócios pessoas que poderiam defender arduamente a regulamentação haja vista que são graduados, professores universitários, etc, mas que, com muito bom senso se posicionam contra essa aberração que poderá fazer um imenso mal ao nosso setor.

    Abraços

    Cassio R Eskelsen

  • flaviomi

    Pra começar é realmente inaceitável os cursos que temos de informática hoje, se tirarmos como exemplo a graduação de analista de sistemas da até pena. Numa profissão com a velocidade de mudança e volume de informação que temos, a grade currricular que já dura pelo menos 20 anos sem atualização é piada.

    A maioria aqui com certeza ja viu, mas não custa lembrar Steve Jobs no seu discurso em Stanford.

    Falar o que, o Presidente do meu país é o Lula.

  • http://www.imagesurvey.com.br gabibau

    Olá,

    Acho que esta “confusão” de profissionais de diferentes perfis atuando em TI tem muito a ver com a diferença entre a abordagem da maioria das universidades (que veem TI como um fim – por isso as o currículo de 20 anos que o flaviomi citou) e as empresas (que veem a TI como um meio, para atingir seus objetivos). Eu compartilho do ponto de vista das empresas.

    Isto não significa que eu ache que qualquer um deveria trabalhar em TI, mas acho que as pessoas que se formam em TI, ou computação precisam começar a entender também dos ‘fins’ que a sua área atende, ou ficarão realmente de lado. É claro que a pesquisa em TI “pura” é importante, mas a maioria dos postos de trabalho está no meio empresarial.

    A discussão é polêmica e muito importante e deve render muito assunto ainda.

    Gabriela Bauermann

  • http://www.sefodeai.com.br amarques

    O que mais tem no mercado são charlatões.
    Imagine um veterinário com pós graduação em animais peçonhentos (cobras mais precisamente), que está Gerente de uma equipe de Teste de software e acabou acumulando mais duas equipes, requisitos e mídia.
    O problema é que ele pensa que sabe muito de testes e acha que entende o que é requisito e midia. Entretanto, a burrice humana é ilimitada (Salve Einstein!) e um ser abissal destes encontra-se no topo da “cadeia alimentar” cometendo suas atrocidades.
    E não é história de pescador, eu vivi isso na pele.

  • http://www.bugigangadigital.net/ nanosecond

    Penso seriamente em cursar TI

    ;) ;) ;) ;) ;) ;) ;) ;)
    http://nanosecond.wordpress.com/

  • Luiz Felipph


    Um pouco de clorofila, água, sais minerais e poderemos ficar o dia todo no sol.

    auheAUHEAUHeua, tenho uma amiga que faz isso: salada, água mineral, água de côco e fica o dia inteiro no sol =P. Ela ainda vai deixar eu ser o beija-flor dela ;)

  • Luiz Felipph


    Talvez no futuro as empresas/clientes venham a exigir que voce (profissional de TI) saiba também design gráfico ou excel como o economista do texto. Melhor saber agora como está o mercado para já mudar ou ampliar o foco e melhor se posicionar no futuro.

    Nã que tenhamos que saber excel, precisamos saber sobre economia, contabiliadade, ou seja, saber o negócio da empresa.

    Hoje, eu trabalho em uma ONG que me contratou para desenvolver sistemas que eles precisam. Claro que antes de chegar-mos ao dito sistema teremos muitas reuniões.

    Uma outra empresa que se propôs a fazer, fez uma grande b**** que não faz 10%(ainda estou sendo bonzinho) do que tem que fazer. Amanhã terá uma reunião para discutir esse sistema, ou seja, sabatinha.

    Antes de condenar esse sistema eu ouvia algumas lendas de que ele atendia a parte financeira da ONG, então pensei: Bom se está atendendo eu fou trabalhar ao redor dele, basicamente em cima do banco de dados dele(MS SQL 2005), criando algumas funcionalidades extras que se integrariam ao financeiro, e depois migraria o restante. Uma pena, mais trabalho pra fazer em menos tempo =/

    Ah sim: o sistema foi feito no Visual Studio 2005 e necessita do FW .Net 2, eu trabalho com desenvolvimento WEB PHP;
    Ah sim 2: A ONG está migrando completamente para software livre, já tendo mais da metade dos computadores com Linux, incluindo nossa ilha de edição audiovisual. Logo um sistema que rode somente em ambiente windows é jogar dinheiro no lixo.

