Robôs com sentimentos

Por: em 21/07/08 na(s) categoria(s): Miscelâneas


Qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade deve ter se comovido com a história do menino robô David no filme A.I. O longa conseguiu passar a idéia de que um andróide seria capaz de ter sentimentos e segundo o site Phisorg, isto não esta tão longe de acontecer.

Segundo matéria publicada por eles, o Feelix Growing vem dando largos passos em relação ao desenvolvimento de robôs capazes de identificar sentimentos humanos como tristeza, felicidade e raiva. O objetivo seria criar uma “máquina” que pudesse gerar uma espécie de banco de dados usando uma rede neural artificial, armazenando padrões como expressões faciais e voz e assim saber como responder os humanos.

Eles pretendem usar esses robôs para tarefas específicas, como cuidar de idosos e doentes e no início eles seriam como crianças, aprendendo quando agradam ou incomodam uma pessoa e assim mudando seu comportamento. Assim como David, os robôs criados pelo Feelix Growing já demonstram um forte vínculo afetivo com os humanos a sua volta.

[via Gizmodo]

  • http://www.contraditorium.com Carlos Cardoso

    Percebe-se que o Menino Dori NÃO VIU “WALL-E”.

  • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

    Está provado: não tenho o mínimo de sensibilidade. Não consegui ter um pingo de emoção ao ver esse filme. Gostava mais de D.A.R.Y.L. e Vicky. Queria ver os dois juntos um dia.

    • garoa

      Prefiro outra Daryl

      • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

        A Pris é um pouco perigosa, mas corre-se o risco. :)
        Mas a Daryl…

  • juliana.yszcz

    Cuidar de idosos… Fico imaginando meus avós, sendo cuidados por robôs:
    - Minha neta, o que é a tecnologia!!

    Seria muito gozado ver uma cena assim…

    • Victor Hugo Rocha

      Prefiro os Tachikomas!

      • http://flybywire.librian.net/ Tango

        Kudos!
        Os tachikomas realmente são o máximo. Legal quando na primeira temporada eles são descomissionados e vão trabalhar em outros lugares, cada um é pintado de uma cor diferente.

        “Ohhhhh.. Óleo natural do Batou!”



        Fly-By-Wire: Viagens e trabalho
        Dicas, histórias e reflexões na sala de embarque

  • http://www.wallck.com.br/ wallck

    Antes um “robô” que não caga, não chora, não fede, não grita, não pede brinquedos, não insiste, não “várias coisas”. O custo é infinitamente inferior, e ele ainda poderá servir para futuros experimentos, bem como participar/organizar ele. Além de poder dar um ótimo retorno trablhando 24hrs por dia. É um puta de um investimento rumo a dominação global.

    Adepto BitZero
    http://www.bitzero.com.br
    wallace@bitzero.com.br

  • http://magno-naval.blogspot.com magno

    [quote]Assim como David, os robôs criados pelo Feelix Growing já demonstram um forte vínculo afetivo com os humanos a sua volta.[/quote]

    Acho complicado dizer que um computador/robô tem sentimentos por conta de apego a certas pessoas. Afinal, o meu filtro de spam se apega muito mais aos e-mails enviados pela minha namorada que aos e-mails de “Enlarge your P# now!”

    É difícil definir se um robô está realmente agindo por conta própria ou se ele está apenas em um Loop de rotinas pré-programadas, assim como é difícil saber se outra pessoa é real ou não com base apenas em observação. Seria preciso “ser” aquela pessoa.

    Acho que uma Milestone interessante seria o aprendizado de linguagem sem que, para isso, o robô fosse programado para interpretar sons e classificar os estímulos de forma adequada (reconhecimento de voz, de palavras, etc.)

    • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

      É difícil definir se um robô está realmente agindo por conta própria ou se ele está apenas em um Loop de rotinas pré-programadas, assim como é difícil saber se outra pessoa é real ou não com base apenas em observação. Seria preciso “ser” aquela pessoa.

      É uma confusão de conceitos. Não é exigência que uma máquina tenha consciência para saber se está agindo de forma autônoma. Para determinar se uma máquina é “inteligente”, basta usarmos o teste de Turing.

      Agir por conta própria (sem ser por rotinas pré-programadas) é uma habilidade que não pertence às máquinas, já que a programação é premissa para criação das mesmas.

      • http://www.contraditorium.com Carlos Cardoso

        Se você assumir que parte do seu comportamento é pré-programado (genético) e outra parte é programada via convívio social e infância, fica difícil dizer o que é “agir por conta própria”.

        A discussão é longa. Recomendo o episódio “Measure of a Man”, Star Trek, Next Generation.

        • http://meiobit.pop.com.br/o-que-e-uma-salsinha Salsinha

          Anotado.

    • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

      Aparte o conceito que temos de robô hoje. Somos o que ?

      Nosso cérebro é um emaranhado extremamente complexo de neurônios e sinapses, funcionando de um modo diferente de lógica binária, mas que não deixa de ter sua lógica, ué. Não a conhecemos, mas é fato que, segundo a ciência, se um dia avançarmos a níveis inimagináveis na tecnologia, deverá ser possível “programar humanos”.

      O que temos de diferente para uma máquina com AI? Nosso cérebro é mais avançado.

      Mass Effect é um jogo que nos faz pensar neste caso: Quando os Geth expulsam os Quarians do seu próprio planeta, sendo os primeiros uma raça de robos com AI que avançou suficientemente para adquirir uma espécie de condição pensante criada pelos próprios Quarians.

      Ou Terminator e a Skynet. Matrix.

      Ou, dependendo da sua perversão, Chobits.

      O problema não será quando criarmos um robô que entenda e sinta empatia por humanos, e sim quando criarmos um que sinta empatia pelos outros robôs…

      • http://www.vidadegamer.com.br Dori Prata

        Citou Mass Effect e sua mitologia fantástica, ganhou meu conceito ;)

        ____________________
        Vida de Gamer | A vida como ela é (ou deveria ser)!

      • wellison63

        “Nosso cérebro é um emaranhado extremamente complexo de neurônios e sinapses, funcionando de um modo diferente de lógica binária, mas que não deixa de ter sua lógica, ué. Não a conhecemos, mas é fato que, segundo a ciência, se um dia avançarmos a níveis inimagináveis na tecnologia, deverá ser possível “programar humanos.” [Fabião]

        Bem, mas o sentido das Redes Neurais Artificiais (desde sua própria criação e englobando seus vários tipos diferentes) é o de tentar “simular” esse emaranhado de neurônios, axônios e sinapses, não é? Além é claro de tentar aprender por experiência, da mesma forma que nós (seres inteligentes!?) fazemos.