Os processadores gráficos e suas placas de vídeo

Quando queremos fazer aquela melhoria em nosso computador, visando um melhor desempenho nos jogos, essa nossa distraçãozinha do fim-de-semana, a primeira coisa que vem à nossa mente é a troca da placa de vídeo, não é mesmo?

Mas há um costume, na verdade, um vício da linguagem técnica de leigos, de levar em consideração apenas a quantidade de memória da placa de vídeo como O diferencial de desempenho.

Afinal, quantas vezes não já nos deparamos com absurdos do tipo a minha placa de vídeo de 256 megas e é melhor que a sua, que é de 128 megas. Soa tão familiar dar ouvidos à essa asneira, esse absurdo, quanto ouvir chamarem aquela caixa de metal, que sustenta e abriga os diversos componentes do computador, de CPU.

Voltando ao assunto, ouvimos esses absurdos de alguns leigos que se dizem especialistas em informática e também dos vendedores, de certas lojas de informática, que só querem empurrar o estoque “goela abaixo” do incauto consumidor. Mas então, o que, afinal, há de tão absurdo e errado com aquela simples frase sobre as placas de vídeo?

Primeiro, o nosso idioma oficial é o português. No nosso idioma, as grandezas não têm plural, ou seja, mega, giga e tera só existem no sigular, em nosso idioma. E outra coisa: quando abreviadas, essas grandezas e suas unidades de capacidade devem sempre estar em maiúsculas. Então, não pluralizamos grandezas e sim unidades: seu antigo HD não tinha 160 gigas e sim 160 Giga ou 160 GigaBytes.

Segundo, no caso de você, leitor, encontrar algum indivíduo falando ou mesmo escrevendo que a minha placa de vídeo de 256 megas e é melhor que a sua, que é de 128 megas, então peça ao suposto “especialista” (claramente leigo no assunto..) que explique por que as duas placas seguintes têm desempenhos tão parecidos:

1- Placa de vídeo da Sapphire com processador gráfico Radeon HD 4870 a 700MHz com 512MB de VRAM do tipo GDDR5 a 3,6GHz com interface 256bits;

2- Placa de vídeo da MSI com processador gráfico GeForce GTX 260 a 575MHz (shaders a 1,24GHz) com 896MB de VRAM do tipo GDDR3 a 2,0GHz com interface 448bits;

Afinal, a primeira placa, que conta com “apenas” 512 MegaBytes, deveria sofrer diante da segunda placa, já que esta possui quase o dobro, 896 MegaBytes, não é?

Terceiro: o que determina, majoritariamente, o desempenho de uma solução gráfica é o poder, de cálculos, do processador gráfico (em inglês, é Graphics Processing Unit) e não a quantidade da memória principal que esse tal processador gráfico tem disponível na respectiva placa de vídeo.

E o que seria esse tal processador gráfico?
O processador gráfico é um tipo de microprocessador. Ele é especializado em receber, calcular e tratar instruções que serão executadas para serem exibidas no monitor ao qual ele está conectado, na forma de imagens bi e/ou tridimensionais.

Um processador gráfico é dedicado quando possui apenas a tarefa de realizar o processamento gráfico propriamente dito. As versões desktop deles são utilizadas em placas de vídeo.

Já um processador gráfico integrado, também apelidado de vídeo onboard, além de realizar algum processamento gráfico limitado, tem a tarefa de gerenciar outras funções, numa placa-mãe, por exemplo, o acesso da memória principal, mais conhecida como RAM, aos dispositivos secundários integrados, como portas USB e chip sonoro, e à memória secundária, a de armazenamento.

Alguns fabricantes de placas-mãe para computadores portáteis utilizam versões mobile, dos processadores gráficos dedicados, integradas na própria placa-mãe ou oferecidas em módulos atualizáveis, para oferecer um melhor desempenho gráfico que um processador gráfico integrado.

Mas isso não quer dizer que o computador portátil tenha uma placa de vídeo dentro dele, afinal, além de ser um erro conceitual, já que muitas placas de vídeo são maiores que a maioria dos computadores portáteis, leva o leitor a achar que a solução gráfica do PC portátil pode ser atualizada, o que só acontece em raras exceções e apenas em portáteis do tipo “desktop replacement“, oferecidas, por determinados fabricantes, a um precinho nada camarada.

Existem, no momento, apenas cinco fabricantes, relevantes, de processadores gráficos:

Intel, responsável pelo design dos processadores gráficos integrados Graphics Media Accelerator e, no futuro, aquele processador gráfico dedicado atualmente conhecido por Larabee;

AMD+ATi, responsável pelo design dos processadores gráficos dedicados Radeon e FireGL/FirePro;

nVidia, responsável pelo design dos processadores gráficos dedicados GeForce e Quadro/Tesla;

VIA-S3, responsável pelo design dos processadores gráficos dedicados Chrome e processadores gráficos integrados UniChrome;

SiS, responsável pelo design dos processadores gráficos integrados Mirage.

