A reinvenção de Sam Fisher

Por: em 31/03/08 na(s) categoria(s): Computadores, Microsoft, Preview


Como vocês devem ter percebido no preview de The Bourne Conspiracy, curto games de espionagem. Metal Gear Solid, Syphon Filter e Splinter Cell fazem parte do meus Top 10 de melhores jogos que joguei por serem realmente games bons, com alguma ação (não tanta em Splinter Cell) e com tramas elaboradas, conspirações governamentais, etc etc, etc!

Splinter Cell – Conviction é o quinto game de uma das melhores séries de games da atualidade. O primeiro game revolucionou com gráficos incríveis e um ambiente praticamente perfeito: a noite. Parece que tenho uma certa queda por ambientes noturnos e ver paredes realistas e construções estrangeiras me fascinaram na época. Quando instalei o primeiro game no PC (alugando numa locadora), dois meses depois de ter adquirido o meu computador atual com muito sacrifício, eu gelei: fiquei minutos reparando o cenário e a cara perfeita (na época) do personagem. Minha referência anterior eram games do Playstation e vendo o Splinter Cell presenciei a evolução gritante nos gráficos. Hoje pode parecer gráficos medianos, mas na época não era. Para mim não eram!

Chegou Chaos Theory (o terceiro game da série e segundo que joguei, mas no Playstation 2), outra evolução: o jogo ficou mais fácil, com várias rotas. Os gráficos deram uma ligeira melhorada, mas a jogabilidade (na verdade, a mira!) ficou mais difícil, já que mirar no controle analógico de qualquer console é um parto. O mapa 3D é um show à parte, apesar da sua interface pouco amigável.

Aí chegou as primeiras informações de Conviction: o quinto game da série. Esqueça tudo que você sabia sobre Sam Fisher: aqui as coisas mudaram radicalmente. Para melhor!

Uma das maiores reclamações dos jogadores é que em algumas séries de games a fórmula começa a desgastar. A originalidade do primeiro game começa a ser a repetição do segundo, com diferenças de enredo e cenários, mas matendo a jogabilidade (dependendo, pode ser um ponto positivo), se mantendo inalterado. Mas chega uma hora que a produtora tem de radicalizar para fugir da mesmice. Acredito que o próprio Jason Bourne contribuiu para isso, mostrando um agente com cenas de ação incríveis e uma trama elaborada. No ponto enredo, Metal Gear Solid sempre foi melhor.

Falando em Jason Bourne, é o personagem que será usado para comparações com o game: aqui Sam Fisher virou um fugitivo e ajudará seus amigos. Outra referência que vem à mente é a série Prison Break, mas a diferença é que o Sam não vai ser preso (Ou vai? Não sei o enredo todo do jogo!) e não vai precisar escapar da cadeia usando a inteligência de um Michael Scofield.

Vamos agora falar da parte técnica: ela será um show à parte e fiquei abismado na época: ele andando numa praça enorme, interagindo com outras pessoas, causando pânico numa hora e assustando os transeuntes. Neste ponto os videogames estão dando um salto, mostrando o que realmente deveria acontecer na vida real. Ver todo mundo correndo impressiona. Na hora que vi os trailers, o meu cérebro de desenvolvedor entra em ação, pensando nos cálculos de física pra Ubisoft ter conseguido colocar com tamanha fluência tudo aquilo que a gente consegue ver. isso é fruto da evolução dos PCs e dos novos consoles. Aqui o salto está sendo muito, muito, muito alto!

Prepare-se também para usar o cenário como arma. Você tem um inimigo na tua frente e entre vocês dois uma cadeira. Pegue-a e use! Pegue uma impressora laser e arremesse e o estrago será arrasador! Aqui o Sam lutará do jeito que sempre sonhei: lutando de verdade, apesar de usar os mesmos movimentos. Quero ver ele lutando, dando algumas voadoras, lutando parecido com o Jason Bourne.

Sam pegando uma impressora e uma cadeira. Fonte: IGN 1 e 2.

Fora a própria aparência do cara. Bigodudo, um transeunte qualquer. Pense comigo: você está numa multidão e tem várias pessoas. Quem delas você saberia dizer que já matou e que sabe matar alguém silenciosamente? Aqui o cara vai usar roupas comuns. Aqui ele não terá os apetrechos tecnológicos, já que é um fugitivo. Aqui é na raça, usando o treinamento que ele teve: mãos, pés e a sua inteligência (na verdade, a do jogador, mas é a mesma coisa!).

Este game me forçará a fazer um upgrade no meu computador. Eu não vou perder de jeito nenhum a oportunidade de jogá-lo, mesmo com requerimentos mínimos! Splinter Cell ficou, por mais de 3 anos, como o melhor game que joguei em toda a minha vida, até um certo espartano com duas lâminas e sede de vingança chegar no pedaço e querer matar o deus da guerra. Admito: sou um fanboy descarado e fanático por Spinter Cell. Queria adquirir o primeiro game para PC (que tem legendas em português!), mas o mesmo foi descontinuado pela distribuidora nacional. Uma pena.

