Internship no Google

Por: em 10/10/08 na(s) categoria(s): Google


Depois de duas ótimas viagens de aproximadamente oito horas cada numa poltrona muito confortável e espaçosa, cheguei no Brasil.

Algumas pessoas enviaram emails perguntando como fazer um “internship” na Google. Realmente não existe uma receita, porém o primeiro passo é ir à página
sobre internships do google onde há informações de como se candidatar.

No meu caso, fui recomendado (infelizmente não sei o nome da pessoa que me recomendou) e a empresa entrou em contato sobre a possibilidade de trabalhar lá. Após o primeiro contato, envia-se o currículo que será analisado. Após a análise e sendo aprovado, são feitas duas entrevistas por telefone em inglês, uma mais genérica e a segunda mais específica com as questões relevantes à área onde se irá trabalhar durante o internship.

As dicas que posso dar são: estude (muito) algoritmos e estrutura de dados, faça (ou tenha) mestrado ou doutorado, isto é realmente importante, muitos dos “interns” eram mestrandos ou doutorandos.
No Brasil há uma visão de que doutorado ou mestrado são exageros inúteis, porém em outros países e em grandes empresas eles chegam a ser requisitos mínimos para se trabalhar. Artigos acadêmicos também são considerados, porém, por favor, não escreva sobre “Formalização de métodos de pesquisa de pelos em ovos”. Acima de tudo, estude muito, não fique no superficial e no básico dado nas universidades: seja diferente.

  • Tiago.Ribeiro

    Esse é realmente um grande incentivo aos meus estudos! Obrigado Felipe!
    A proposito: certificações tipo SCJP, SWCD contam alguma coisa lá fora??

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    “Quando você passar na rua e ficarem te olhando, não se sinta o máximo…Pois o feio e o ridículo também chamam a atenção…”

  • giaco

    Fiquei curioso sobre qual o curso você está fazendo no IME. Tu vai seguir carreira militar?

  • http://kapkav.wordpress.com kapkav

    Enquanto isso, ainda estou pesquisando para entender, o que seja “internship”.

    Uma palavra nova para o meu dicionário! ^^

  • http://www.samuelcorradi.com.br Samuel Corradi

    Me ajuda ai Felipe:

    (Primeiro um breve resumo sobre minha vida profissional)

    Estudei em um colégio técnico de informática aqui de BH após ser “convidado a me retirar” do colégio “normal” em estudava. Isso foi em meados de 97 eu acho… Gostei mto do que apredi lá. Lógica, programação, etc…

    Sempre trabalhei em com desenvolvimento de páginas WEB, mas então fiz minha graduação em Publicidade e Propaganda. Passei por algumas agências de publicidade, mas nunca deixei mto de lado a WEB.

    Hoje larguei as agências de vez, venho ganhando a vida com desenvolvimento de sites e sistemas em PHP. Faço pós-graduação em Segurança da Informação e outra pós em Banco de Dados e BI.

    Agora a pergunta:

    Como pode ver, descobri que meu negócio é trabalhar com informática. Vale a pena eu voltar para a faculdade e cursar ciência da computação? Qual seria um próximo passo na minha qualificação para me garantir nesse mercado?

    Mto obrigado!
    Abraço

  • http://pietra@hotmail.com Anônimo

    Isso é uma grande verdade a cada ano que passa o “mínimo” vai aumentando cada vez mais para ter somente os mais qualificados, logo o pessoal dos cursos técnicos terão que se reciclar se quiserem se manter no mercado, ter um mestrado já viso como essencial. Valeu a dica Felipe ;)

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    “Nada é Impossivel o Impossivel Só demora mais um Pouco”

  • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

    Não sou o Felipe, mas vou tomar a liberdade de te dar umas dicas.

    Primeiro, gostei do seu perfil. A grande maioria dos alunos em geral só vão descobrir se a área interessa a eles depois de já ter feito mais da metade do curso de graduação.