Por que destaquei apenas os processadores gráficos Radeon e GeForce?

Por um motivo simples: as versões mais atuais deles são as mais compatíveis com as diversas aplicações atuais (notadamente os jogos tridimensionais dos nossos felizes fins-de-semana…), que, hoje, exigem um poder de processamento gráfico gigantesco só atendido por estes dois processadores gráficos e suas inúmeras placas de vídeo.

Como assim inúmeras placas de vídeo? Não são só duas?

NÃO.

Não existe placa de vídeo nVidia GeForce, nem placa de vídeo ATi Radeon.

Tenho que esclarecer o seguinte: GeForce não é placa de vídeo. Radeon, também não.

Nem a nVidia e nem a AMD+ATi fabricam placas de vídeo para comercializá-las ao consumidor final, no máximo constroem as placas de vídeo de referência, que possuem uma quantidade equilibrada de memória, determinado tipo de chip de memória, determinado número de canais simultâneos de memória e as freqüências padrão dos processadores gráficos.

As placas de vídeo de referência servem como um exemplo a ser adotado na construção de placas de vídeo, utilizando determinado processador gráfico. Mas as fabricantes das placas podem alterar vários dos parâmetros para oferecer diversas configurações de desempenho e preço.

E então, quem fabrica as placas de vídeo, no final das contas?

Posso citar bons fabricantes, alguns até fabricam boas placas-mãe, também: Sapphire, MSI, Gigabyte, ASUS, eVGA, Zotac, Powercolor, Zotac, ECS, Point of View, XFX, Foxconn, BFG, entre outras.

Você quer me dizer que a única diferença entre as placas de vídeo, além do respectivo processador gráfico dedicado, é a fabricante da placa?

Calma, não é bem assim, não é apenas isso, vamos voltar ao início deste texto e ao assunto principal dele: o processador gráfico.

A AMD+ATi e a nVidia fabricam os processadores gráficos dedicados mais poderosos e complexos do momento, Radeon e GeForce, respectivamente. Cada um dessas duas famílias de processadores gráficos foram sendo aprimoradas com o passar do tempo, à cada geração delas, uma exibindo mais recursos que a outra e ambas superando quaisquer outros concorrentes.

Tal status de liderança das duas empresas, no mercado de processadores gráficos, se deve à acirrada concorrência entre elas, principalmente por conta da contínua evolução gráfica exigida pelo mercado dos jogos eletrônicos. Só que essa concorrência toda não ocorre apenas numa só faixa restrita de preço e desempenho à cada geração de processadores gráficos, ocorre basicamente em três tipos de públicos-alvo distintos de processadores gráficos:

😉 “High-end“: seria o processador gráfico “completo” de cada geração, oferecido em placas de vídeo mais robustas e mais caras, devido à quantidade de canais simultâneos de memória acessados pelo processador gráfico, a chamada interface de memória.

O processador gráfico tem a obrigação de realizar, simultaneamente, várias operações em paralelo, como renderizar os polígonos, aplicar-lhes texturas e efeitos sobre estas texturas, suavizar arestas e pixels e gerar toda essa imagem, em tempo real, no monitor na forma de imagens bidimensionais à determinada resolução com perspectiva tridimensional à determinada taxa, quantidade de quadros por segundo.

Essas são tarefas cujas instruções são muito específicas e que cujo processamento tem que ser bem distribuído e depender pouco das instruções anteriores e posteriores. Podemos dizer que o processador gráfico é um fortíssimo processador em paralelo e um fraquíssimo processador em série: enquanto o processador central encarrega-se da posição dos elementos a serem renderizados e que dependem das ações prévias e futuras que o programa, o jogo determinou, determina e determinará; o processador gráfico cuida do que está sendo exibido num determinado momento, em determinado quadro, em determinada fração de segundo e que logo será substituído, não precisando de um forte processamento em série.

Devido à esse forte processamento paralelo exigido, o processador gráfico dedicado “completo” precisa, necessita da maior QUALIDADE e velocidade da memória possível, o que deixa suas placas de vídeo mais caras, já que são necessários bem mais caminhos construídos, mais vias de acesso simultâneo que as placas de vídeo mais baratas.

Um processador gráfico dedicado “completo“, que tenha menos canais de memória simultâneos que outro, pode ter um desempenho bem melhor que o concorrente por conta da freqüência e do tipo dos chips de memória utilizados na respectiva placa de vídeo, bem como a arquitetura do próprio processador gráfico.

