NASA comprova (preliminarmente) propulsão impossível digna de ficção científica

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Uma coisa chata em ciência é que de vez em quando aparece um maluco com alguma proposta maluca que nem ele sabe como funciona, mas que pra funcionar todo nosso conhecimento científico deveria estar errado. O sujeito em geral não tem um paper, não publica detalhes nem deixa ninguém avaliar os experimentos. SE alguém olha e diz que não funciona, é conspiração da indústria / governos / illuminati. Esses sujeitos costumam convencer investidores, pegam bolos de dinheiro para montar seus moto-perpétuos e somem.

Em uma olhada rápida a proposta do EmDrive é absurda nesse nível, um motor não-newtoniano, produzindo propulsão sem que haja emissão de qualquer tipo. Algo que qualquer criança sabe ser impossível. O problema: o sujeito que criou o tal motor não preenche nenhum dos requisitos de maluco, publica suas pesquisas, aceita correções e revisão de pares e teve seus resultados replicados por cientistas (sérios) chineses e agora por gente da NASA.

Talvez, um talvez do tamanho do sistema solar mas ainda assim um talvez, estejamos prestes a viver em um mundo onde veremos nas ruas algo assim:

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O EmDrive é obra de Roger J. Shawyer, um engenheiro aeroespacial britânico. O que já é bom sinal, em geral as máquinas revolucionárias mágicas que não funcionam são criações de verdureiros e garçons. Ele se baseou em um conceito desenvolvido nos anos 50 por um outro engenheiro. A idéia é que um feixe de microondas dentro de uma cavidade ressonante especialmente projetada geraria pressão de radiação nas paredes em quantidades diferentes, isso faria com que ela fosse empurrada, e com ela todo o resto do motor.

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Em síntese seria como se você agarrasse os cordões do sapato, puxasse com força e voasse para o espaço. Não faz sentido e boa parte da comunidade científica não deu bola quando Shawyer publicou suas idéias em 2000.

Não é que pressão de radiação não exista. Se você colocar uma lanterna em uma balança, apontada para baixo, ela registrará pesos diferentes para a lanterna ligada e desligada. Claro, será uma diferença de um pentelhonésimo de isignificantograma, mas os fótons emitidos têm momento angular linear, e a 3ª Lei de Newton é implacável. Para toda ação há uma reação igual em sentido oposto. O fóton emitido faz com que a lanterna seja empurrada para trás.

A pressão da radiação solar é levada em conta inclusive no cálculo de órbitas. Uma sonda para Marte pode chegar mais de 15 mil km fora de posição, se não incluírem na computação o efeito da radiação eletromagnética.

O problema não é a radiação, o problema é que o CONCEITO do EmDrive é basicamente isto:

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Isso não funciona pois a vela está sendo impulsionada para frente com força F, a mesma exata força com que o ventilador está sendo impulsionado para trás. Sim, eu sei que os Mythbusters conseguiram fazer um barco assim funcionar, mas trapacearam.

Sendo assim o EmDrive falharia qualquer teste, certo?

Errado. Shawyer insiste que seu motor não viola as Leis da Física atuais nem usa nenhum fenômeno misterioso desconhecido.

Em 2001 ele conseguiu uma verba de 45 mil libras do governo britânico, para produzir as equações associadas com o projeto e construção de um protótipo. Tudo seguiu o cronograma e em 2002 ele conseguiu um equipamento com potência de 850 W que gerava 16 milinewtons de propulsão. Um newton equivale a força exercida por uma massa de 102 g, na gravidade terrestre.

Por volta de 2003 outro protótipo foi construído, com resultados mais eficientes. Em 2007 já conseguiam uma eficiência de 310 mN/quilowatt.

Em 2010 já havia um protótipo de motor para ser testado em satélites, com propulsão de 326 mN. Em 2009 cientistas da Northwestern Polytechnical University, na China construíram seu próprio propulsor EmDrive e produziram propulsão de 720 mN. A pesquisa foi devidamente publicada.

Outra pesquisa chinesa em 2012 produziu uma força de 720 mN.

Agora em 2014 em um trabalho de título Anomalous Thrust Production from an RF Test Device Measured on a Low-Thrust Torsion Pendulum 4 pesquisadores da NASA, do Josnson Space Center comprovaram a existência do efeito de aceleração no motor de Shawyer, ou mais precisamente, em um equipamento semelhante desenvolvido por um italiano. Trabalhando com potência bem menor, detectaram forças entre 30 e 50 mN.

paper não se propõe a explicar o que acontece. Especulam que o negócio utilize plasma virtual de vácuo quântico. Como as microondas dentro da câmara de ressoância viajam à velocidade da luz, estão expostas a efeitos relativísticos, e podem estar interagindo com a nuvem de partículas e antipartículas virtuais que formam o substrato do Universo.

