Você dá o devido valor ao seu trabalho?

Por: em 05/04/08 na(s) categoria(s): Artigo, Dicas, Software


Eis que surge uma oportunidade de criar um website, simples, 10 páginas no máximo, com formulário de contato, histórico, uma lista de produtos e serviços, informações relevantes, galeria de fotos e que deva funcionar bem com webstandards. Perfeito. O profissional deverá criar a arte, montar o código, registrar o domínio, exibir as telas, testar e entregar. E ainda configurar as contas de e-mail e vários outros detalhes. No meio da criação, o cliente pede para migrar o formulário de cadastro de clientes de um "sisteminha" em Access e colocar ele na web também, alimentando a mesma base (mudança de escopo, entubação, vocês sabem).

Agora, use seu bom senso e uma boa dose de chutometria para adivinhar quanto foi cobrado e a reação do cliente.

Seiscentos reais (R$ 600,00) pela totalidade dos serviços, com mais 30 dias de garantia. O acordo foi feito informalmente e obviamente, esse tipo de serviço deveria ser feito em no máximo 16 horas. O problema é que a arte foi recusada várias vezes, as fontes, layout. Ao todo, foram propostos 8 designs diferentes, sendo que o esquema de cores foi alterado 2 vezes em cada layout, gerando 12 opções. O cliente optou pela folha de estilo número 9 e depois pediu a 11 e finalmente ficou a 4.

Quando chegou o dia de acertar as contas, o cliente diz que o acertado estava caro e queria um desconto, afinal, tiveram muitos problemas e atrasos. Disse que pagaria 100 reais menos por causa disso. Lembre-se: não há contrato, apenas e-mails. O estresse continuou por algumas semanas, até que um dos sócios pagou o combinado e o website está até hoje no ar, abandonado, mas ainda assim, funcionando. Ah, sim, o "sisteminha" nunca ficou pronto, pois não foi pensada numa forma de sincronizar a base de dados em um desktop com um sistema hospedado.

A maioria das pessoas não têm a mínima noção de como criar aplicativos. Os leigos não conseguem mensurar algo que não tem forma, não brilha, nem mesmo está num papel. A mesma pessoa capaz de gastar 200 reais num restaurante, porque comeu uma boa carne e bebeu um bom vinho, acha um absurdo um sistema de controle da própria empresa custar 5 mil. A falta de planejamento, mesmo feito com lápis e papel, acaba fazendo com que se trabalhe muito mais e no final você só quer livrar-se da dor de cabeça. Por causa de problemas assim, recorrentes, quando alguém reclama do preço, o profissional acaba cedendo. O valor dado ao próprio trabalho não diminui por causa da falta de competência, mas sim por falta de uma abordagem de trabalho, uma melhor organização.

Moral do Post:

- Um contrato é importante para selar o acordo. Dê valor ao que você faz e coloque no papel. É impressionante o efeito psicológico que a escrita possui.
- Condicione entregas a pagamentos. Se o cliente quer pagar em 3 vezes, crie 3 entregas, com um pagamento a cada entrega. Tem muito picareta no mercado.
- Em cada entrega, discrimine cada um dos serviços prestados. Isso irá educar o seu cliente que um software não acontece em um passe de mágica.
- Organize-se. Crie sua própria metodologia de trabalho ou use uma com o qual se identifique e funcione para você, mesmo que seja em guardanapos.
- Scrum, Iconix, Extreme Programming, RUP são metodologias criadas para resolver problemas: pode pegar emprestado de todas elas. Exemplo? Use protótipos como no RUP e aplique Extreme Programming nas alterações desse protótipo. Use o sistema de lista de tarefas e prioridades do Scrum para fechar o design e não deixar as alterações de escopo inteferirem nas entregas.

Fonte: Bicalho’s Memory About Fraked Up Projects

  • http://www.worldorg.net flaviotomazio

    O problema são os clientes que não sabem nada e pedem modificações sem pé nem cabeça, ou impossíveis de implementar, não vou citar exemplos por questões de ética.

    WorldOrg

  • zipmegabyte

    Excelente post como sempre, Bicalho. Mais um para os favoritos do meu google reader.

  • xultz

    Se você tivesse cobrado a metade, o cliente nem tiha pago. Se tivesse cobrado 10x esse valor, ele estaria beijando os teus pés.
    Eu trabalho com projetos eletrônicos, e sei bem como esses valores são voláteis.

  • rafaeldfmelo

    Fonte: Bicalho’s Memory About Fraked Up Projects

    LOL

    ººno mundo so existem 10 tipos de pessoas, as que entendem…e as que nao entendemºº
    RafaelDFMelo’Blog

  • Bigode

    Huh, quais favoritos?