Geralmente, os processadores gráficos dedicados destinados ao público entusiasta, público este que possui dinheiro suficiente para comprar uma placa de vídeo equipada com o processador gráfico high-end, servem para atender além dos requisitos recomendados pelos jogos mais atuais da respectiva geração de processadores gráficos. A nomenclatura destes complexos processadores gráficos tradicionalmente termina em 900 a 700.

😉 “Mid-end“: seria o processador gráfico intermediário de cada geração, geralmente uma versão bem capada do processador gráfico completo, oferecido em placas de vídeo menos robustas e um pouco menos caras, cuja interface de memória possui bem menos canais de memória simultâneos que uma voltada ao público high-end, apenas para atender um pouco além dos requisitos mínimos exigidos pelos jogos mais atuais da respectiva geração de processadores gráficos. A nomenclatura destes razoáveis processadores gráficos tradicionalmente termina em 600 a 500.

😉 “Low-end“: seria uma amostra barata, um rascunho do processador gráfico completo de cada geração, oferecido em placas de vídeo bem modestas e simples, para atender apenas os requisitos mínimos dos jogos mais atuais da respectiva geração de processadores gráficos. A nomenclatura destes simples processadores gráficos, tradicionalmente termina em 400 a 100 e seu projeto, geralmente, é também aproveitado na linha de processadores gráficos integrados que tanto a AMD+ATi quanto a nVidia lançam na geração seguinte, tendo apenas um ou outro canal de memória, às vezes até meio canal (32 bits de interface de memória é encontrada em alguns modelos específicos de baixíssimo custo)…

Outro fator interessante, sobre o comércio de processadores gráficos e suas placas de vídeo, é que as diversas fabricantes de placas de vídeo têm a liberdade de ajustar a freqüência que o processador gráfico vai operar, o tipo usado dos chips de memória, além de oferecerem uma quantidade maior ou menor de memória, o que afetará o preço final da solução gráfica.

Quando uma fabricante coloca uma quantidade maior de memória numa placa de vídeo, geralmente o faz por mera publicidade, por mero marketing próprio do produto.

A quantidade de memória numa placa de vídeo além da utilizada no modelo de referência, pouco ou nada melhorará o desempenho, pelo fato de as fabricantes de placas de vídeo compensarem a inclusão da maior quantidade de memória, utilizando-se de chips de memória bem mais baratos e com um desempenho muito mais fraco que os utilizados nas configurações de menor quantidade de memória, de um mesmo processador gráfico dedicado.

Mesmo as fabricantes colocando uma maior quantidade de memória e do mesmo tipo, ou mesmo superior em desempenho, a diferença dessa quantidade maior de memória só será sentida em aplicações, jogos que exijam altas resoluções e se o processador gráfico for poderoso o suficiente para aplicar os diversos filtros e efeitos exigidos, já que precisaria assim de maior espaço na memória para armazenar as texturas originais e as tratadas.

No final das contas, ainda é o processador gráfico que influenciará a maior parte do (bom ou mau…) desempenho da aplicação, do jogo renderizado e exibido em seu monitor.

Se fizéssemos uma analogia, colocando o processador gráfico como o processador central de um lado e a placa de vídeo como sendo a placa-mãe do outro, poderíamos perceber melhor a influência da quantidade de memória: se o processador central for um Celeron, por mais que coloquemos módulos (pentes…) adicionais de memória, o desempenho não seria tão melhorado quanto colocarmos mais módulos adicionais, do mesmo tipo de memória, numa placa-mãe equipada com um processador central Core 2 Quad.

Não entendeu essa analogia?

Coloque um carro popular puxando um longo trem de vagões de carga e imagine se esse carro será tão rápido quanto uma locomotiva: a locomotiva sempre conseguirá puxar mais carga que o carro popular, mesmo que ambos consigam desenvolver a mesma velocidade.

Então, por favor, nada de achar que a quantidade de memória determina se esta ou aquela placa de vídeo é melhor que outra!

O que determina mesmo o desempenho é a geração (Radeon HD3000, Radeon HD4000 ou GeForce 9, GeForce GTX200…), a arquitetura (DirectX 9.0c, DX10.1 ou DX 10) e o tipo do processador gráfico (high, mid, low-end ou on-board), seja ele Radeon ou GeForce.

Sobre a memória da placa de vídeo, no máximo podemos considerar a qualidade dela, ou seja, o tipo de chips utilizados, sua freqüência e o número de canais de memória simultâneos na placa de vídeo. A quantidade da memória inclusa na placa de vídeo é algo tão secundário que pode ser até omitido da comparação, principalmente quando nos referimos aos processadores gráficos integrados (vídeo onboard…), low e mid-end.