Agora o momento mindfuck: os cientistas da NASA testaram seu motor com uma câmara de ressonância que não deveria gerar propulsão, mas ela também funcionou.

Shawyer quer que o equipamento seja testado em órbita, talvez em cubesats, para acabar de vez com as dúvidas sobre seu funcionamento. Por enquanto está todo mundo com uns 3 pés atrás, e tanto a pesquisa da NASA como a dos chineses está sendo alvo de muita análise crítica. O que é bom, ciência funciona assim.

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Carl Sagan dizia que afirmações extraordinárias exigem demonstrações extraordinárias. As demonstrações existem, agora é hora da revisão por pares. Já tivemos alarmes-falsos assim. O mais recente os neutrinos supraluminosos, mas a Fusão a Frio foi bem mais complicada. Depois do anúncio entusiasmado em 1989 de que havia sido detectada fusão nuclear em um experimento simples de bancada todo mundo tentou replicar, e por pura estatística vários chegaram a resultados positivos.

Depois, com mais calma, percebeu-se que os resultados positivos eram fruto de metodologia ruim, equipamento defeituoso e falta de critério. Fleischmann e Pons, os autores da pesquisa original no final descobriram que seu experimento não havia detectado nada de anormal.

Pode ser que as pesquisas de Shawyer, da China e da NASA, além de outros que replicaram o experimento estejam erradas. Equipamento de medição defeituoso, evaporação, atração eletrostática, são muitas as possibilidades, mas também é possível que essa tecnologia seja real.

E se for real?

Aí o bicho vai pegar. 99% da massa dos foguetes é combustível. Precisamos acelerar muito no começo e ir na banguela até o destino. Com uma propulsão igual ao Motor Shawyer você não precisa de combustível, pode usar energia elétrica via painéis solares ou mesmo via um reator nuclear.

A segunda geração do motor vai usar supercondutores para que as microondas ricocheteiem dentro do ressonador de forma milhares de vezes mais eficiente. Mesmo aplicando as limitações teóricas um motor desses produziria forças na ordem de 0,93 toneladas por quilowatt. Um motor de Fiat Uno 1,0 L tem 33 kW de potência. Daria para levitar o carro, mover uma hélice e ainda acionar o ar-condicionado.

Uma nave espacial com propulsão não-newtoniana se pareceria com isto:

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Você aceleraria continuamente até metade do caminho, então começaria a desacelerar. Uma viagem a Marte não levaria meses, talvez não passasse de uma semana. Acelerando continuamente a 1 G resolveríamos os problemas causados por longo tempo em gravidade zero, e alcançaríamos velocidades só limitadas por Einstein e por nossos escudos de micrometeoritos.

Na Terra até seu colchão poderia flutuar, carros economizariam combustível utilizando repulsores para diminuir o peso. Em vez de uma tonelada, os pneus só teriam que suportar 300 kg, por exemplo.

Aviões não teriam mais que depender de Bernoulli para voar. Suas turbinas gerariam energia elétrica e propulsão horizontal, enquanto repulsores no casco gerariam a sustentação. Seria o fim das pistas, todo avião teria decolagem vertical.

ISTO seria viável:

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Cientistas podem ser muito conservadores. A maioria dos críticos do EmDrive diz que não funciona por não fazer sentido. Se não fossem os nomes sérios replicando o experimento e constatando resultados esquisitos, ninguém daria a menor bola para as alegações de Shawyer. É injusto mas há tanto maluco por aí que ou os cientistas os bloqueiam ou não farão mais nada a não ser desqualificar picaretas.

O segredo é perceber quando o que parece maluquice tem um fundo de verdade. No caso o experimento da NASA ter dado resultado quando não deveria torna o Motor Shawyer muito mais interessante, pois um simples caso de metodologia falha não deveria produzir resultados assim.

Pode ser que não dê em nada, mas também pode ser que…

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Fonte: W.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Eduardo

    Ok, quando esse propulsor chegar no Kerbal terei mais alguns meses de diversão. Hahaha

  • Gustavo Feuerstein

    E o universo fica um pouco menor.