  • Bruno Gama

    O problema da desvalorização dos nossos serviços é sempre o mesmo: Na empresa em que se vai prestar o serviço tem sempre um funcionário que tem um amigo adolescente que saca tudo de computador e “sabe” programar, o que acontece em seguida é todo aquele trabalho porco e sem padrão algum (questão html/layout) e o sistema interno? CMSs como Joola entre outros (na melhor das hipoteses).

    Estes script kiddies arruinam o mercado botando preços ridiculamente inferiores e sem resultados significativos, são estas ocasiões que eu fico p### pq nao existem normas, reserva de mercado entre outras coisas para nossa classe! Pelo menos empresas sérias HP,Dell estão exigindo diploma mas mesmo assim, acho que para quem gosta de programar voltado para web o mercado está cada vez pior.


    Efficiency is intelligent laziness. – David Dunham.

  • kotter

    eu não sei programar, meu negócio é design. (e eu não sou o salsinha que acha que é “O webdesigner foda” e faz só lixo. eu faço um trabalho honesto, pobre, porém limpinho).

    a maioria dos sites que fiz foram sites estáticos, que não precisavam de atualização, em HTML + Flash e com formulário de e-mail bem cretino e simples. o resultado final sempre foi agradável, funcional, merecedor de um dinheirinho razoável.
    mas eu NUNCA consegui ganhar mais de 300 reais por um site.

    dá muita raiva ver o cliente falando “eu quero ver minha empresa na internet, como faz?”.
    quase todos que atendi não sabiam que informações colocar no site, não sabiam a diferença entre e-mail@algumacoisa e http://www.algumacoisa, não sabiam onde tava aquele CD que tinha aquela imagem em alta resolução com a logomarca da empresa, dentre outros.

    no fim das contas eu sempre fazia o trabalho de designer, redator, fotógrafo, tinha que falar pro cliente como a empresa dele funcionava e o que devia ter prioridade no site, e mesmo ganhando pouco, ainda tinha que ouvir coisas como:

    - mas é tão caro assim? não tem um descontinho? posso te pagar com algum produto da loja, aceita?
    - arruma o computador lá de casa?
    - troca esse tom de amarelo e coloca um marrom clarinho? (quando amarelo é a cor principal da empresa)
    - coloca essa foto bem grande na página inicial? (foto tosca de 150x250px).

    é, vida triste.

    é igual se prostituir: cobrar meio barato, trabalhar de madrugada, e ouvir o cliente pedindo pra colocar atrás.

    o pior é que tem cliente que sai correndo quando ouve a palavra “contrato”, e quando a gente precisa do dinheiro, o negócio é deixar botar atrás mesmo. ¬¬

  • tcerealk

    Você pode usar o mesmo argumento que eu uso para vender meus serviços, sempre que um cliente vem com um papo que certo adolescente faz o mesmo trabalho que o meu por 10% do valor eu digo que nos rocões do Brasil tem muita criança que nasce de parteira e nasce bem, porém quando ocorre um problema que nem precisa ser muito sério morre a mãe e a criança, aí pergunto:”O Sr. prefere que um filho seu nasça nas mãos de um médico ou de uma parteira?”

  • Ricardo Bicalho

    [quote=Bigode]Huh, quais favoritos?[/quote]

    Talvez um dos outros dois da série sobre engenharia de software e gerência de projetos que estou escrevendo.

    http://meiobit.com/vocecirc-planeja-seus-projetos-por-menor-que-sejam

    http://meiobit.com/scope-creep-projetos-que-mudam-de-requisitos-durante-o-desen

  • v1r3d

    por isso que é programador ahuehauaheuahe se prostitui em troca de uns trocados, cliente quer prazer rápido e fácil :P

    A questão é sempre deixa tudo bem claro o que será feito e o que não vai ser feito.

  • http://www.dimensaotech.com magfhos

    Concordo com você, mas em partes. Não acredito que simplesmente você não consiga cobrar mais de R$ 300,00 por um site, e vejo isso como culpa sua mesmo.

    Quando eu estava iniciando em programação, cansei de pegar “programinhas” para fazer por R$ 300,00 ou R$ 500,00, mas com o passar do tempo, percebi que eu trabalhava mais do que realmente eu estava cobrando. Simplesmente com o amadurecimento, parei de fazer isso. Prefiro não pegar pra fazer do que ter que trabalhar sem ganhar.

    Você mesmo desvaloriza o seu serviço e você, dizendo: “…eu não sei programar, meu negócio é design. (e eu não sou o salsinha que acha que é “O webdesigner foda” e faz só lixo. eu faço um trabalho honesto, pobre, porém limpinho).
    a maioria dos sites que fiz foram sites estáticos, que não precisavam de atualização, em HTML + Flash e com formulário de e-mail bem cretino e simples…”

    Cara, quando vc esta sozinho, vc é o programador, o desenvolvedor, a tiazinha do café e principalmente o vendedor. E é encarnando esta última figura que você conseguira fechar seus serviços por mais de R$ 300,00. Boa sorte!