Mesmo quando falamos em placas de vídeo cujos processadores sejam high-end, a quantidade de memória ainda é um detalhe bem secundário.

Caso se deparem com alguma comparação absurda entre placas de vídeo, levando-se em conta apenas a quantidade de memória, peça aos asnos, desculpe, leigos e salsas teimosos no assunto, para que leiam algum artigo como este ou melhor!

Agradeço a atenção e a paciência de todos vocês leitores, inclusive o autor do texto original, o Claudio Emanuel e o da analogia, o Rafael.

Autor: Emanuel Laguna

O “tio Laguna” nasceu no Siará em meio à Fortaleza de 1984. Sempre gostou de brincar de médico com os aparelhos eletrônicos e entender como um hardware dedicado a jogos funciona, mas pretende formar-se como Engenheiro Eletricista qualquer dia. Antes apaixonado pelos processadores gráficos desktop, vê nos smartphones, tablets e outras geringonças mobile o futuro da computação.

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  • Zee

    Ótimo artigo. Pior que a diferença de “memória” é o CDROOM e o Pente de Memória. Termos usados por “especialístas”.

  • Jason Manchest

    Ótimo artigo, tão exclarecedor que acho difícil haver flames.

    Não sou o Jonny Walker, mas walk mais que ele…

  • É muito mais fácil falar “tenho uma GeForce (ou Ge-eFe) 6 e 200A 256 64 da XFX (chis efe chis, lol)” que “tenho uma XFX PV-T44A-WANG” (até o porque, primeiro você teria de decorar o modelo [eu procurei no site da XFX, não sei se é realmente este], depois a outra pessoa teria de saber que “PV-T44A-WANG” se trata de uma placa da XFX baseada no chipset gráfico GeForce 6200A [nv44a], com 256MB DDR2 a 64bit).

    Praticidade vs Termos técnicos. 🙂 (Sem procurar em qualquer lugar, o que é uma PV-T64K-UAF7?)

    – Claro que Megas, se não for XLR, é errado pacas.

    Ps.: Só torrando a paciencia mesmo. (não comecem um flame aqui)
    ___
    Blog do Keaton

    • Não seria mais fácil falar “minha GeForce tal, da XFX“….

      Ou mesmo escrever “minha XFX Geforce tal” ?

      Só acho que o melhor é ter consciência de que nem toda placa de vídeo é igual, isso sem fazer a besteira de achar que elas diferem apenas pela quantidade de memória, certo?

      O pior é que tem gente que acha que uma GF9300GT vence uma GF8800GS só por conta da numeração “maior“.

      🙁
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      • Mais fácil que falar “GF6200 256MB”? Acho que não, seria mais especifico. 😛

        Falando sério agora, e se eu te falasse “minha XFX GeForce 6200” e se eu não tivesse dito que era aquele modelo ou que era a 6200A com 256MB DDR2, tu saberia dizer qual dos 5 modelos era? ou quantos VS/PS/TMU/ROU tem ela? 🙂

        Bom, tenho o costume de escrever “XFX GeForce 6200A 256/64”, estou falando em falar (sem intenção de piada).

        Por exemplo, é mais prático falar “tenho uma gê éfe seis e duzentos de dois cinco meia”, claro que isso deixa uma série de dúvidas que provavelmente a pessoa não vá saber responder se perguntar.
        Provavelmente se eu perguntasse “qual é o codename do processador gráfico?” a pessoa não saberia me responder. (No meu caso é o NV44a [queria o NV42…. hahaha])

        Ps.: òtimo texto, já tinha lido o texto original e li este de novo.

        Ah sim, de onde tu tirou aquela imagem da placa de vídeo?

        Nota: tá bem confuso o que eu escrevi, acabei de “acordar” e ainda estou meio lesado… XD (tenta entender o que eu quiz dizer… depois eu tento explicar melhor)
        ___
        Blog do Keaton

        • Passei batido pela sua indagação, desculpa.

          [quote=Keaton]Ah sim, de onde tu tirou aquela imagem da placa de vídeo?

          Nota: tá bem confuso o que eu escrevi, acabei de “acordar” e ainda estou meio lesado… XD (tenta entender o que eu quiz dizer… depois eu tento explicar melhor)[/quote]
          Peraí, qual das duas figuras?

          😕
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  • Só um adendo: as grandezas e unidades não ficam em maiúsculas quando abreviadas ou escritas por extenso. Só unidades derivadas de nomes próprios que podem ser usadas assim. Logo é megabytes e mb (fica feio, eu sei).

    Mudando de assunto, o artigo é muito bom e bem completo. E agora eu sei finalmente porquê a minha GeForce 6200 é de qualidade inferior que a minha finada GeForce 5500.