    Abraço!

  • ghustavo

    AIIIIIIIIIIIIII

    __________________________________________________________
    Tem Dias que a noite é F****

  • http://www.brunobemfica.net BrunoTiger

    [quote=Luiz Felipph] Ela ainda vai deixar eu ser o beija-flor dela ;) [/quote]

    nível GRITANTE de putaria detected! }:)
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    I’m the best in what I do!

  • fabiomaia

    Acredito em uma regulamentação sim, como uma OAB da vida, mas com os moldes um pouco mais aberto, ou seja, caso o indivíduo queira se tornar um profissional reconhecido pelo mercado ele deverá possuir essa “chancela”, e para adquiri-la o individuo deveria passar por um exame técnico (Tendo formação acadêmica na área ou Não), assim não excluiríamos aqueles colegas que são ótimos programadores, analistas e afins mas nunca se quer passaram por uma graduação em TI.

    Ou seja, se o cara é bom, então o cara não exitará em fazer esse exame…, e também excluiríamos aqueles “Graduados” que não sabem nada….., Por que essa história de que “O MERCADO QUE SELECIONA OS PROFISSIONAIS” não existe, pois qualquer 171 da vida pode sim enrolar os outros por muito tempo, e quem fica queimado e tachado como “O CARA QUE MECHE COM COMPUTADOR” somos nós bons profissionais que tentamos mudar o perfil de um profissional sério de TI….

  • http://www.brunobemfica.net BrunoTiger

    O maior problema que eu vejo na área hoje, em questão de formação, não é a falta dela, ou a falta de cursos decentes. É o ego. Por “default”, profissionais de informática(em especial os de cargos altos), acham que sabem tudo. Eu já tive problemas com o chefe de um chefe meu, que era expert em infra, mas quis dar pitaco em um projeto meu(que sou desenvolvedor), dizendo que não dava para fazer uma determinada funcionalidade do software com .NET FW 1.1, e quando eu fui lá e implementei a funcionalidade(pedido urgente do cliente), o que ele fez? ME MANDOU EMBORA!

    Enquanto houver gente achando que é fodão, vai ter problemas na área.

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    I’m the best in what I do!

  • Hawk

    Arruma o título moardib. O correto seria “absorvedor”.

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    Eu esqueço tudo, sou muito cabeçudo. \o/ < - Pessoa normal, eu -> \O/

  • shimatai

    Também acho idiotice a exigência de diploma e quem é competente e tem capacidade se estabelece no mercado.

    O único “problema” da regulamentação é que se cria um mínimo e um teto salarial, o que prejudica quem ganha acima da média no mercado de T.I.

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • http://pietra@hotmail.com Anônimo

    Isso em algumas vezes acarreta problemas sérios do tipo o cara do RH foi arrumar o PC de fulano e fez merda, dai ele diz mas no meu eu sempre faço isso e dá certo. As vezes o cara sabe mecher em algumas ferramentas mas esquece que não é tudo ali que ele sabe ou acha saber.
    Uma vez já tive dar bronca em Usuário que só porque sempre fez uma tarefa acha que no pc dos outros é igual. Isso bagunça tudo.
    e daí vêm aquela frase: “Você é contratado para ser funcionário de X ou de TI?”.
    É sempre bom ter outras areas integradas com TI mas tudo tem um ponto limite.
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    “Somente a Beira do Abismo que nos vemos Obrigados a Evoluir”

  • T-800

    Seria possivel que após um devaneio geral dos nosso senadores ao regulamentarem a profissão de TI, o nosso futuro possivel CRI, irá criar uma prova estilo OAB para o profissional terem o direito de trabalhar?

  • http://www.brunobemfica.net BrunoTiger

    Deus te ouça. Mas acho que de certa forma, as certificações fazem um pouco desse papel.

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    I’m the best in what I do!

  • shimatai

    Certificação não é e nunca foi sinônimo de conhecimento.