    Seria muito bom se todos começassem trabalhando em algumas áreas a fim de descobrir qual a sua vocação para só depois entrar em uma graduação. Mas infelizmente isso não é possível. O tempo é seu inimigo.

    Digo inimigo porque (infelizmente) muitos colegas professores acham que o cara deve seguir sempre uma linha acadêmica. Alguns reclamaram por eu ter trabalhado alguns anos antes de fazer mestrado e doutorado. Eu achei muito importante e sei que aprendi muito mais que eles. Mas isso é outra história.

    Como estava falando, se já sabe o que quer, isso já é ótimo. Escolha uma universidade que possa te ajudar. Muitos conceitos que se aprende na academia são importantes.

    Ainda sobre os alunos que não sabem o que fazem, existem também aqueles que acham que só o diploma é importante. Eu sempre digo que em Computação o diploma é (quase) nada. Não é como direito, engenharia e administração, por exemplo que o cara precisa de “carteirinha” (OAB, CREA, CRA). Não existe reserva de mercado e acho isso ótimo. Os melhores profissionais que conheço da computação são de outras áreas (física, engenharias e até medicina).

    Resumindo… USE a universidade da melhor maneira possível. APRENDA o que eles têm para passar e não seja apenas “mais um no mercado”. Graças aos “mais um” é que temos sucesso profissional.

    Em tempo: inglês fluente é fundamental para trabalhar em grandes empresas ou se quiser que a sua seja uma das grandes.

  • http://www.pih.bio.br Felipe Albrecht

    Internship seria estágio, porém eu não uso a palavra estágio porque tem um contexto diferente do usado aqui no Brasil.

  • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

    Oi Felipe. Tente explicar essas diferenças. Ou como diria para os alunos: “desenvolva melhor”. ;)

    Acho que é do interesse de muitos aqui no Meio Bit.

  • http://www.yoomp.com rodrigofante

    Cara, eu moro e trabalho na Inglaterra, com front-end.

    Nunca pediram diploma em nenhuma entrevista(embora eu tenha), talvez o Google possa pedir aqui, mas as grandes agencias por aqui pelo menos nunca pediram, iam mais por projetos ja executados, mal liam o curriculo pra falar a verdade, uma vez que no curriculo se coloca o que quiser.

    Valorizaram mais o fato de eu falar Portugues e Italiano fluente alem do Ingles meia boca(estou trabalhando nisso.. :D ).

    Lugar de Nerd – Tudo sobre o mundo nerd
    http://lugardenerd.com

  • snake_colateral

    Nossa, muito obrigado pelas dicas. Sou estudante de Sistemas de informação, to no segundo periodo, e sempre tive uma grande duvida sobre mestrado e doutorado, ja q eu pensava q na área de tecnologia isso não seria muito útil, mas agora vejo q é sim, e é preciso, eu sempre pensei q depois da faculdade eu iria para algum curso de especialização e iria fazer alguma coisa do tipo, ja q eu não conheço muitos mestres ou doutores na área. Mas depois do q li agora vejo q é bastante importante. Obrigado Salsinha e tbm ao meu xará Felipe. vlw
    :)

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  • Cazu

    Eu sempre ouvi exatamente isso, Rodrigo.

    Tenho alguns amigos que já trabalharam por algum tempo nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, e todos eles me disseram que poucos profissionais possuem sequer o superior no exterior (leia “profissionais em cargos de executivo”.

    É claro que o diploma faz a diferença em qualquer situação. É uma forma que você tem de comprovar que optou por aquela carreira ou até mesmo teve contato com determinadas bases de conhecimento, mas não parece ser algo tão solicitado lá fora quanto é aqui dentro.

  • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

    Diploma não prova NADA. Se fosse o caso, qualquer formando em faculdade de fundo de quintal estaria muito bem empregado. O que o mercado exige é conhecimento e produtividade. Não adianta o cara vir dizendo que tem MBA em Harvard que não é emprego garantido (ainda mais porque MBA é só um “nome chique” para especialização).