    Só tenho uma pergunta a fazer: há alguma tabela comparando as nomenclaturas das gerações das GPUs da NVidia ou ATI/AMD? Do tipo: uma Radeon HD 4xxx é de mesma geração que uma GeForce 9xxx…

    • Boa pergunta: eu tento procurar por uma tabela dessas, mas o máximo que encontro é uma tabela em separado de cada família de processador gráfico. Realmente é difícil.

      Bom, se isso servir de ajuda, vou colocar uma relação bem simplificada:

      Radeon 9 vs. GeForce FX (também conhecida como 5)

      Radeon X vs. GeForce 6

      Radeon X1k vs. GeForce 7

      Radeon HD2k/HD3k vs. GeForce 8

      Radeon HD4k vs. GeForce 9 e GeForce GTX200 (a.k.a. GF 10)

      Um comentário sobre a última é que a nona série da famíla GeForce é uma versão “apimentada” da oitava.

      Mas a diferença de desempenho entre a GF8 e GF9 foi mais substancial que entre a Radeon HD2k e a Radeon HD3k.

      Seja como for a confusão entre os lançamentos anteriores, creio que as Radeon HD5k serão os concorrentes, em desempenho, das GeForce GTX300 (também chamadas de GF11).

      Sobre os sufixos (LE, Pro, GT, XT, GS, GTO, Ultra,…), a AMD+ATi aboliu isso, mas a nVidia parece que vai adotar um sistema de prefixos e renomear a GF9 como GTX100 ou algo assim, ainda pesquisarei sobre isso.

      😉
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    • Radeon 8xxx – Geforce Ti
      Radeon 9xxx – Geforce 5xxx
      Radeon Xxxx – Geforce 6xxx
      Radeon X1xxx – Geforce 7xxx
      Radeon HD2xxx – Geforce 8xxx
      Radeon HD3xxx – Geforce 9xxx
      Radeon HD4xxx – Geforce GTX

      • Valeu Morróida. Grato.

        • Quando me confundiam com o Cardoso pelo sobrenome, eu abolí o sobrenome.

          Agora… abolir o nome não vai dar.

    • victordinizz

      Eu sei que não é isso que você pediu,
      mas só essas tabelas pra mim já são uma
      boa referência…

      http://www.clubedohardware.com.br/artigos/520
      http://www.clubedohardware.com.br/artigos/519

      espero ter ajudado…

      • Pronto!

        Desculpem o OFF…

        Mas, por que o Gabriel Torres não facilita a consulta e faz uma terceira tabela, comparando os chips gráficos, um a um?

        Seria um bom diferencial, já que a maioria dos portais acaba deixando apenas essas duas tabelas e em separado sendo que nem todo mundo tem paciência de ficar mudando a aba ou colocar a janela ao lado para ficar comparando.

        Lógico que teria que simplificar essa terceira tabela que proponho, se não, seriam dados e informações em demasia para a maioria…

        E daria um trabalhão enorme, mas é só uma sugestão.

        😉
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  • Bruno Gama

    Ótimo artigo, agora sei pq meu asus g1s-1a com geforce 8600m gt não roda crysis como um desktop de um colega meu que tem uma vga de mesma família, claro sabia que o meu era m de mobile, no entanto não sabia a diferença do esquema de forma aprofundada, muito grato pela contribuição.

  • Só pra encher o saco:

    [quote]Tenho que esclarecer o seguinte: GeForce não é placa de vídeo. Radeon, também não.[/quote]

    A Nvidia não, mas a ATi fabrica SIM placas de vídeo. BBA (Built By ATi). Eu vejo muito pouco tais placas na internet, mas se acha 4870×2 BBA disponível, assim como já tive uma X800 BBA, e sei de quem teve uma X1950 BBA.

    Não são fabricadas na fábrica da ATi, já que eles não possuem fábrica. MAS, acho que a maioria das “fabricantes” de VGA também não montam todo o PCB e componentes em suas próprias fábricas, tornando esta questão realmente complexa.

    [quote]Mesmo quando falamos em placas de vídeo cujos processadores sejam high-end, a quantidade de memória ainda é um detalhe bem secundário.[/quote]

    QUASE sempre bem secundário.

    Cito dois exemplos:

    Ghost Recon Advanced Warfighter, que só habilitava texturas altas em VGA de 512mb na época. Eram raridade. No caso, a diferença entre uma placa high end de 256mb pra uma de 512mb era algo bem primário e importante.

    GTA IV: O jogo usa 1.5GB de memória de vídeo (não a do sistema, a de vídeo) para seu “gráfico máximo”. Neste caso, a diferença entre uma VGA com menos e com mais memória é crucial, e não dá pra ser ignorada.