  • Erik Morelli

    too good to be true

  • Tulio

    Easy, abre um microondas retira o magnetron dele, põe num balde feito de metal e voilá, tai o seu propulsor. Só não venha reclamar depois que vc estragou o seu microondas e PN funcionou.
    Eu acho interessante é q no site eles falam que utilizaram no teste um magnetron com output de 1,2kW, pesquisando rapidamente achei umas patentes de uns com 750kW. Pq não utilizaram um + fortinho?
    Por fim e a energia elétrica necessária pra botar esse bixinho pra funfar eles não falaram. Fazendo uma pesquisa um microondas tem em média 64% de eficiência e consome 1100 W pra gerar 700W (fonte wikipedia) então se gerou 1,2kW consumiu 1,8kW(utilizando os 64% de eficiência). Haja conta de luz ai tio.
    E com esse artigo concluímos que precisamos urgentemente de baterias melhores.

    • Erick Carvalho Campos

      Isso não e ceticismo, é criticismo exagerado cara. Fizeram uma prova de conceito impressionante e você já ta querendo comparar eficiência com produtos industriais? Se gastassem 100 milhões numa pesquisa pra provar que a AIDS tem cura através de meia dúzia de pacientes teríamos um tratamento absurdamente caro segundo seu raciocínio, mas não é bem assim que a matemática da coisa funciona nesse estágio de prova de conceito

  • Storvs

    É obvio que irão usar o reator ARC que Robert Downey Jr construiu prá CIA, conforme o tio Obama já anunciou. Vocês são descrentes demais, credo!

  • lordtux

    Tava esperando um texto seu disso, melhor ainda é delinear todas essas fantasticas possibilidades, ansioso por ver mais gente colocando isso a prova e se real, investindo pesadamente nisso.

  • Rafael Tamburus Felgueiras

    Interessantíssimo!
    Apenas uma observação, no trecho:
    “mas os fótos emitidos têm momento angular… ” o correto seria momento linear.

  • As pessoas ficam animadíssimas quando qualquer conceito pareça tornar real os sonhos de infância ou heróis de histórias em quadrinhos.

    “Em 2001 ele conseguiu uma verba de 45 mil libras do governo britânico, para produzir as equações associadas com o projeto e construção de um protótipo.

    45 mil libras por equações e um protótipo. Hummmm, isso tá parecendo o motor Keppe.

    “O paper não se propõe a explicar o que acontecem. Especulam que o negócio utilize plasma virtual de vácuo quântico.”

    Farei um artigo dizendo que posso transformar maçã em banana. Alegarei que é por causa da força nuclear forte. Só não direi como.

    Isso vai ser que nem o caso dos neutrinos supraluminosos, que todo mundo teve ataques histéricos felizes e o chato aqui disse para ir com calma. Quase todo mundo me xingou e eu acabei sendo reconhecido como estar certo mais uma vez, o que já deixou de ser novidade (e sim, eu sei que sou desagradável, mas isso não tira o fato de eu estar certo).

    Então, divirtam-se sonhando com o futuro, mas eu só digo uma coisa: “Segunda Lei da Termodinâmica”

    • nerddiaries

      Em que ponto isso viola a segunda lei da termodinâmica? A energia não está sendo gerada do nada. A “violação” é apenas da terceira lei de Newton.

      O cara pediu 45k libras para equações e um protótipo. Levou um ano. No caso, recebeu menos de 4k libras por mês, fora os custos do propósito. Você acha muito para um pesquisador lá na Europa?

      • “Em que ponto isso viola a segunda lei da termodinâmica? A energia não está sendo gerada do nada.”

        Eu falei S-E-G-U-N-D-A Lei. E não primeira. Se vc não sabe a diferença, livros não faltam.

        “A “violação” é apenas da terceira lei de Newton.”

        Também, mas as leis de Newton não são perfeitas.

        “Você acha muito para um pesquisador lá na Europa?”

        Pra fazer equações sem comprovação? Me dá 1000 reais e te dou um monte delas.

        • Archer

          Em vez de xingar e continuar sendo desagradável, poderia iluminar as mentes atrasadas e explicar onde exatamente há violação da 2ª lei da termodinâmica, por que o experimento funcionou (sendo impossível) e por que só as leis de newton são imperfeitas.

          • OverlordBR

            É que o Pryderi já desenvolveu um “motor” igual… só que ninguém “deu ouvidos” a ele.

          • Conheço uma tal de “levitação quântica” baseada em supercondutividade, que também era impossível!

            Aliás, AINDA É (não temos teorias boas o suficiente para explicar)…….mas funciona.