    Dimensão Tech – http://blog.dimensaozero.com

  • http://xgeek.zip.net lsrocha

    Otimo post… Não tenho nada a discordar!!

    Até que quase acertei o valor cobrado, chutei R$500,00.

    Acho que o nome do post deveria ser “Os clientes dam o devido valor ao seu trabalho?”…. porque na verdade os clientes são os que sempre discordam do valor cobrado e sempre exigem mais do que o valor os dão de direitos.

  • Ricardo Bicalho

    E isso talvez seja assunto de um próximo post. :-)

  • Leko

    Minha sugestão é que vc coloque um advogado na conversa antes de assinar o contrato.

    Um contrato mal redigido pode sair pior do que a falta dele.

  • Bigode

    Ok, eu sei da sua série (um deles eu não tinha lido ainda rá) mas até agora não sei de recurso algum do Google Reader chamado favoritos. Tem Starred Itens, tem Shared Itens, tem tags nos items e nas feeds mas não “Favoritos”. >:P. Presumo que ele esteja falando de um desses, mas qual? Logo, quais.

  • kotter

    na verdade eu fiz poucos sites, que me recordo agora foram 5.
    no meu comentário parece que eu vivo disso, mas não. são freelances que surgem ao acaso.
    eu tenho meu emprego e as vezes faço uns serviços assim pra aumentar a grana, simplesmente isso.

    moro em uma cidade meio grande, porém ‘interiorana’, que ainda divulga suas empresas através de carros de som (todos com a mesma voz, por sinal). como convencer um tiozinho que um site na ‘tal da internet’ vale mais de 300 reais?

    eu sempre tentei equilibrar um mínimo de qualidade no serviço com o valor que estava me sendo pago, então de certa forma eu não desvalorizei taaanto meu trabalho, apenas ‘me adequei ao mercado’.

  • irado

    Ótimo post, você falou bem da realidade da nossa profissão. As vezes ter que adivinhar o que o cliente quer é complicado.

    Agora com relação ao quanto cobrar, mesmo sendo em cidade pequena, eu sugiro que você cobre mais, porque é incrivel como as pessoas não dão valor para o que é conquistado fácil demais. Uma vez fui para uma festa em que a cerveja estava abaixo da metade do preço do mercado, resultado vi muita gente desperdiçando cerveja gelada.

    Então experimente cobrar um pouco mais caro e verá que as pessoas irão valorizar mais o seu trabalho. Se um médico faz atendimento em uma residência ele cobra caro por isso. Quando vamos “concertar” o computador de alguem, as vezes nem cobramos.

    Ainda não nos damos o valor devido, basta pensar que se os serviços da informatica fossem interrompidos, muitas ações no mundo de hoje não seriam possiveis.

  • emartsnet

    Ai ai, quanto cobrar por um trabalho. É… realmente esta é uma tarefa extremamente difícil, mas que com a experiência do dia a dia a gente acaba conseguindo estipular. Mas aí vem o problema do cliente, ai o cliente! Depende principalmente de onde vc mora, o quanto o software é importante para o cliente e o quanto ele está disposto a pagar. Temos que não só estudar o nosso trabalho, mas estudar um pouco do cliente também.

    Estes problemas do cliente não gosta de uma layout por exemplo? Normal. Além do mais temos que tentar convencer o cliente de que o layout está bom, que está de acordo com o perfil da empresa… é por aí.

    Na empresa onde trabalho, que é uma softhouse, quando pegamos um cliente para desenvolvimento de site, geralmente não fazemos mais que 2 layouts. Primeiro por que na primeira vez que entregamos o layout, o cliente fica meio assim, mas explicamos por que utilizamos aquela fonte número 10 e por que usamos aquela imagem de um pc com mouse. Dae o cliente fica mais tranquilo e as vezees só pede para alterar uma pequena coisa. Isto facilita bastante. Quando chega na parte do desenvolvimento, procuramos sempre estudar com o cliente o que ele quer, tentar fazer um diagrama de sequência e mostrar pra ele se realmente é aquilo. Assim, poupamos tempo para o desenvolvendor. Além do mais, sempre chamamos o cliente para que ele veja em que pé está o projeto, assim ele vai acompanhar e saber que o dinheiro dele está bem investido e que, quem sabe, poderá até dar um agrado eheheh

  • acdesouza

    Clientes não saberem o que querem não é o problema. Você assumir que ele te falou exatamente tudo o que queria é que complica.