    Já trabalhei com pessoas com certificação Java que não sabiam nem configurar o XML do Hibernate, bem como já trabalhei com pessoas SEM NENHUMA certificação que sabiam profundamente Spring, Hibernate, entre outras coisas.

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • shimatai

    Acho difícil se criar uma prova estilo OAB, pelo simples fato da experiência vir com o tempo, em TI não existe a possibilidade de se conhecer tudo antes de começar a trabalhar.

    Já um advogado tem que conhecer leis e regimentos, coisas que já estão escritas e bem definidas. Na prova da ordem ele só tem que provar que conhece tais leis, sabe interpretá-las e conhece todos os procedimentos do judiciário.

    No nosso caso, não há procedimento único, temos UML, Estruturada, SCRUM, XP Programming, entre outras. Vc pode ser especialista em uma, mas praticamente impossível ser em todas.

    “O único lugar onde ‘sucesso’ vem antes de ‘trabalho’ é no dicionário.”
    Albert Einstein

  • DouglasSouza

    Já vi um caso de uma pessoa pedir ajuda pra um engenheiro de software pra poder passar no teste aqui da empresa, o kra passou na prova sem errar nada, e qd comecou a trabalhar, não sabia nem utilizar a ferramenta (leia-se Visual Studio 2008) direito.

    Aí surge a pergunta: “Se o cara passou no teste, pq ele não consegue fazer o que está sendo pedido?”

    Isso pq era “formado” e tinha experiência! :?

  • EmanuelSan

    Manda quem pode, obedece quem têm juízo.

    Se o gerente disse que não dava, tirando a possibilidade dele estar errado, podem haver outros motivos (políticos ou $$$) para ele não querer atender um cliente. De qq modo, vc quer desmoralizar o gerente do gerente e sair ileso! não acha que é demais?

  • Special_K

    Só pra vc ter idéia, aqui em Brasilia tinha uma empresa que é credenciada da VUE e Prometric , o pessoal que trabalha lá vende as provas de qq certificação na cara dura.

    Neguim faz prova sábado, domingo, feriado…

    Um camarada que trabalhava lá e depois veio trabalhar conosco, chegou a me oferecer uma das provas do CCNP por 500 legais. Os os caras já tinham vários testkings e p4s lá, prontos para serem consultados.

    O mais comédia era o bicho falando que mesmo com as colas, ainda tinha nego que conseguia ser reprovado… hahah.

    Conheci uma galera que tirou CCNA, ITIL, COBIT e MSCA/MSCE por lá… na hora que vc aperta o camarada sobre alguma coisa mais específica, o sujeito peida nas calças.

    O foda é que essa gelara queima pra caraleo quem realmente estudou pra obter um certificação.

  • http://fsjunior.com.br Bullshico

    “Pois é. E as facurdadis ficam orgulhosas mostrando quantos mestres e doutores têm (com acento só pra sacanear) em seus quadros.”

    O problema é que o MEC exige uma certa quantidade de mestres e doutores. O que eu vejo é exatamente o contrário: se as Uniesquinas pudessem contratar apenas graduados para poder pagar menos, assim o fariam. Tanto que já o fazem: é muito mais fácil você conseguir ser professor sendo só mestre do que sendo doutor.

  • http://fsjunior.com.br Bullshico

    “Isto não significa que eu ache que qualquer um deveria trabalhar em TI, mas acho que as pessoas que se formam em TI, ou computação precisam começar a entender também dos ‘fins’ que a sua área atende, ou ficarão realmente de lado.”

    Eu acho que o problema é muito aquém disso. Digo, acho mesmo. Não sei sua experiência ao falar isso, mas eu fiz Ciência da Computação em universidade particular e a opinião dos meus colegas de sala era a mesma que a sua.

    E é isso que eu não entendo: se eles entravam em um curso de Ciência da Computação – que, é meio óbvio pelo nome que a intenção predominante é entender a Computação como Ciência e não como ferramenta empresarial – por que reclamavam? Oras, que fizessem um curso de Java ou .Net ou Excel avançado.