        • nerddiaries

          Cara, a segunda lei da termodiâmica e a conservação de energias são intercambiáveis – deduz-se um deles caso se assuma o outro como princípio. Veja o livro de Física Estatística do Prof. Sílvio Salinas, na parte de ensemble microcanônico – esse resultado é conhecido até na física clássica, independente de se utilizar ou não o fator de correção de contagem de Boltzmann (na física quântica, normalmente se deduz isso a partir da não-variação da função Hamiltoniana com o tempo, também chamado de princípio da homogeneidade do tempo).

          Não vejo violação de leis da termodinámica nesse caso. Não entendi o mecanismo muito bem, mas acho que o resultado do cara é válido perto do financiamento irrisório que ele recebeu. Lembre-se que ele não é um maluco qualquer que aplicou para um grant – é um pesquisador renomado, com resultados publicados e revisados pelos seus pares. Na minha opinião, isso o dá um voto de confiança para receber subsídio público para pesquisa. Além disso, as equações dele não são “sem comprovação” – o que se fala é apenas que o mecanismo não é muito bem entendido, o que são coisas um pouco diferentes.

          Quanto a violação da terceira lei de Newton, essa é o de menos… Como você mesmo (bem) citou, elas não são “perfeitas”. Os princípios mais básicos (conservação de energia, momentum, carga, etc.) são bem gerais e, em caso de violação de algum destes, o buraco é mais embaixo.

    • Wagner Felix

      O “problema” foi o experimento ter sido replicado sem ninguém saber explicar com certeza o que acontece. A prática funcionou, mas a teoria ainda é expeculativa.

    • Felipe Fritzen

      O cara só recebe a carteirinha de “Leitor do Meio Bit Sênior” depois de ter uma discussão (com quotes) com o Pryderi.

  • James Ocelot

    Serio que alguem acredita mesmo nesse negocio de plasma virtual quântico?

    • nerddiaries

      Efeito Casimir.

      • James Ocelot

        ta ok mas me explica se isso funciona tão bem porque ninguém usa?
        (sem teorias da conspiração por favor)

        • The Courier

          pq ninguém chegou na teoria antes da pratica?
          se em 1920 alguém viesse falar que girou uranio dentro de um centrifuga… botou em umas varetas… botou dentro da agua e começou a ferver agua para girar um motor a vapor, o que vc ia dizer?

    • Guest

      Sei lá cara, ainda não entendo como cientistas com PhD e décadas de experiência em física pode levar isso a sério.

    • tiago

      Pelo nome eu não acredito, mas se funcionar ta valendo.

  • Pacificador

    Daqui a pouco vai ter até uns Klingons trabalhando na NASA…

  • SE realmente estiverem certos e isso funcionar a humanidade terá dado um salto gigantesco em termos tecnológicos e o futuro descrito nos livros e filmes de ficção científica estará mais próximo de se tornar realidade. Só espero estar vivo para viver num mundo assim…

    • Sim. Se conseguirmos inventar um cristal de dilithium, acontecerá a mesma coisa.

      O problema é uma coisinha chata chamada “realidade”

      • Aleandre Da Silva Costa

        Muitas coisas que eram consideradas ficção a 100 anos são realidade hoje, muita coisa que era possível a 100 anos seria considerado mentira e bruxaria a 500 anos. Mesmo que algo pareça impossível se for tratado de forma cientifica um dia pode-se achar a solução, o conceito do que é possível hoje , do que foi ontem e amanhã estão baseados no conhecimento de cada época. Mesmo que estejam errados em suas teorias, se for feita uma pesquisa cientifica seria algum conhecimento vai ser gerado. Não acho que ser agressivo com quem apenas tem esperança por um futuro r interessante, vai valer de algo para alguém. Por que pois mais absurdo que pareça, muitas invenções começaram com a simples capacidade do ser humano de sonhar com o impossível, assim como já disseram para o homem que seria impossível voar, chegar a lua.

      • OverlordBR

        “O problema é uma coisinha chata chamada “realidade””.

        O quê é a realidade? 😉

        • Lembrei de “Matrix” agora…E isto com certeza ajuda a facilmente (não) responder sua pergunta.

      • Adriano Garcez

        Acho que você deve ser um dos autores do Ceticismo.. E você é tão cético, sem ter como provar teorias do contrário, que chega a ser chato. Não sei o porquê da ironia em seu comentário.

  • Fiquei empolgado ^^

  • Gabriel Rezende

    “Hahaha carros voadores em 2015!? Só Hollywood mesmo!”