    [],
    AC

  • Rhyel

    Para ter uma idéia de quanto cobrar, pense quanto tempo vai demorar para fazer o serviço e quanto você acha que vale uma hora do seu serviço.

    Quem conserta computadores, normalmente cobra 50 reais a hora, ou 50 reais a visita de no máximo 2 horas. Por que isto? Pois durante o trabalho muitas vezes você vai mandar o computador executar alguma ação e vai esperar alguns minutos parado. Ai o cliente entra em desespero.

    Fazer sites acho que varia muito, se você já tem modelos de layout prontos e não vai colocar programação pesada e já existe um domínio antigo, acho que dá para considerar 50 reais a hora de trabalho, no site básico do post, demoraria umas 20horas e sairia R$1000.

    Mas se é o primeiro site da empresa e o cara já quer vender coisas pela a internet, cobre R$100 por uma consultoria, converse com ele durante 2 horas e no fim pede para ele procurar um parente menor de idade para tentar fazer o serviço pelo preço que ele acha que estas coisas custam. Menos de R$500 na cabeça dele, com certeza. :)

  • http://www.worldorg.net flaviotomazio

    Por isso que quando são absurdas eu falo educamente que aquilo é impossível e que não vou fazer.

    WorldOrg

  • Sheng Long

    Sinceramente eu acho que não é questão de dar valor ao seu trabalho. O caso é que o mercado esta saturado (não necessariamente com maus profissionais).
    Junte a isso a facilidade de desenvolver programas, aplicativos, sites, hoje em dia graças a popularização da informática e internet de forma geral.
    muita gente com conhecimento + desenvolvimento fácil de sistemas = barateamento devido a concorrencia.
    Os softwares hoje são voltados para as pessoas fazerem suas própias aplicações. Depois do Dreamweaver qualquer mané faz um site php/asp/mysql. E o cliente não quer saber se foi feito no bloco de notas ou whatever, ou se o desenvolver tem certificado ou não. Se funcionou e ele gostou é o que importa.

  • Sheng Long

    PS. quando eu disse: qualquer zé mané faz um site, não foi com intenção de criticar ninguém.

  • maniacs

    O problema é: o mercado é prostituido.
    Você diz alguns não e ele o cliente pula para outra empresa ou uma empresa formada por “recem-formados-de-bsi” chega fazendo um preço bem menor que o seu, apenas para pegar o cliente, forçando uma empresa de pequeno/medio porte a baixar o preço para poder concorrer.
    O jeito é fazer sistemas personalizados, limite de horas por mês
    de suporte, e um bom contrato como dito nesse post.
    Pelomenos na area comercial, esta funcionando assim, mesmo existindo os clientes que pedem muita alteração do sistema a empresa com o limite de horas não perde dinheiro, ja que estrapolar o limite gera uma cobrança adicional e uma prioridade menos perante a outras alterações.
    Mesmo se o cliente pede um sistema “pacote”, sem alterações, ele sempre pede alguma coisa.
    Talvez penssamos que o cliente pediu tudo oque queria para não desanimar, mesmo sabendo que ele vai querer alguma coisa a mais :P
    Uma dica util: Não atualizem sistema as sexta-feiras :)

  • maniacs

    Até lembre de uma matéria interessante do site Efetividade.net, que leio com frequência, o titulo seria algo assim: “Aprenda a dizer não para seu cliente”, posso estar enganado, mas é em torno disso.

  • chow_digital

    Não se preocupem, amigos, como já se diz no mundo da Publicidade:

    NADA SUBSTITUI O TALENTO…

    - Upset? You never have seen me upset…

  • http://www.fabiocardoso.com.br Fabião

    Questão de cidade interiorana:

    Eu moro em Piratininga/SP. 15000 Habitantes. História:

    Fiz UM site aqui na cidade até hoje, cobrei 300 reais, o cara chorou bastante pra pagar. Já tive mais 3 encomendas, todas não foram adiante, o cliente só me fez andar até lá, combinar o valor, pra depois sumir.

    Bauru é cidade vizinha. Já fiz alguns sites lá, a média de valores é entre 530 até 1400 reais, e há ocasionais clientes que são problemáticos, porém a maioria não causa problemas.

    Trabalhos meus para a Capital, Sâo Paulo: Média de 1100 reais, chegaram até 4 mil, um projeto imobiliário RIA recente foi orçado em 9 mil e está em andamento.

    NUNCA tomei um calote em clientes de São Paulo.

    Percebe a questão? Cidade que divulga loja em brasília cor de creme com alto falante em cima do capô não faz sites.

    Outro adendo: Podem até me chutar quando eu disser isso, mas é a pura verdade: 80% dos “webdesigners” fazem trabalhos porcos, problemáticos, incompletos e mal feitos. Culpa da banalização do profissional de web.

