SATA revisão 3 e USB 3.0: qual será o limite?
Houve época em que se ensinava na escola: “…interfaces paralelas serão sempre mais rápidas que seriais…”. Isso já é discutível há tempos e os novos padrões SATA e USB estão aí para comprovar: interfaces seriais são, sim, rápidas e mais simples para o usuário final (o que não quer dizer que o sejam também para o desenvolvedor).
A terceira versão do padrão SATA (Serial Advanced Technology Attachment) atinge, como o nome já diz, incríveis 6Gb/s e, por enquanto, apenas a interface física foi aprovada. Mas o restante da documentação já deve estar completamente disponível até o final do ano. Vale lembrar que a segunda geração da tecnologia atingia 3Gb/s, ou seja: a especificação deu um salto de 100%!
Outro padrão que está sendo “renovado” é o USB (Universal Serial Bus), que também chega à sua terceira revisão (USB 3.0), chamada “Superspeed”. Apesar das brigas e confusões, com empresas como a NVIDIA e AMD acusando a Intel de trabalhar sigilosamente em seu próprio “padrão” USB, esta última divulgou o trabalho e os pontos mais interessantes são: velocidade de transferência chegando a 4,6Gb/s e corrente máxima na porta de 900mA (alguns fabricantes já “extrapolavam” o padrão e forneciam 500mA, pois praticamente tudo hoje em dia usa a energia disponível nas portas USB).
Para suportar o aumento de velocidade (um salto de 10 vezes em relação à última versão!), cinco novos pino foram adicionados ao conector, possibilitando transmissões e recepções simultâneas (full duplex) em modo diferencial. Mas, devido à sua construção, tanto cabos quanto periféricos serão compatíveis com as versões anteriores (obviamente, sem o acréscimo de performance).
Parece que novos materiais e técnicas de produção estão expandindo os limites das interfaces. O padrão SCSI, “encarnado” na sua versão serial chamada SAS, já tem previsão de chegar a 10Gb/s num único cabo!
É realmente incrível ver essa velocidade em um cabo flexível. Não faz muito tempo, era preciso algo da grossura de um dedão para se trafegar algo em torno de 10GHz. A limitação da velocidade de armazenamento acaba ficando por conta da rotação dos discos (tanto em HDs quanto em DVDs ou Bly-rays). Estamos caminhando a passos largos para a drives de estado sólido…
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