Saída do armário de Tim Cook não é bem aceita na Rússia

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Muita gente comemorou quando Tim Cook finalmente falou de forma franca e aberta sobre sua homossexualidade, embora o fato já fosse de consenso geral de certa forma há um bom tempo. A decisão do CEO da Apple em abordar o assunto pela primeira vez é um passo importante para inspirar mais pessoas a dialogarem e a derrubarem preconceitos. Isso é o que todos queremos, unir as pessoas.

Só que sempre há o lado ruim da coisa, e os informes negativos não poderiam vir de outro lugar senão a Rússia, lar de algumas criaturas que parecem ter saído da Idade da Pedra.

Poucas horas depois do artigo de Cook se tornar público, o político Vitaly Milonov vociferou toda a sua homofobia (em russo) ao declarar que Cook deveria ser impedido permanentemente de adentrar em território russo, sugerindo que “ele poderia trazer AIDS, Gonorreia e Ebola para o país” (sic). E essa não é a primeira vez que esse pateta preconceituoso faz algo do tipo: ele é o cabeça das atuais leis em vigor que perseguem homossexuais no país, chegou a declarar que atletas gays deveriam ser expulsos dos Jogos de Inverno de Sochi e também já fez declarações anti-semitas.

Ou seja, é um imbecil completo, mas o perigo é que se trata de um imbecil influente no Kremlin. Embora a Rússia seja um mercado importante e boa parte dos políticos de lá sejam fãs dos iGadgets, a lei anti-promoção de relações “não-tradicionais” está pegando pesado por lá. Ativistas e entidades pró-LGBTQ estão sendo presos e/ou ameaçados, funcionários públicos homossexuais estão sendo afastados de seus cargos. Sugerir que a homossexualidade e heterossexualidade são equivalentes é crime. Estão literalmente forçando os gays para dentro do armário novamente, sob pena de enfrentarem a lei.

Isso já teve um revés desagradável: em 2013 foi erguido um monumento interativo na Praça de São Petersburgo em homenagem a Steve Jobs: um iPhone gigante com demonstração de fotos, vídeos e textos sobre o falecido CEO da Apple. O monumento foi agora removido pois com um CEO homossexual a Apple é publicamente pró-LGBTQ (óbvio né?), e portanto se põe contra a draconiana lei.

Isso é de uma imbecilidade e preconceito inacreditáveis, mas idiotas existem e em grande número. O problema é quando damos poder a tais criaturas.

P.S.: qualquer piadinha atravessada ou ataques de qualquer espécie a quem quer que seja resultará em implementação do Protocolo ZICA. Estejam avisados.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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