    Mas… para a pessoa ter uma boa base, a universidade é um dos melhores caminhos. A pessoa pode ser um autodidata (isso existia muito antigamente) e ser melhor que qualquer doutor da USP, mas o caminho é muito mais difícil.

    Dependendo da empresa e tipo de trabalho, doutorado chega a ser ponto negativo, já que mostra que o cara passou muito tempo na academia. Profissionais com mestrado eu já não vejo por esse caminho. Uma pessoa que fez mestrado aprendeu muito sobre desenvolver um bom projeto (revisões, pensamento crítico e auto-crítico, metodologia científica, entre outros).

    Resumo da ópera: diploma não prova que você é bom ou não, mas para ser bom, uma boa universidade ajuda muito.

  • http://www.lucascavalheiro.com lucas.cavalheiro

    Isso depende muito da área. Eu sou estudante de Eng. de Computação e, na área de microeletrônica, não se sai do chão sem um mestrado. Um ex-aluno daqui, enquanto fazia doutorado, estagiava na Fujitsu, o outro teve uma patente da IBM e hoje está na área de CAD da Intel. Empresas de ponta valorizam o doutorado por serem áreas em que uma nova tese pode gerar uma patente e muito lucro. E o google se encaixa nesse perfil.

    Esse pensamento no Brasil ainda não existe (de modo geral), só requerem que tu saibas fazer as coisas, poucas são as empresas que se preocupam em serem inovadoras.

    Voltando ao assunto google, aqui na minha universidade houve uma palestra deles. Resumindo, você deve ser diferenciado. Eles valorizam muito caras com boas idéias, proativos, pois pra fazer o que as outras empresas fazem então não precisa procurar, só pegar qualquer formando.

  • __________
  • http://www.lucascavalheiro.com
  • dr_gori

    Pois é… é um caminho meio “longo” pra ser estagiário do google… Ter um doutorado pra conseguir ser estagiário ??? caramba… Gastar uns 150 mil reais pra ser estagiário… realmente, não é pra qualquer um!

  • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

    Cara… eu ia dizer que foi exatamente isso que eu disse, mas aí fui reler o que está escrito. Eu tinha começado EXATAMENTE pela sua primeira frase, mas depois fui mudando e acabei tirando toda a primeira parte.

    Era mais ou menos assim:
    Isso depende muito da área de atuação e da empresa. Para desenvolvedor “chão de fábrica”, qualquer estagiário serve. Mas alguns projetos é preciso uma base muito mais sólida que a fornecida por um curso técnico.

    Boa observação.

  • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

    O problema é que aqui estagiário (ou escraviário) é mão de obra barata para empresa.

    Lá fora, estágio é a oportunidade de entrar na rede de contatos das empresas e ganhar experiência em determinado campo de trabalho. Portanto, um internship (estagiário ou residente) pode ser tanto aluno de graduação, mestrado e doutorado. Observação: pós-doutorado é exatamente isso. São alunos recém doutores que ainda não entraram para o mercado. É uma espécie de estágio e não um título, como muitos pensam.

    Em empresas pequenas não é nada comum a necessidade de alunos com muita qualificação acadêmica. Mas empresas como Petrobras necessitam de profissionais altamente qualificados, não sendo nada difícil encontrar editais de concurso em que os candidatos precisam ter doutorado em mecânica, química ou engenharia.

  • Camargos

    porque gastar 150 mil? No Brasil, diferente de outros países, você ganha para fazer mestrado e doutorado.

    Obviamente não vai querer dizer que é difícil passar no vestibular. Se o fulano não passar em um vestibular de uma universidade Federal, pode ter certeza que não passa nem na porta do Google.