    Vantagens de se fazer bem feito é que seu nome cresce: As pessoas te indicam, e seu valor sobe. A uns bons anos atrás, meu primeiro site, eu cobrei R$ 100.

    Logo, não desanime, saiba se encaixar nos lugares certos e dê tempo ao tempo. Se você for bom, você prospera: Porque tá cheio de webdesigner aí, e a maioria não presta. Eles pagam bem pra quem trabalha direito.

  • hyperfreak

    Acho que o cliente recebe pelo que ele paga. Eu sou designer e, independente se é midia digital ou impressa, não vou cobrar pouco apenas para pegar um trabalho, entrando em concorrência com quem quer que seja…
    Se a pessoa me falar que o filho do vizinho do cunhado faz um site por duzentinho, eu digo “boa sorte e até mais”. Aí quem não quer sou eu.
    Cansei de levar calote e hoje em dia sei que não compensa a dor de cabeça de aturar clientes desse tipo. Mesmo porque, trabalhar sozinho realmente não é uma opção. Para ser profissional, você sempre vai precisar de uma equipe competente e de confiança, que assim como você, não vai trabalhar de graça.

  • http://www.worldorg.net flaviotomazio

    Um problema é fazer contrato com clientes que não são da sua cidade/estado, como você vai fazer um contrato desse tipo, você no RS e o seu cliente em SP, não tem como, pois a passagem de ida e volta de um estado para outro pode sair mais cara que o sistema.

    WorldOrg

  • http://www.worldorg.net flaviotomazio

    Ricardo, como você recomendaria fazer contratos para pessoas que não são da sua cidade?

    WorldOrg

  • crazybyte

    Ratificando e sintetizando o que já foi dito nos comentários:

    - Qualifique-se
    - Valorize-se
    - Planeje
    - Controle

    Em qualquer lugar, inclusive e principalmente em cidades interioranas, existe um aumento na demanda por “estar na internet”.

    Gafanhoto:
    Existem bons clientes que precisam de bons prestadores de serviços, mas eu só os encontrei quando larguei os clientes ruins. E um cliente bom vale mais que muitos ruins. Ter clientes ruins faz parte do processo. Mas supere isso.

  • efraincucco

    < < Polemizando! >>
    Trabalho com sites. Da criação a hospedagem.

    O que percebo:

    Que nós próprios, na maioria das vezes, aceitamos essas reclamações dos clientes. Criamos 10 sites de 300 – que é um baita trabalho – e deixamos de fazer UM de 3000!

    Acredito que temos que dar valor ao serviço que realizamos. Ainda mais quando trabalhamos individualmente. As empresas cobram fortunas e por qualquer acerto ou mudança cobram outra fortuna. Nós podemos cobrar 70% de uma fortuna – o trabalho vale – e acertar atendimentos – não ser escravo – para um ano!

    Mais uma: a criação do site e possível logomarca tem que ser valorizada! Eu li, acho que foi aqui mesmo, um post sobre isso! R$ 300,00 é para um site estático de uma página só!

    O mercado é mal, mas o pior é a prostituição!

  • Ricardo Bicalho

    Um advogado é o mais indicado para criar o modelo de contrato. Os documentos podem ser enviados por e-mail, impressos e enviados pelo correio. Os custos devem ser pagos pelo cliente.

    Dê uma olhada em http://www.sitecontabil.com.br/modelos_contrato.htm

  • maniacs

    Um sistema de 7 ~ 8 mil ?
    Tenho que me atualizar no preço das passagens hehehe

  • neyfrota

    maluco! muda de emprego! ou pede promocao pra trabalhar no contato como cliente e nao deixar isso acontecer. Tem muito local mil vezes melhor que esse dai! : ) hehehe

    hehehe..mas nao para de contar esses “causos”! ehehe!! sao divertidos demais!

    http://ney.frota.net

  • Ricardo Bicalho

    Eu trabalho com aplicativos corporativos em uma empresa, com projetos BEM maiores, de algumas centenas de milhares de reais. ;-)

  • http://prsoogro.spaces.live.com/blog/ Ogro

    [quote=Fabião]Questão de cidade interiorana:[/quote]

    Concordo.

    Moro em Santos que não é bem cidade interiorana – mas, a pouco tempo, peguei um site para fazer – empresa iniciante, recomendada por um cliente como empresa parceira, potencial de crescimento, etc então “faz um preço camarada queeles estão começando,querem entrar na web e podem se tornar parceiros”

    Tah – joguei lá embaixo – R$ 250 – 4 paginas estaticas, design, elaboração de conteudo, pagina de contato; eu contrataria o provedor , contrataria a Fapesp, etc.