    E a impressão que eu tenho é que isso não era só com meus colegas de sala não. Todo mundo faz CCP achando que é curso profissionalizante.

    Enfim, traçando um paralelo, acho que é a mesma coisa uma pessoa fazer graduação em biologia e reclamar que não sabe operar cachorros…

  • http://fsjunior.com.br Bullshico

    Acho que a poscomp/SBC faz um trabalho razoável neste aspecto.

    E o que é bem definido em Direito? Direito é filosofia pura. Existem trocentas vertentes para trocentas coisas. Trocentésimas interpretações para Leis, jurisprudências, etc. A única coisa que é bem definida é que não é nada bem definido.

    Na computação, temos bastante formas de fazer a mesma coisa, sim. Mas tirando a auto-masturbação-reversa da Engenharia de Software, boa parte do resto da computação é bem definida…

  • http://fsjunior.com.br Bullshico

    “Nada contra o povo de Rondônia, [...]”

    Imagina se tivesse…

  • criscmaia

    Hahahahaha. Boa. :)

  • criscmaia

    Muitas vezes é muito mais trabalhoso pegar um sistema pronto e melhora-lo (hifen?) do que fazer do 0. Vários são os sistemas feitos sem um projeto bem trabalhado, somente querendo colocar logo pra funcionar alguma coisa, mas não pensam exatamente no todo e acaba ficando coisa pra tras ou várias emendas. O problema que é relativamente fácil pra entender quem já está mexendo nele desde o começo, quem pega o bonde andando sempre tem problemas, né?

  • osgregs

    o interessante do mercado de Tecnologia da Informação ,é que normalmente Você vale pelo que é possível produzir ;)

    …se puder postar seu código aqui coloque… ; caso contrário use o bytesCode

    http://www.bytesdesign.com.br/produtos/bytescode

  • criscmaia

    Como assim? Mostrando que realmente dá certo é que o chefe deveria ver o quanto ele sabe e dar uma promoção, não demitir. :?

  • http://ceticismo.net Pryderi

    [quote=Bullshico]O problema é que o MEC exige uma certa quantidade de mestres e doutores.[/quote]

    Aí que está. O MEC não manda, recomenda. Há uma diferença imensa. Mas, o que as facurdadis fazem? Contratam mestres e doutores, pagam um salário ridículo e complementam como se fosse adicional de titulação (isso sim, é obrigatório. Muitas delas sequer pagam os adicionais corretamente e eu conheço diversas aqui no Rio que sequer pagam em dia e parcelaram o 13º em… VINTE E QUATRO vezes.

    [quote=Bullshico]O que eu vejo é exatamente o contrário: se as Uniesquinas pudessem contratar apenas graduados para poder pagar menos, assim o fariam.[/quote]

    O que falei acima responde isso.

    [quote=Bullshico]Tanto que já o fazem: é muito mais fácil você conseguir ser professor sendo só mestre do que sendo doutor.[/quote]

    Onde isso? Aqui não é assim. Mais fácil mesmo é ser professor animador de cursinho, onde se ganha muito mais, e se vc for “popular” ganha participação nos lucros. Como cursinhos não são reconhecidos pelo MEC, qq um pode dar aula ser animador de auditório lá.

    _______________________________

    Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.

    Ceticismo.net

  • http://fsjunior.com.br Bullshico

    Eu fui conferir e vi que a Lei de Diretrizes e Bases diz que a quantidade necessária de mestres ou doutores pelo menos em uma Universidade tem que ser de um terço (Art. 52. II) da quantidade de professores. [5]

    O que nos coloca com dois terços de professores que podem ser só graduados. Por uma questão de segurança, eu ACHO que as Universidades não arriscariam menos de, pelo menos, 10 ou 20% a mais de professores com mestrado ou doutorado (estar a mercê de serem processadas e talvez fechadas porque algum mestre decidiu sair do nada é dose, imagino).