  • http://www.samuelcorradi.com.br Samuel Corradi

    Pois eh. Tenho 27 anos hoje. Hoje eu faço duas pós graduações na área de informática, sem ter me graduado em informática. Vale a pena voltar para a faculdade para aprender os conceitos da área? 4 anos eu acho mto tempo…

    O problema que vejo de encarar um mestrado ou doutorado na área de computação, é que, sem ter passado por 4 anos de estudo nessa área, talvez eu não tenha os conceitos necessários para se sair bem em estudos mais aprofundados.

    Nas minhas pós, vejo que a galera da computação pensa completamente diferente de mim que formei em comunicação. As prioridades, o que empolga, e até mesmo as piadas parecem não ter sintonia. Hahaha

  • http://www.samuelcorradi.com.br Samuel Corradi

    Em todo curso de graduação, quando a gente forma, vê que vários ‘%’ das matérias estão ali por pura exigência e que talvez não fosse tão importantes assim. Não me lembro de nenhuma agora na minha graduação em Publicidade, mas sei que tem essa matérias.

    Num curso de ciência da computação,quais são as matérias que você pode me dizer que são fundamentais na formação do profissional? Talvez eu tente adquirir a bibliografia dessas matérias afim de moldar meu conhecimento sobre o assunto.

    Valew!

  • pedroreys


    Diploma não prova NADA. Se fosse o caso, qualquer formando em faculdade de fundo de quintal estaria muito bem empregado.

    Diploma não é commodite, a marca que vai no diploma faz uma enorme diferença.


    O que o mercado exige é conhecimento e produtividade.

    Acrescentaria aqui qualidade e disciplina.


    Não adianta o cara vir dizendo que tem MBA em Harvard que não é emprego garantido (ainda mais porque MBA é só um “nome chique” para especialização).

    De fato, diploma não é garantia de emprego, mas um diploma de uma Ivy League abre muitas portas.

    O “Nome Chique” é só aqui no Brasil, lá é um mestrado como outro qualquer: MBA Master in Business Administration, MsC Master in Science…


    Mas… para a pessoa ter uma boa base, a universidade é um dos melhores caminhos. A pessoa pode ser um autodidata (isso existia muito antigamente) e ser melhor que qualquer doutor da USP, mas o caminho é muito mais difícil.

    Concordo plenamente, isso porque em uma universidade não se aprenderá apenas assistindo aulas, mas principalmente gerando conhecimento.


    Dependendo da empresa e tipo de trabalho, doutorado chega a ser ponto negativo, já que mostra que o cara passou muito tempo na academia. Profissionais com mestrado eu já não vejo por esse caminho. Uma pessoa que fez mestrado aprendeu muito sobre desenvolver um bom projeto (revisões, pensamento crítico e auto-crítico, metodologia científica, entre outros)

    Isso é mais evidente nos EUA, pois ao contrário daqui, o Mestrado não é um passo anterior ao Doutorado. É normal as pessoas que possuem maiores pretensões acadêmicas irem direto ao Doutorado, sem antes fazer mestrado.


    Resumo da ópera: diploma não prova que você é bom ou não, mas para ser bom, uma boa universidade ajuda muito

    Exatamente.

    Eu tenho experiência de trabalho com excelentes programadores de COBOL que possuiam apenas o 2º Grau. Alguns chegavam a ser os melhores da equipe.

    Porém, quando passamos para um projeto cujo domínio era menos operacional e exigia uma maior capacidade analítica e de entendimento do negócio, estes colegas tiveram mais dificuldade em manter sua performance.

    Agora, é importante termos sempre em mente que esta característica do profissional de TI não pode servir de esconderijo para os sobrinhos do vizinho que fizeram um cursinho de php em 16 horas e não sabem nem o que é MVC.

  • Donnie Darko

    Para mim, o básico é isso:

    Cálculo
    Álgebra Linear
    Estrutura de Dados
    Algoritmos
    Lógica
    Linguagem de Programação (C?)
    Compiladores
    Sistemas Operacionais

    Complete ai, Salsinha!

  • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

    [quote]Diploma não prova NADA.[/quote]

    Só prova que o Coringa é um FDP.