    Enfim , todo o processo , em 8 horas de trabalho , porque eles estavam com muita pressa.Bele, faço a proposta, deixo no escritório deles, assinam , me encaminho pra pegar os dados e discuitr layout,etc.

    Chego lá, ja tinham contratado o provedor – Terra que tinha vendido , junto com a hospedagem, um pacote de antivirus pra email, emails, etc, que dava , sem brincadeira, R$ 60/mes por dominio (eles tinham registrado 2). E não tinham guardado a senha de acesso dos dominios.E não sabiam o que fazer.Porque estavam com pressa.

    Moral da estoria:

    Foram 24 horas gastas no projeto, sendo 80% tentando tirar do Terra e colocar num hospedeiro mais em conta; acabei reconfigurando todos os emails. O site ? Foi feito como prometido ; estava pronto praticamente no dia seguinte à reunião.

    E depois soube que me acharam “muito confuso”.

    Essa estória nada abonadora à minha pessoa, é pra enfatizar um ponto: tem muito cliente , que não entende do que voce faz. E acha que por mais que voce faça ainda assim é pouco. Bons preços não é só uma questão de cida,infelizmente, mas de mentalidade do cliente.

    [s]

  • FPViper

    Starred = Favoritos…

    —-
    May the LAG be with YOU!

  • FPViper

    Nunca pensei nessa comparação… ótimo argumento…

    —-
    May the LAG be with YOU!

  • FPViper

    Bem, vamo à minha experiência…

    Programo em PhP/MySQL, com um CSS tranquilo e coisa e tal…

    Bem, fui contratado pela empresa, recebendo salário de 700 paus e mais nada… era novo no mercado, precisava pagar a facu e aceitei.
    Na hora da contratação disse o que eu sabia fazer, falei q era programador e o meu negócio era mais aplicações web, mas q ia fazer o site pra ele…

    Bem, no primeiro dia de trabalho, ele me pediu pra mostrar o q eu ia fazer… Bem, preparei algumas perguntas, fiz um escopo do projeto, montei um calendário baseado mais ou menos no q eu imaginei que ele queria… Preparado pra uma entrevista com o “cliente” (patrão), fui falar com ele, com 3 horas iniciadas na empresa.

    Quando falo com ele, ele me questiona: Cadê a cara do site? Você não fez nada?
    Bem, não tinha NENHUM programa instalado no computador pra criar porcaria nenhuma e o kra me solta uma dessas… Resumindo, não consegui minha entrevista (só umas coisas por cima e a promessa de que ele faria um texto falando sobre a empresa). Passei 1 dia arrumando tudo (Apache, MySQL, PhP, GIMP (depois ele mandou colocar um photoshop pirata e alguns editores q uso). Ambiente setado, cadê o logotipo da empresa? “Ah, tem aquele do site”… Vou ver no site atual, uma merda 100×70. Lá vou eu gastar meu precioso tempo fazendo uma versão vetorial do logotipo. No meio do processo, dá um problema num servidor de um cliente e eles estão sem kra pra ligar na RSA. Lá vou eu, usar de dotes não contratados (fluência em Inglês e suporte técnico) e resolver o problema q o “patrão” tá puto (só pra salientar, a empresa revendia tokens RSA e Alladin e seus respectivos servidores, dizia que prestava suporte mas na verdade a empresa só tinha o “patrão”, 1 kra q falava inglês mal e porcamente q dava divulgação dos produtos e otro q dava suporte… ah, sim… e eu).
    Passou 1 semana e as coisas não estavam certas, eu não conseguia sentar com o “patrão” pq ele dizia q naum tinha tempo e eu naum conseguia definir o que ia fazer pro site pq dependia dele. Na segunda-feira da outra semana sentei e disse q naum faria NADA se ele não parasse pra conversar. Definido o escopo, fiz layouts… como o logotipo era vermelho (totalmente), peguei variações da cor, usei bastante branco pra naum doer os olhos e fui fazendo dois exemplos. Mostrei pra ele, resultado: “Não gostei, quero azul.” Eu: “Mas a cor da empresa é vermelha” Ele: “Não interessa, quero azul”. No quinto exemplo, ele aceitou de nariz torcido.

    Começou o desenvolvimento. Este compreendia: Sobre a Empresa (não, ele ainda não tinha feito o texto), Serviços (inexistentes, ele inventava uns textos loucos e queria colocar no site), Produtos (como a empresa não tinha foco, tinham mais de 500), Soluções (era igual a serviços, minhas tentativas de mostrar que era duplicidade falharam) e contatos.

    Por ver q a opinião do insano “patrão” mudava a cada dia, decidi fazer um banco de dados com produtos, serviços, soluções e até o texto sobre a empresa (inexistente) e os e-mails de contato).
    Era um site modular, fiz pra evitar problema, queria mais um menu? Adicionava uma variável no código, criava uma tabela no BD e pronto.