    Deixa pra lá!

  • tiago

    Fiquei bastante empolgado com o “E se”.

    Mas o problema é o consumo de energia, vamos ter de desenvolver geradores melhores e mais portáteis, pq ta mais fácil ele fazerem um carro voar do que fazer baterias melhores a curto prazo.

  • Alexandre Salau

    Interessante que conseguiram a demonstração sem ter ideia de coo funciona, isso é até bastante comum e depois que se estuda as causas a eficiência costuma melhorar muito. Imagina quando descobrirem que isso tem a ver com a energia de ponto zero e conseguirem montar geradores que extraem eletricidade do vácuo (ou do tecido do espaço-tempo). Ótimo até perceberem que com isso estão desestabilizando o universo localmente e afetando a existência de outros universos. Ok, agora deixa eu tomar meus remédios novamente.

    • Tiago Fioresi

      Acho que alguém ai andou assistindo Stargate Atlantis um pouco demais. hahahahaah

      • Alexandre Salau

        Na verdade não, eu já tinha visto textos sobre ZPE bem antes de SG-A (lá pra 2001 mais ou menos), mas sim, é inevitável fazer o link.

        • Sergio Fagundes

          É mais fácil mandar os astronautas com bastante feijão para o espaço e o problema de combustível é solucionado.

      • Gaulke

        Não só SG-A, Fringe também!

    • Luiz

      Até hoje não sabem ao certo como o magnetron do microondas funciona.

      • Sergio Fagundes

        Ele emite ondas eletromagnéticas que entram em ressonância com as moléculas, causando vibração -> atrito -> calor ->cozimento. Como os corpos colocados dentro do microondas costumam ter água a temperatura não fica excessiva, ao contrário de objetos colocados dentro do microondas que podem se superaquecer e causar danos. Essa vibração é gerada por um circuito eletrônico que emite impulsos elétricos ao magnetron na frequência necessária para causar a ressonância. O mesmo tipo de efeito é usado nos fogões e forjas por indução, com a diferença da frequẽncia ser especifica para o metal usado (no caso dos fogões é o ferro).

        • Luiz

          Então, o que eu impliquei foi que não sabem ao certo como essa ressonancia realmente funciona, o efeito que causa é bem conhecido. A teoria por trasz é incrivelmente complexa e consegue modelar bem o funcionamento da máquina eletromagnetica, porem tem alguns pontos desconhecidos ainda. Tem um livro “Electromagnetic Theory for Microwaves and optoeletronics”, e realmente eu estava errado, pois conseguiram uma simulação computacional procure por “3D Computer Modeling of Magnetrons”, ou dx dot doi dot org/10.2172/922114, isso mudou minha ideia, temos uma boa noção de como funciona então, a area avançou desde o que eu li antes estava errado.

          • Sergio Fagundes

            340 euros pelo livro nem dá. Ainda mais que minha área é Tecnologia de Alimentos e não física.

    • Downgrading

      Estava pensando a mesma coisa antes de ler seu comentário…

    • Lucas Balaminut

      The Gods Themselves correu forte por esse devaneio. Imagina se desestabilizarem as regras do universo a nossa volta, regionalmente, e com isso o Sol perdesse o seu delicado equilíbrio e explodisse? Asimov mandou lembranças.

  • Djalmir Messias

    Uma cavidade ressonante pra microondas? Será que essa propulsão não é apenas conservação de momento linear devido à fuga de fótons de dentro da cavidade?

    Quanto ao momento angular (cortado no texto), se a polarização for circular ela também pode carregar esse tipo de momento.

  • As 45 mil libras que ele conseguiu do governo britânico só pode ter sido através do Ministry of Silly Walks. Mas ele tem uma que vale a pena investigar…!

  • adailtonba2

    O prazo pro hoverboard é ano que vem né? hummmmm

    • Agronopolos II

      para ser chato: 21/10/2015

  • Adriano De Lima

    2015 tá dobrando a esquina, acho que o skate vai ter que esperar um pouco mais…..

  • Daniel Almeida Chagas

    Ovi os acordes de #BTTF quando cheguei a última imagem da postagem! #hoverboard #2015

  • Fernando Turatti

    Imaginando o Cardoso sugerindo um motor desses pras pirâmides do fantástico!

  • Carlos José Da Costa

    Muito legal. Mas mesmo se der certo, não acho uma boa idéia tirar as asas dos aviões. Ainda acho planar legal pra caramba.