    O problema dessa Lei é esse “ou”. As Universidades, então, acabam contratando só mestres (ou pelo menos mais deles) [1][2][3][4], ficando, as vezes, sem nenhum doutor! Uma pesquisa básica na Internet pode relevar isso (a não ser que você duvide dos meios de comunicação, e já admito: nesse caso, acho que fico sem ter como te convencer). Eu estou fazendo mestrado agora e pretendo ser professor, conheço vários mestres, doutorandos e doutores. Já vi gente ser demitida por concluir o doutorado. Tenho amigos na UNIP que dizem que periodicamente o corpo docente é renovado conforme eles vão se formando.

    Ou seja, se as Universidades (como TODAS as empresas do mundo) preferem sempre diminuir o custo do produto que oferecem para maximizar o lucro, por que dessa vez seria diferente? Por preconceito de que “diploma é melhor”? Duvido que deixariam de aumentar a lucratividade por preconceito…

    Assim, se você não foi contratado no lugar de um mestre, restam três alternativas:
    1) Eles precisavam de um mestre para completar o quadro de mestres exigido pelo MEC.
    2) Você, para eles, tinha um currículo inferior, e assim, para eles, ofereceria um serviço inferior ao seu concorrente.
    3) 1 e 2 combinadas.

    [1] http://www2.uol.com.br/aprendiz/guiadeempregos/educadores/noticias/ge100105.htm#1
    [2] http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/titulo_atrapalha_prof_univ_particulares.htm
    [3] http://www.contee.org.br/desnacionalizacao/m6.htm
    [4] http://www.administradores.com.br/comunidades/mundo_academico/216/forum/mestres_viram_doutores_e_acabam_demitidos_em_universidades_privadas/2883/
    [5] http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf

  • http://ceticismo.net Pryderi

    [quote=Bullshico]Eu fui conferir e vi que a Lei de Diretrizes e Bases diz que a quantidade necessária de mestres ou doutores pelo menos em uma Universidade tem que ser de um terço (Art. 52. II) da quantidade de professores. [5][/quote]

    Transcrevo:
    Art. 52. As universidades são instituições pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber
    humano, que se caracterizam por:
    I – produção intelectual institucionalizada mediante o estudo sistemático dos temas e problemas mais relevantes, tanto do ponto de vista científico e cultural, quanto regional e nacional;
    II – um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado;
    III – um terço do corpo docente em regime de tempo integral.

    Uma universidade. Ok e as faculdades e centros universitários? As Universidades tb devem ter campo de pesquisa (inciso I), não é o que acontece a sério.

    [quote=Bullshico]O que nos coloca com dois terços de professores que podem ser só graduados. Por uma questão de segurança, eu ACHO que as Universidades não arriscariam menos de, pelo menos, 10 ou 20% a mais de professores com mestrado ou doutorado (estar a mercê de serem processadas e talvez fechadas porque algum mestre decidiu sair do nada é dose, imagino).[/quote]

    Digamos 50%. Não é o que acontece ainda assim.

    [quote=Bullshico]O problema dessa Lei é esse “ou”. As Universidades, então, acabam contratando só mestres (ou pelo menos mais deles) [1][2][3][4], ficando, as vezes, sem nenhum doutor![/quote]

    Não que eu veja a menor diferença…

    [quote=Bullshico]Uma pesquisa básica na Internet pode relevar isso (a não ser que você duvide dos meios de comunicação[/quote]

    Não preciso duvidar, eu trabalho nesse meio. Nunca se formou tantos mestres e doutores como atualmente, mas o volume de pesquisas científicas são ridículas. Por que? Por que eles ficam dando aula. Atualmente, tem colégio que usa critérios de titulação como escolha de profissionais. Um doutor em Química Analítica tem maior competência para ensinar em nível médio do que um graduado por causa de que? Em compesanção, colocam (desculpe a má palavra) pedagogas para dar aulas de Ciências no Fundamental 1 (1º ao 5º ano). Resultado? Eu sendo parado pra ser perguntado o que eu achava de fazer uma apresentação sobre Teoria da Relatividade para alunos de 3º ano do Fundamental. Resposta minha: HAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHAH

    [quote=Bullshico]nesse caso, acho que fico sem ter como te convencer).[/quote]

    Desculpe, me perdi na conversa. Onde foi dito que temos que convencer alguém?