Splinter Cell sofre do mesmo problema do Final Fantasy XIII: poucas informações e a produtora não mostra quase nada. Mas diferente do game da Square os jogadores não estão tão ansiosos por este game (exceto os fãs mais fervorosos, como eu!). Em breve a Ubisoft vai ter o novo Ubidays (28 e 29 de maio) e espero que nela a produtora mostre mais informações sobre o game e seu enredo, que promete ser o melhor jogo da série.

Para quem não tem dificuldades com o inglês, a IGN publicou ano passado um super-especial com muitos detalhes técnicos do jogo. Vale a pena conferir!

Para terminar, algumas imagens e um vídeo do gameplay que é comentado por um dos desenvolvedores:

Imagens (do site oficial):

Vídeo:

O jogo é exclusivo para PC e Xbox 360 e ainda não tem data de lançamento definida.

  • fccruz

    Apóa ver o vídeo, uma única palavra vem a cabeça; PERFEITO!!! parece que dessa vez estaremos dando um passo significativo em direção ao game “livre” ou seja, NÓS realmente iremos determinar o andar da carruagem dentro da história; para mim era sempre frustante em vários jogos não poder bloquear portas quebra janelas para cortar caminho ou simplesmente pegar uma caixa de papelão…a Ubisoft desta vez sai na frente!!!

  • http://www.SpeedRuns.net Dark Fulgore

    Rodrigo, você não comentou sobre o Double Agent, você não gotou?
    Ele é massa demais, principalmente o modo Co-op, muito foda fazer escada humana, “dar pézinho” pro outro subir e um tanto de coisa legal de 2 jogadores.

    http://www.SpeedRuns.net

  • Rafael Vasconcelos

    Sei não, depois de Assassin`s Creed eu prefiro ficar calado …

    ___________________________________
    There on the battlefield he stands.
    Down on the battlefield he’s lost.
    And on the battlefield it ends.

  • rodrigo_flausino

    Eu não joguei o Double Agent AINDA, por isso não pude comentar sobre ele.

    Rodrigo Flausino | GamedevBR

  • http://www.SpeedRuns.net Dark Fulgore

    Eu curto Splinter Cell, mas o Double Agent eu tenho uma visão igual ao MK: Shaolin Monks de PS2.
    O jogo é BOM DEMAIS pra jogar de 1, mas de 2 é sem base de melhor.
    Igual Metal Slug também, o bom é jogar de 2. xD
    Por falar nisso, já fechei o Shaolin Monks umas 6 vezes, mas nunca nem cheguei a entrar no jogo com 1 jogador. O_O

    http://www.SpeedRuns.net

  • joaocllira

    Eu gosto de Splinter Cell, mas eu gosto muito (x1000) mais de Metal Gear Solid. Eu sou fanboy, mas tenho meus argumentos:
    1 – O enredo. Mesmo quando o enredo do SC é bom, ainda assim o máximo que você faz é um “Eita, era ele por trás de tudo”, enquanto em MGS, o tempo todo você tá ali, torcendo pelos personagens, se emocionando com os sacrifícios, as ideologias, toda a conversa do que é ser um soldado ou não e etc.
    2 – Os personagens. Em SC, de interessante só temos o próprio Sam Fischer, enquanto em MGS, fora o(s) Snake(s), os vilões sempre tem histórias por trás, objetivos próprios, deixando a coisa toda com muito mais vida e imersão.
    3 – A jogabilidade (Essa é uma opinião pessoal). SC é MUITO mais espionagem do que MGS: se você é pego, você morre, ponto. Porém, eu prefiro a espionagem de ação de MGS (Já dizia o antigo sub-título: Tactical Espionage Action), que foca na espionagem, mas dá abertura pra você jogar como um jogo de ação também, porém jogar assim é muito mais difícil e perde boa parte da graça.
    4 – A continuidade. Cai em enredo, mas eu quis separar. As histórias de MGS são completamente interligadas e interdependentes, o que cria uma imersão bem maior. Em SC isso existe, mas é algo bem mais limitado.
    São esses os principais pontos que me fazem ser viciado em MGS enquanto apenas aprecio SC. No fim das contas, quer espionagem realista, cheia de trecos e uma jogabilidade mais profunda? SC. Quer boas histórias e personagens aliados a um jogabilidade mais simples, mais voltada à ação? MGS.
    Concordam, discordam?

  • http://www.vidadegamer.com.br Dori Prata

    Assino em baixo.
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    Vida de Gamer | A vida como ela é (ou deveria ser)!