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  • Agronopolos II

    Depois disso… me assusto com as ideias de “De volta para o futuro”

    PS: ainda está faltando mais de 1 ano para a realística data : 21/10/2015

  • Michael Bortolin

    Ôba, vai sobrar mais gasolina pra queimar no V8!!

  • Quando alguma coisa é boa de mais para ser verdade geralmente não é. Como no caso dos neutrinos laboratórios diferentes repetindo a mesma experiencia com os mesmos métodos vão obter os mesmos resultados, mas isso não significa que não estejam ignorando alguma variável que será descoberta mais tarde e invalidará a idéia.

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  • José Inácio

    “não tem um paper, não publica detalhes nem deixa ninguém avaliar os experimentos”

    até parece a urna eletrônica do TSE

  • Hugo Galvão Ribeiro Arraes

    Acho que ele funciona acelerando Axions (Matéria Escura) já que algumas frequências de microondas poderiam entrar em resonancia com ela. (Ver ADMX, ou Axion Dark Matter eXperiment).

    Não existiria violação de conservação de momento. Axions seriam os propelentes…

  • Lucas Balaminut

    Não vou mentir, me perdi foda em “Especulam que o negócio utilize plasma virtual de vácuo quântico”. Alguns minutos na wikipedia, uns dois links de source depois, e acho que entendi. Acho.

  • Hugo Galvão Ribeiro Arraes

    E finalmente parece que descobriram esta semana como ele funciona. Hehe. Ele seria um Warp Drive. Quem diria… “Warp drive, Engage!!!”

    • Eu

      NOPE. http://www. space. com/29363-impossible-em-drive-space-engine-nasa.html

      • Hugo Galvão Ribeiro Arraes

        YES: “A test at 50 W of power during which an interferometer (a modified Michelson device) was used to measure the stretching and compressing of spacetime within the device, which produced initial results that were consistent with an Alcubierre drive fluctuation.”

        • Eu

          Então você tá sabendo mais que a própria NASA, o que é incrível!

          “While conceptual research into novel propulsion methods by a team at NASA’s Johnson Space Center in Houston has created headlines, this is a small effort that has not yet shown any tangible results,” NASA officials told Space. com in a statement. “NASA is not working on ‘warp drive’technology.

          Parabéns!

          • Hugo Galvão Ribeiro Arraes

            Obrigado!
            Me esforço muto pra saber mais que a NASA.
            Huehuehuebr
            Se eles realmente comprovarem que obtiveram um padrão de interferência consistente com o esperado por um Alcubierre drive, esta declaração da NASA será o mesmo que nada.
            Recomendo acompanhar o trabalho do pessoal do NASA Eagleworks. Que é quem realmente está fazendo os testes.

  • aacvieira

    Facto: para explicarem hoje parte muito significativa da mecânica que observam no universo, os astrofísicos tiveram por consenso que postular a existência de uma entidade, absolutamente invisível, a qual chamaram (penso que à falta de outro nome melhor) matéria escura. Sem esta consideração verdadeiramente “extravagante” (a tal matéria escura não se vê, nem outra interação para além da gravitacional pôde ser até hoje identificada), seria impossível (apenas com Galileu / Kepler / Newton / Einstein / Planck) que objectos com a dimensão da Via Láctea pudessem (entre outras coisas) rodar às velocidades que se observa que rodam. As galáxias, e os aglomerados superiores, parecem-se na verdade mais com nuvens, respeitando mais razoavelmente equações do tipo de Navier-Stokes para fluidos, que o simples Newton clássico no seu reconhecido trabalho de explicar mecanicamente de forma muito acurada e certinha o nosso pequenino (comparativamente) e arrumadinho Sistema Solar, necessitando aqui de ter em conta apenas a matéria que se vê.

    A justificação física do fenómeno desta propulsão pode passar portanto por identificarmos no mecanismo uma interação das micro-ondas, com a tal matéria escura. A justificação, neste quadro, respeitaria as leis físicas, pelo menos as que se consideram actualmente em auxílio da retirada do universo do enorme saco de paradoxos em que, de outro modo, necessariamente se colocaria. E serviria, no caminho, de mecanismo de “visibilização” da tal matéria escura que “inventamos”, mas que até agora nunca tínhamos podido (para além da tal interação gravítica ao nível de dimensões maiores do universo) observar.

    Portanto, para quem “acredita” em matéria escura (o que implica uma comunidade de astrofísicos bastante vasta, relativa ao consenso estabelecido nesta área), pode ser … (e seria bom que fosse … mas) … mas pode simplesmente não ser … 😉 …

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