    [quote=Bullshico]Eu estou fazendo mestrado agora e pretendo ser professor[/quote]

    Sinceramente, a minha opinião particular é que só doido faz isso atualmente. Mas, é minha opinião. Se vc quer, manda ver.

    [quote=Bullshico]conheço vários mestres, doutorandos e doutores. Já vi gente ser demitida por concluir o doutorado. Tenho amigos na UNIP que dizem que periodicamente o corpo docente é renovado conforme eles vão se formando.[/quote]

    UNIP? Tem muitas lembranças de lá. Pena que meu nome não pode ser pronunciado junto de certas pessoas de lá. ;)

    [quote=Bullshico]Ou seja, se as Universidades (como TODAS as empresas do mundo) preferem sempre diminuir o custo do produto que oferecem para maximizar o lucro, por que dessa vez seria diferente?[/quote]

    Pq pagam um salário ridículamente baixo, isto é, o piso mesmo e dão o resto da esmola em termos de adicional de titulação. Não sei em SP, aqui é o que acontece.

    [quote=Bullshico]Por preconceito de que “diploma é melhor”? Duvido que deixariam de aumentar a lucratividade por preconceito…[/quote]

    Eu falo de uma realidade regional. Acho que este ponto não ficou claro no que eu falei. Tudo o que falo é o que acontece AQUI. E é a verdade.

    Assim, se você não foi contratado no lugar de um mestre, restam três alternativas:
    1) Eles precisavam de um mestre para completar o quadro de mestres exigido pelo MEC.
    2) Você, para eles, tinha um currículo inferior, e assim, para eles, ofereceria um serviço inferior ao seu concorrente.
    3) 1 e 2 combinadas.

    O fator “apadrinhados”, “favores pessoais” e sim, eu tinha um currículo superior, já que trabalhei em indústria e tinha experiência como professor em contraponto a um zé ruela que saiu da facurdadi, emendou um mestrado, um doutorado e saiu de lá dizendo que as pessoas podem tomar clorofila. Eu agradeço muito por isso, sabe? Um lugar desse, que contrata um “profiçionau” assim não é lugar pra gente trabalhar.

    Atualmente tenho meu doutorado e trabalho em alguns lugares, sou especializado em tecnologia educacional e em análises quantitativas, mas ainda leciono. Sabe em que isso me melhorou como profissional? Nada. Pq lecionar, além de conhecimento que se adquire por si só (e não numa instituição apenas), tem que ter capacidade nata. Um dom, se vc quer chamar assim. Posso ser arrogante, muitos dizem isso. Posso não ser nada disso. Aliás, posso ser só um estudante de Ensino Médio. Curioso, não? ;)

    A mídia não faz a menor idéia do que é o ramo educacional no Brasil. E nem quer saber, porque as pessoas não se interessam por isso. Pergunte-se: com tantos formados, tantos colégios, tantos professores, qual é o motivo de termos este absurdo número de analfabetos? E nem falo de analfabetos funcionais…

    _______________________________

    Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.

    Ceticismo.net

  • http://fsjunior.com.br Bullshico

    [quote]Uma universidade. Ok e as faculdades e centros universitários? As Universidades tb devem ter campo de pesquisa (inciso I), não é o que acontece a sério.[/quote]
    Há. Você me pegou. Eu pensei que era a mesma coisa na Lei, já que na LDB nem cita centros universitários e afins… Agora não sei se é realmente a mesma coisa ou se não é.

    [quote]Não que eu veja a menor diferença… [/quote]
    Entre mestrado e doutorado? Se for para lecionar, eu concordo plenamente, já que o doutorado não tem o intuito de criar professores (até o mestrado, na prática), se não for, viagem total tua…

    [quote]Nunca se formou tantos mestres e doutores como atualmente, mas o volume de pesquisas científicas são ridículas. Por que? Por que eles ficam dando aula.[/quote]
    Prove. A impressão que tenho é diferente: é porque antigamente era mais difícil fazer mestrado e doutorado. Hoje é mais fácil, entram mais alunos, nível mais baixo. Partes menores da pesquisa para cada aluno. E assim vai.