    No início ele disse que os outros dois fariam o conteúdo pro site, de repente eu tava fazendo isso… Meu, era MUITO TEXTO, pqp… só de texto deu 5 megas, em TXT… Passei 1 mês vendo essas coisas e formatando corretamente pro site, no meio do caminho ele quis conteúdo em inglês e espanhol também… pqp, f*d**. Como não previ isso antes? Ah, sim, pq naum estava no escopo… “E lá vamos nós!”
    Mais um mês e meio para passar o texto pra inglês e o espanhol mandei ele … naum mandei naum, mas falei que se ele queria o site em pouco tempo, era melhor que deixasse o espanhol pra frente. Mudei a estrutura do BD pra suportar línguas por produtos.

    O projeto estava andando, quase terminado… ops… naum mais… ele queria colocar um sistema pra parceiros. Por decisão dele, o site não tinha preços, mas ele queria colocar notícias e os preços pros parceiros…
    Ahhh naum, nem a pau, eu vou upar o site sem isso. Ele: “Então pelo menos coloca a interface pra falar que tem.” Eu:”Sim sinhô.” (me mordendo por fazer uma porquice dessas).

    - Ah, as notícias foram implementadas no site… eu virei redator.
    - O texto sobre a empresa, no terceiro mês cansei de esperar, fiz um texto eu mesmo.
    - Ele fez o meu layout (no início bonito) virar um frankenstein pq queria que ocupasse a tela inteira (parece q ele não compreendia que o padrão era 800×600 e q ele era excessão, na época, com 1024×768.)
    - Não fiz o sistema pra parceiros, não fiz o RSS q ele queria pras notícias (ngm usava na época, eu achei até ridículo, vendo as atualizações das notícias e o tamanho da emopresa).

    - 1 semana antes de entregar, ele disse que o amigo dele viu o site e achou feio, ele queria um site em flash e falou que eu ia fazer…

    PQP, foi meu limite… lembrei ele que eu era PROGRAMADOR e naum designere que eu NÃO queria fazer NADA em flash. Ele quase me fez feliz, queria me mandar embora. Mas abaixou a cabeça e aceitou.

    Foi eu colocar o site no ar e ele contratou um webdesigner mto bom em flash, mas como naum tinha acabado o curso avançado em ActionScript, cobrou um preço “Camarada” (500 pila) pra fazer o novo site…

    Tive pena do kra, quase contei a verdade pra ele… mas fiquei ansioso em ver do q o kra era capaz e de poder trabalhar com ele.

    Fizemos uma integração muito louca entre o Front End (Flash) e o Back End (PhP/MySQL/Javascript). Kra, o site ficou perfeito. Eu nunca tinha imaginado algo dakele jeito e até hoje nunca vi nada igual. Mal acreditava que várias daquelas idéias eu tinha desenvolvido. Claro, o kra queria demorar 2 semanas, a integração do BackEnd e do BD atual fez ele se atrasar uns 2 ou 3 dias.. mas o q f*d** ele foi o “patrão”. 1001 idéias mirabolantes e diabólicas foram criadas, 7 layouts mto bons rejeitados, entre várias outras coisas ocorreram… no final, o kra percebeu q 500 reais eram pouco, fizemos um sistema de cesta de compra que muito site grande invejaria. Os produtos podiam ser procurados por 2 tipos de categorização, de um modo normal ou por uma árvore, igual o Windows Explorer, Onde a descrição aparecia na mesma tela com abas pra ver todos os aspectos do produto. Todas as imagens estavam no BD, carregadas por um script em PhP q redimensionava (na verdade o GD2 refaz a imagem com técnicas muito boas, meu script arrumava muitos problemas e fazia de tudo pra não pixelizar) a imagem pro tamanho que quisesse. Foi uma obra prima.

    Quando acabou, o kra q dava suporte quis fazer um teste na minha máquina quando eu não estava… ele criptografou o HD inteiro e fez o favor de perder a MBR com a chave de criptografia…

    Quando voltei, fiz a cabeça dele pesar, informando que ele destruiu o trabalho de 8 meses (sem zuera, não existia servidor nem nada pra fazer backup, o backup era feito no próprio micro), foi a deixa pra pedir as contas.

    —-
    May the LAG be with YOU!

  • http://prsoogro.spaces.live.com/blog/ Ogro

    [quote=FPViper]Bem, vamo à minha experiência…[/quote]

    Isso lembra meu emprego anterior…quase 2 anos, e acabei desenvolvendo uma intranet à base de imaginação.E a empresa era e é de grande porte

    [s]

  • FPViper

    Ah kra… o pior eh q no final das contas o kra tava exigindo q eu fizesse telemarketing ativo… Me recusei e ele ameaçou demitir, foi o fim…

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    May the LAG be with YOU!