    Eu tenho uma opinião meio esquisita sobre mestrado e doutorado, embora eu não tenha diploma na área computacional, e portanto a experiência possa ser diferente.

    Lendo projetos de mestrado e doutorado em Artes e Comunicação (minhas áreas), pelo menos uns 95% eram completamente imbecis e claramente sem sentido. Tudo bem que não se espera que o cara vá inventar algo revolucionário no seu projeto de mestrado, mas, o que se vê é temas bestas e óbvios, com desenvolvimento mais óbvio ainda, que não acrescentam nada para a sociedade e tampouco levam ao cara que os produz ter conhecimento de algo.

    Às vezes, e penso eu, diploma é só decorativo. Ainda mais pensando que há faculdades particulares em que o único conhecimento exigido para diplomar-se é o dinheiro.

  • http://www.samuelcorradi.com.br Samuel Corradi

    Legal. E quais foram os livros de referencia?

  • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

    Também tem Inteligência Artificial, Telecomunicações e Redes,…

    E esqueceu da principal: Computação Gráfica! (imperdoável) ;)
    Para essa é preciso saber um pouco de cálculo, álgebra linear e geometria analítica.

    Vai depender muito do interesse dele. Normalmente um curso completo, tende a ser o mais abrangente possível. O aluno só vai se especializar no final do curso ou na carreira (profissional ou acadêmica). Se ele for trabalhar com Banco de Dados, por exemplo, não vai precisas dos conceitos de CG, mas é bom ter uma visão geral sobre SO e redes.

    Apesar de muitos acharem que não utilizar em nada os conhecimentos adquiridos em alguma disciplina, nunca se sabe se ele não vai precisar deles no futuro. Uma vez eu vi um cara que estava projetando um método de análise de desempenho de redes de computadores. Toda informação era analisada como se fossem pontos no espaço e o cara usava métodos de geometria computacional para usar em redes!

    Já vi pessoal da comunicação trabalhando com IA (ontologias e web semântica) usando partículas (física).

    Como falei, o “básico” vai depender da área dele. Como ele fez publicidade e está fazendo pós em informática, acredito que ele deva estar fazendo algo relacionado a ambos os assuntos, como IA ou CG.

    Se sente dificuldade em algum aspecto, isso pode significar duas coisas: não tem a base necessária ou não tem o perfil necessário. A primeira é fácil resolver e nem precisa fazer uma outra graduação. Alguns livros ajudarão bastante. Mas se o problema é o perfil profissional, não tem jeito. Eu não nasci para desenho, por exemplo. Nem estudando muito eu conseguiria fazer algo. Assim como tem muitos que nunca irão aprender a ser um bom programador ou escritor.

    PS: sobre o “pensar diferente”, isso é justamente pela diferença dos cursos. Parece que muita coisa não serve para nada, mas faz diferença “na vida”. Como digo algumas vezes: “acha que isso não serve para nada? Isso serve para formar caráter”. ;)

  • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

    Isso varia muito de curso para curso mesmo. Na área de humanas, já vi coisa muito estúpida. Na área da educação, por exemplo, chega a ser vergonhoso o que alguns “intelectuais” escrevem. Parece que o cara vive no “mundo de Piaget”.

    Engenharia, por exemplo, só depois de fazer uma graduação é que o cara vai conseguir realizar um bom trabalho. Ele vai precisar de muitos dos conceitos aprendidos lá.

    Às vezes, e penso eu, diploma é só decorativo. Ainda mais pensando que há faculdades particulares em que o único conhecimento exigido para diplomar-se é o dinheiro. FALOU TUDO!

  • Donnie Darko

    Não inclui IA, BD, CG por achar que já não são disciplinas de base, como as que citei. Mas como você disse, depende muito.