    Não se deve levar isso como fator primordial para uma aquisição de uma placa de vídeo, mas também não é um fator tão ignorável assim. No caso de GTA IV por exemplo, mais valeria uma HD4850 com 1GB do que uma HD4870 com 512mb.

    Por isso…

    [quote]Afinal, a primeira placa, que conta com “apenas” 512 MegaBytes, deveria sofrer diante da segunda placa, já que esta possui quase o dobro, 896 MegaBytes, não é?[/quote]

    Ai é que está. A 4870 NÃO rodaria GTA com texturas no HIGH, e a GTX260 sim. É apenas UM jogo? É. Mas já é um parâmetro.

    • Perfeito exemplo!

      Uma senhora exceção, na verdade… 8)

      Olha, eu juro a você que nem reparo muito na qualidade atual das texturas, talvez no cabelo dos personagens e olhe lá…

      Então só espero que algum salsa não interprete a sua ótima e bem-vinda colocação como “a minha GF8600 de 1024 megas vai rodar esse negóço no talo“… 😛

      Quando compro uma placa de vídeo, só quero rodar os jogos atuais e alguns futuros. Não pretendo comprar para fazer filtros aniso, mip-map interpolation, anti-aliasing a 32x, tudo a 120 frames por segundo… 😕

      Qualquer coisa acima dos 45 quadros por segundo na resolução nativa do meu monitor já está valendo.

      😉
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  • Gabriel_Fa

    Favoritado.
    É uma pena que eu não entenda muito de placas de vídeo.

    “Don’t do flames”

  • evagorasjr

    Onde foi que eu já li isso?

    • Jason Manchest

      [quote=Artigo]
      Agradeço a atenção e a paciência de todos vocês leitores, inclusive o autor do texto original, o Claudio Emanuel e o da analogia, o Rafael.
      [/quote]

      Isso responde sua pergunta?

      Não sou o Jonny Walker, mas walk mais que ele…

  • Marcus Pessoa

    Sobre o primeiro item, talvez o autor precise se atualizar, ler Marcos Bagno ou outro lingüista moderno. A língua é propriedade de quem a fala e não de pretensos normatizadores.

    Se o falante acha que “160 gigas” fica melhor do que “160 Giga”, tem todo o direito de usar. Eu acho a primeira expressão mais bonita e mais de acordo com o falar natural da língua portuguesa, e estou pouco me lixando para aquelas letrinhas pequenas nas gramáticas que ninguém lê.

    Meu blog

    • E viva o miguxês!

      • Marcus Pessoa

        Que tal você simplesmente estudar antes de dizer bobagem? Vai ler, vai.

        Meu blog

        • Estudar pra que?

          Vou parar de perder tempo estudando português para fazer outras coisas.
          Afinal, estou me lixando para aquelas letrinhas pequenas.

          Você acabou de abrir minha mente, cara!

          Só pra constar: A característica mais marcante do pseudo-intelectual é citar alguém para em seguida, “mandar” alguém lê-lo.

          A propósito, eu jamais lerei Bagno outra vez. Rejeito qualquer coisa que venha da UNB: Já deu pra perceber que eles enfiam a esquerda até no cachorro quente da cantina. Pelo pouco que lí, o resumo que faço é que o cidadão defende o analfabetismo.

          Misturar língua com marxismo e ainda querer ser levado a sério?

          • Ainda bem que fiquei calado: o meu artigo já é meio que num tom furioso.

            [quote=Fabião]Misturar língua com marxismo e ainda querer ser levado a sério?[/quote]
            Eu não escreveria melhor, Fabião.

            Aliás, você superou a si mesmo e a todos neste tópico todo, eu inclusive.

            😉
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    • marcospmr

      Xe eu quixer uxar axim eu to xerto tb?

      Faça-me o favor.

      Bagno é um cara que é levado a sério muito mais do que a bosta do cavalo na rua deveria.

      Faço minhas as palavras do Fabião.

      O grande problema dos “intelectuais” é quando eles mandam ler algo que o outro já leu.

      =D

  • v1r3d

    Queria era que alguém fizesse um artigo sobre CTM e CUDA, exemplo de códigos, como começar… porque dependendo da documentação da ATi e Nvidia tá dureza 😀

  • Já tinha esse conhecimento, tive que aprender para comprar a minha placa, mas gostei muito do texto!

    PS: ODEIO quando alguém vai falar comigo, ou escuto alguém falar, as unidades no plural… megas… gigas(essa da muito nervoso)…

    • Acho que o problema começou nos quilogramas.

      E eu ainda via gente corrigindo o indivíduo que falava 200 quilo. Uma coisa é falar, outra é escrever isso e o sujeito compreender que quilo é grandeza, não a unidade de massa, que é o grama.