    [quote]Atualmente, tem colégio que usa critérios de titulação como escolha de profissionais. Um doutor em Química Analítica tem maior competência para ensinar em nível médio do que um graduado por causa de que? [/quote]
    Acho que nada. Tanto que isso raramente acontece. Só se os tempos mudaram, mas nunca vi doutor em EM… Só mestres. Alguns excelentes professores ainda.

    [quote]Desculpe, me perdi na conversa. Onde foi dito que temos que convencer alguém?[/quote]
    Quem se perdeu foi eu. Eu também não sei onde isso foi dito.

    [quote]Sinceramente, a minha opinião particular é que só doido faz isso atualmente. Mas, é minha opinião. Se vc quer, manda ver.[/quote]
    Grato.

    [quote]UNIP? Tem muitas lembranças de lá. Pena que meu nome não pode ser pronunciado junto de certas pessoas de lá. Eye-wink[/quote]
    Eu não sou de lá. Só conheço pessoas de lá. E eu estou falando especificamente da unidade de RP.

    [quote]Pq pagam um salário ridículamente baixo, isto é, o piso mesmo e dão o resto da esmola em termos de adicional de titulação. Não sei em SP, aqui é o que acontece.[/quote]
    Como isso responde a minha pergunta? Eu não entendi nada. Eu havia dito que contratar professores que ganham menos era a tendência, porque a tendência é “money talks”. O que você quis dizer agora?

    [quote]O fator “apadrinhados”, “favores pessoais”[..][/quote]
    Eu estava supondo um processo seletivo… :)

    E de qualquer forma, o que serem apadrinhados teria a ver com o que você está dizendo? Pelo que entendi, você critica o suposto preconceito de preferirem contratar pessoas com mais diplomas porque as pessoas acham que elas são melhores qualificadas; deu até o exemplo acadêmico, que é porque entrei na discussão.

    O que você está defendendo, afinal? Discordar por discordar?

    [quote][...]eu tinha um currículo superior, já que trabalhei em indústria e tinha experiência como professor em contraponto a um zé ruela que saiu da facurdadi, emendou um mestrado, um doutorado[...][/quote]
    Curioso. Pois uma pessoa que faz mestrado e doutorado sobe drasticamente no meu conceito. Talvez eu só tenha bons exemplos, mas, de qualquer maneira, nem é pela experiência que isso traz: é pela capacidade demonstrada de resolver problemas (e pelo fato de ter se dedicado mais pelo menos 6 anos da sua vida: todo esse tempo estudando um determinado tema _deveria_ fazer ele manjar MUITO mais dele).

    Mas estamos falando de lecionar, logo isso não conta. Mas, então, por que raios trabalhar na indústria conta?

    Sobre o lance da clorofila… Bem, é um ponto fora da curva. Pegar um cara destes para concluir que mestrado e doutorado não servem pra nada é um absurdo.

    [quote]Atualmente tenho meu doutorado e trabalho em alguns lugares, sou especializado em tecnologia educacional e em análises quantitativas, mas ainda leciono. Sabe em que isso me melhorou como profissional? Nada.[/quote]
    Você fala, como professor? Se for, ainda bem. Porque, até onde sei, nem é o intuito do doutorado te fazer um bom professor.

    Se não for, apenas lamento que você não tenha aproveitado seu doutorado como poderia. :)

    [quote]Pergunte-se: com tantos formados, tantos colégios, tantos professores, qual é o motivo de termos este absurdo número de analfabetos? E nem falo de analfabetos funcionais… [/quote]
    Estatística pra grigo ver. Mas o que raios isso tem a ver?

    [quote]A mídia não faz a menor idéia do que é o ramo educacional no Brasil. [/quote]

    Você não disse ali em cima que não duvidava dela porque trabalha no meio?

  • 1berto

    Há um círulo vicioso, profissionais que fazem tudo ‘nas coxas’ e
    clientes que querem pagar o mínimo possível, como resolver?
    Não dá para resolver, se os clientes um dia acharem que vale a pena
    pagar mais por mais qualidade os profissionais mais criteriosos serão
    mais valorizados, se isso não acontecer, esquece.
    Talvez quando a geração que nasceu na web se tornar administradora
    das empresas as coisas mudem…