  • http://www.samuelcorradi.com.br Samuel Corradi

    Não. Minhas pós são em segurança da informação e banco de dados. 2.
    Já trabalhei com CG, mas como disse, estou de fora da área publicitário e gráfica. Posso até fazer algumas cosinhas aqui, ali para complementar algumas apresentação, mas não como ganha pão.

    Um exemplo que gosto de mostrar é esse pequeno vídeo http://br.youtube.com/watch?v=vfWnNhcRZKI

    Mas meu dilema hoje é aprender o que não aprendi por não ter feito ciência da computação para avançar nos estudos na área de informática. Pretendia seguir a carreira acadêmica. O clima organizacional me oprime.

  • lookez

    Eu quero fazer ciência da computação na PUC tomara que eu consiga uma dessas oportunidades que você teve =)

    -

    ONCE YOU GO MAC, YOU NEVER GO BACK.

  • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

    Banco de dados e segurança não é meu forte. Na parte de segurança, já vi assuntos bem complexos (muito cálculo) em criptografia. Já na parte de rede, pode variar de engenharia elétrica (processamento de sinais) a computação pura (algoritmos).

    Apesar de não poder te ajudar muito sobre a área, dou um conselho: se é o que quer, siga em frente sem medo. No meu mestrado 80% dos professores não eram da computação, mas eram matemáticos, físicos e engenheiros. No doutorado… nenhum, a maioria da engenharia. Computação é um curso muito novo.

    O problema é que às vezes a base matemática ajuda bastante e seu curso não tem muita. Mas com um pouco de boa vontade tudo é possível. Se está fazendo duas pós, já deve ter feito as disciplinas necessárias. No mestrado, geralmente é possível fazer quantas disciplinas você quiser. Normalmente o pessoal faz só as obrigatórias, mas no seu caso, pode obter a base que precisa sem ônus algum.

  • dr_gori

    Mas é disso que eu estou falando! Não só dinheiro, mas de tudo! A dificuldade é tão grande, estudar todos esses anos, ser um gênio, ser pro-ativo, ter ótimas idéias, tudo isso pra ser estagiário do GOOGLE ? E depois que o Google viu que vc não tem tantas idéias lucrativas pra eles, acaba não sendo nem contratado…

    Quem tem todas essas qualidades não trabalha de empregado pro Google, muito menos de ESTAGIÁRIO! Quem tem tudo isso está milionário com 20 ou 25 anos de idade…

    Na realiade, o que importa é apenas uma coisa: Se o cara mostra que FAZ alguma coisa boa, ele tem valor! Não importa ande, no google, nas empresas, sozinho, etc…

    Um tempo atrás existia algo exatamente igual, mas pra Microsoft… Eu tive um professor que chegou ao cúmulo de dizer assim: “meu sonho é um dia botar meus pés dentro da Microsoft”… Hoje é a vez do Google :-D

  • cafuin

    “Eu tenho uma opinião meio esquisita sobre mestrado e doutorado, embora eu não tenha diploma na área computacional, e portanto a experiência possa ser diferente.”

    Eu observei por conviver com bastante colegas que seguiram a vida acadêmica. Mas infelizmente acho que é generalizado.

    Tenho a convicção que isso se deve ao modelo de avaliação dos mestrados e doutorados. O que importa é publicar para que o MEC e agências de fomento vejam que “você trabalhou”.

    Ninguém cobre relevância. É tido que “se publicado, logo relevante”.

    Um colega também de computação fazia estágio numa faculdade de pedagogia. Disse que lá era mais descarado ainda. Tinha troca-troca(no péssimo sentido): Nos congressos, a banca aprovava os trabalhos de um professor, quando esse professor era da banca, retribuia o favor.

    Bem legal isso. :/

  • pedroreys

    [quote]Mas é disso que eu estou falando! Não só dinheiro, mas de tudo! A dificuldade é tão grande, estudar todos esses anos, ser um gênio, ser pro-ativo, ter ótimas idéias, tudo isso pra ser estagiário do GOOGLE ? E depois que o Google viu que vc não tem tantas idéias lucrativas pra eles, acaba não sendo nem contratado…[/quote]

    Tenho certeza que foi por esta confusão que o Felipe utilizou o termo
    Intership ao invés de usuário no texto.