      A questão sobre as minúsculas e maiúsculas surgiu com o Mega e o mili. O M maiúsculo é mega; e o minúsculo, mili. O que resulta em grandezas bem distintas.

      😕
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  • Cara o Post ta excelente, mas me pareeceu ter uma pitada de desabafo, acho que você tava tão de saco cheio dos “especialistas” que criou esse post hehehehe, estou errado??? 😉
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    Substituindo Neurônios por Bits.

    • Não nego que eu escrevi o texto original num momento de fúria… 😉

      Peço até desculpas pelo tom mais agressivo do texto original.

      🙂
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  • lookez

    Muito bom, sempre quis escrever algo assim explicando mas a preguiça…

    Não seria legal também explicar pra todos sobre o antigo pipeline e o mais novo stream processor, e porque eles são importantes agora que tanto nVidia como ATI lançaram drivers novos que trazem a possibilidade de processamento paralelo?

    ONCE YOU GO MAC, YOU NEVER GO BACK.

  • hellison

    E aqueles negócio de pixel shaders? Direto vejo nos requisitos mínimos de jogos e que minha Radeon 9800 não tá conseguindo acompanhar mais(o que é uma pena). É uma boa comparar por eles?

  • alexsvmorgado

    Muito interessante o Post. Parabéns Max, já tinha lido a 1ª versão no fórum e agora está ainda melhor. Mas ainda estou com algumas dúvidas. Aproveitando a onda e sem querer incitar os fanboys de plantão. Alguém pode tirar uma dúvida? Ou dar uma sugestão.
    Na relação custo/benefício, qual compra é mais acertada?

    ATI Gecube 3850 512 GDDR3 256 bits (R$ 400,00 no ML) ou
    XFX GeForce 9800 GT 512 GDDR3 256 bits(R$ 525,00 no ML) nesta última incluso Call Of Duty 4 (49,90 no Submarino) ???

    ”I Still Haven’t Found What I Looking For”
    Falando a nossa Língua

    • 9800

      • alexsvmorgado

        Valeu.
        É sério? Você é o Morróida? 🙂 😕

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        Falando a nossa Língua

        • Não.

          Mesmo assim morra. Grato.

          Ehehehe… zoeira. Não, não sou o Morróida. Fabio é um nome comum pra caramba.

          • alexsvmorgado

            Eu sei. Estava te zoando. Valeu pela dica, mas sem abusar..pq a GeForce?
            ”I Still Haven’t Found What I Looking For”
            Falando a nossa Língua

          • Porque ela é superior. BEM superior, diria.

          • Mesmo eu sendo um fã incondicional da ATi desde as Radeon 9000, tenho que abaixar a cabeça e acenar concordando com o Fabião.

            Até o meu nick e avatar tinham ATi no lugar de Max. Retirei o ATi do meu nick e avatar depois do vexame com a Radeon HD 2900XT.

            As Radeon HD3k são apenas die-shrink das Radeon HD2k.

            Alexsvmorgado, se você tivesse lido o meu post anterior, perceberia que coloco as Radeon HD4k como concorrentes da GF9 e GTX200.

            Agradeço o Fabião (Morróida ou não…), novamente, pela atenção prestada ao responder sua dúvida.

            😉
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            Ao mar e avante no mar da Tecnologia da Informação!

            The one-eyed in the Fortress at the World’s End, Siará.

          • alexsvmorgado

            Também agradeço. Valeu pela atenção, lí seu comentário anterior sim, na verdade lí todos, mas fiquei na dúvida porque ví em algumas tabelas do clube do hardware que elas tem especificações bem próximas, como o clock da GPU ( em torno de 600 MHz), além do mesmo tipo e quantidade de memória, e são 256 bits.
            Resolví perguntar até pq minha dúvida pode ser a de outros leitores também, confesso que a resposta me ajudou a fazer uma compra mais acertada.
            Mais uma vez, ótimo artigo.

            ”I Still Haven’t Found What I Looking For”
            Falando a nossa Língua

          • Então, tudo bem…

            Sucesso em sua nova aquisição!

            😉
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            Ao mar e avante no mar da Tecnologia da Informação!

            The one-eyed in the Fortress at the World’s End, Siará.

  • Framerate is Life!

    Deus Ex Machina

  • joearny

    Colega, já conversamos por mensagem, mas como não pode corrigir o artigo resolvi colocar minhas sugestões aqui para ajudar o pessoal. (creio que artigos bons, influenciam o modo de pensar das pessoas que o lêem, então acho importante que não hajam erros neles, e seu artigo ficou realmente muito legal! Parabéns…)

    Bem, na parte que você diz:

    “Já um processador gráfico integrado, também apelidado de vídeo onboard, além de realizar algum processamento gráfico limitado, tem a tarefa de gerenciar outras funções, numa placa-mãe, por exemplo, o acesso da memória principal, mais conhecida como RAM, aos dispositivos secundários integrados, como portas USB e chip sonoro, e à memória secundária, a de armazenamento.”

    Existem dois erros conceituais, o primeiro você “corrige” no final, quando diz:

    “… A nomenclatura destes simples processadores gráficos, tradicionalmente termina em 400 a 100 e seu projeto, geralmente, é também aproveitado na linha de processadores gráficos integrados que tanto a AMD+ATi quanto a nVidia lançam na geração seguinte, tendo apenas um ou outro canal de memória, às vezes até meio canal (32 bits de interface de memória é encontrada em alguns modelos específicos de baixíssimo custo)…”

    O nome IGP significa integrated graphics processor e é exatamente o que você falou que ocorre, os fabricantes usam soluções low-end para INTEGRAREM um northbridge futuro, por isso do nome IGP, porque uma solução gráfica discreta é INTEGRADA a um northbridge, ou seja o gerenciamento de memória e etc não é tarefa do processador gráfico integrado, e sim do northbridge ao qual este processador está integrado!

    O outro erro, que nem considero tão sério, é dizer que este chip gerencia USB, chip sonoro e armazenamento (que eu entendi como interfaces de armazenamento em massa ou HDs). Na realidade esta tarefa é da southbridge e em raríssimas exceções a southbridge é integrada à northbridge, ou seja este gerenciamento nem no mesmo encapsulamento está… (vale lembrar que o som, na maioria das vezes, possui um acelerador externo à southbridge…)

    Bem, espero ter ajudado com os comentários!

    Valeu!

    • Olha, ajudar ajudou sim.

      Mas, agora que me lembrei de sua mensagem particular, acho que o texto não precisaria de uma correção assim pois o southbridge atuaria, segundo o meu texto, como um intermediário entre a memória principal e os dispositivos secundários integrados na placa-mãe.

      Mas quem gerencia o acesso da memória principal (vulgarmente chamada de RAM…) ao southbridge não seria o próprio northbridge?

      Depende do nível da interpretação do texto, pois os dispositivos secundários integrados poderiam representar o southbridge sem prejudicar a compreensão do leitor.

      😉
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      The one-eyed in the Fortress at the World’s End, Siará.

  • giggs

    Eu não concordo com esta “onda” de execrar o uso de termos como “duzentos megas” ou “oitenta gigas” principalmente pq “duzentos mega” e “oitenta giga” estão quase tão errado quanto na minha opinião. Dizer que minha vga tem 200 milhões não diz absolutamente nada a menos que coloque algo no final, como bytes, bits, transistores, etc.

    Acho, então, que essa mania de escrever as grandezas no plural quando a unidade está implicitamente definida é valida e até poderia ser incorporada ao nosso idioma, sua sonoridade é bem melhor e ideológicamente concordo com esta mudança (e só pra lembrar, discordo de muitas regras na nossa língua!). Muitos parecem esquecer mas não é nós que nos adaptamos à lingua, e sim o contrário; vide as inúmeras modificações do que muitos consideram um português arcaico e feio de séculos atrás.

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  • Walter Bulcao

    O termo mega, por exemplo, usado neste contexto, não é redução da palavra megabyte, é prefixo de unidade de medida, e indica que a unidade é multiplicada por 1 milhão. EX.: 2 megabytes = 2 milhões de bytes. Neste contexto, se aplica a norma técnica, ou seja, a palavra mega não tem sentido sozinha, tem que ser acompanhada de sua unidade de medida e é invariável (Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Resolução nº 12, de 12 de outubro de 1988). Por isso não convém usar os termos mega(s) ou giga(s). O intenso uso popular associa quilos a quilogramas; ocorre que o prefixo quilo substitui um cálculo matemático (número que multiplica 1000 em uma certa unidade de medida); pelo uso corrente, a palavra quilo passou a ser sinônimo de quilograma, e se refere apenas a unidade de medida grama; passou, então, a ser substantivo simples e é claro, flexionável. Em contraponto, no uso cotidiano, e como jargão das áreas de informática e telecomunicações, a palavra mega pode se referir a megabit ou megabyte (operadoras de telefonia e internet usam esse detalhe para confundir seus clientes), não há consenso e nem uma associação clara a unidade byte. Mega ou giga não tem o mesmo “status” de quilo, ficando inviabilizada a não utilização da unidade de medida; pelo menos até agora.

  • Oldhemar Oliveira

    Hoje escutei de um vendedor que o netbook hp com processador de 1Ghz era melhor que um outro de 1,66Ghz pois tinha um processador gráfico integrado.Qual a lógica disto????

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