    A idéia de um Intership não é servir de um passo para contratação. É na verdade uma oportunidade para que se possa aprender mais, com experiência prática em uma grande empresa geradora de conhecimento. São inúmeros os benefícios intangíveis que se obtêm com um “estágio” desses.

    [quote]Um tempo atrás existia algo exatamente igual, mas pra Microsoft… Eu tive um professor que chegou ao cúmulo de dizer assim: “meu sonho é um dia botar meus pés dentro da Microsoft”… Hoje é a vez do Google[/quote]

    E quem falou que não existe mais Internship na Microsoft?
    http://www.microsoft.com/college/ip_overview.mspx

    Se preferir na Microsoft Research:
    http://research.microsoft.com/aboutmsr/jobs/internships/

    Quem sabe na IBM:
    http://www.almaden.ibm.com/st/info/studentopps/internopps/

    Que tal na Apple?
    http://jobs.apple.com/index.ajs?BID=1&method=mExternal.showJob&RID=28653&CurrentPage=1

  • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

    Eu ia responder que existe na MS e inclusive já divulguei uma vaga para doutorandos estagiar em Redmond aqui mesmo no MB.

    Mas acho que ele quis dizer que antigamente o sonho de muita gente era trabalhar na MS, e hoje o “sonho de consumo” é o Google.

  • http://silasiub.com/blog silasiub

    E ae snake.
    Sou graduando de Sistemas de Informação também, mas me formo este ano. Pude perceber neste curso, assim como em outros cursos superiores (supostamente) que, só serve pra te mostrar os inúmeros caminhos que você pode seguir. Existem algumas matérias que podem parecer irrelevantes, mas não são, sempre agregam algum conhecimento. Essa área de tecnologia é muito abrangente, e uma falta que sinto no meu curso, é referente à gestão de TI. Esse é um assunto muito discutido atualmente e que vai render muito ainda.

    Flw!

    Silas Lopes – SilasIUB
    http://silasiub.blogspot.com

  • http://silasiub.com/blog silasiub

    Com certeza Salsicha!!!

    Hoje em dia o Google é muito mais cotado que qualquer outra empresa de “TI”, talvez seja o simples fato, de ser uma das empresas que mais crescem no ramo.

    Silas Lopes – SilasIUB
    http://silasiub.blogspot.com

  • dr_gori

    [quote=Salsinha]Mas acho que ele quis dizer que antigamente o sonho de muita gente era trabalhar na MS, e hoje o “sonho de consumo” é o Google.
    [/quote]

    isso mesmo! naquele tempo a microsoft era a “bola da vez”… só acho que a gente nao precisa “sonhar” tão longe…tem empresas muito boas muito perto de nós.

  • RodrigoACK

    Ou pelas fotos que divulgam na internet de dentro do Googleplex.

    Fala sério, quem não queria trabalhar em um lugar daqueles?

    ______________________________________________________________
    “Uso Windows, uso Linux, Mac OS, Symbian, DOS ou bloquinho de papel. O importante é que funcione!”

  • snake_colateral

    [quote=silasiub] e uma falta que sinto no meu curso, é referente à gestão de TI. Esse é um assunto muito discutido atualmente e que vai render muito ainda.
    Silas Lopes – SilasIUB
    http://silasiub.blogspot.com/quote

    Silas, eu q ainda estou no ínico do curso ja sinto essa falta de matérias para gestão de TI, tava ate pensando de mudar de faculdade por causa disso, estava achando que era a faculdade aonde curso q ñ tinha as matérias, mas depois do que vc disse, talvez seja o proprio curso que ñ da esse suporte, talvez isso possa ser ruim, ou possa ser bom, ainda ñ sei, mas vou ver mais p/ o futuro.
    FLW
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