  • shimatai

    Eu vejo alguns valores por aí e acho absurdo (de barato) o quanto cobram.

    Eu trabalho com desenvolvimento de sistemas, mas mês passado fui chamado pra fazer um freelance, que consistia na instalação do Squid numa máquina Linux (detalhe: proxy sem autenticação, apenas proxy transparente) e cobrei R$ 900 por apenas 4 horas de trabalho (R$ 225/hora) e pagaram sem reclamar, sendo que o cliente não é grande.

    Tudo que eu pego pra fazer como freela eu sempre estimo em horas (com uma gordura a mais) e multiplico por um valor/hora que compense, no caso de desenvolvimento de sistemas eu nunca cobro menos que R$ 70/hora.

    Ou eu sou careiro demais, ou tem “profissional” no mercado se prostituindo demais.

    Se todo mundo cobrar um valor justo, os clientes não vão ter pra onde correr, ou paga ou fica sem.


    “Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne.” Albert Einstein

  • shimatai

    Só te pergunto uma coisa: quantas horas vc gastou para fazer esse site?

    Agora divida os R$ 300 pela quantidade de horas gastas. Vc vai ter o quanto ganhou por hora.

    Sinceramente eu sou mais adepto a estimar a quantidade de horas a ser gasta e depois multiplicar por um valor razoável (R$ 50/hora no mínimo para design/layout), ou seja, por 8 horas de trabalho, vc ganha R$ 400.

    Se vc perceber que o cliente é pequeno, que faz o tipo que chora por 1 centavo, então faça como loja de roupa, informe um valor mais alto e dê um desconto em cima desse valor, ficando no seu valor aceitável.

    Por exemplo, se for R$ 400 o que vc quer, cobre R$ 500 e se pedir desconto, dê 20% e ainda faça aquela cara de “descontão, hein?!”.


    “Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne.” Albert Einstein

  • shimatai

    Realmente um ótimo argumento!

    Outro argumento que eu uso é que um site de e-commerce gera receita, ou seja, os ganhos gerados pelo site desenvolvido acabam pagando o mesmo, diferente de quando vc compra um carro ou equipamento, onde vc só tem gasto.

    O cliente tem que entender que um site é um investimento e não um custo. O grande detalhe é que é um investimento que pode gerar lucro, diferente de outros tipos de investimento (em funcionário, por exemplo).


    “Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne.” Albert Einstein

  • shimatai

    Uma coisa que muitos profissionais da nossa área precisam aprender é usabilidade e acessibilidade. Já vi muitos sistemas que não aplicam nenhuma técnica de usabilidade/acessibilidade nas telas.

    Isso acaba se tornando um ponto de convencimento com o cliente, onde vc explica “o por que” da disposição dos itens num menu, a sequencia de preenchimento de um formulário, etc.


    “Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne.” Albert Einstein

  • FPViper

    Manutenção/Instalação em Linux geralmente é mais caro…

    Hoje abri minha mente, penso como você.. Muita gente acaba virando “Garoto de Programa” mesmo e se prostitui por qualquer valor…

    Na época q realmente precisei de grana, fiz a cagada de aceitar o emprego que descrevi abaixo… eu teria ficado melhor se não tivesse aceitado e fosse atrás de outra coisa…

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    May the LAG be with YOU!

  • shimatai

    É por isso que acho que todos tem que aprender a dizer NÃO para o cliente e impor limites no que é viável e inviável, pois muito cliente tem idéias mirabolantes.

    Tinha uma época que eu estava recusando muito trabalho freela e só pegando os realmente rentáveis, quando um dia me ligou um possível cliente dizendo: “eu tô com uma proposta freelance pra te fazer, mas já me falaram que vc é seletivo demais e nem sei se vc vai aceitar, mas…”

    Fiquei até pasmo, pq o cara tinha uma impressão de que como minha hora deveria ser cara demais, eu iria recusar a proposta dele, por ser uma pequena empresa.

    Isso foi até positivo, pq de cara sabia que o cliente estava disposto a pagar o que realmente vale. E no fim das contas cobrei o justo, pelo trabalho realizado e pelos desvios de projeto ocorridos.


    “Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne.” Albert Einstein

  • shimatai

    Hoje em dia a gente até ri dessas “cagadas”, mas que é f*da, aaaahhh, isso é!

    Teve uma época que eu cobrava mais barato, mas era muita dor de cabeça pra não compensar… conclusão: passei a cobrar um valor que acho justo pra pagar o Tylenol. :)


    “Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne.” Albert Einstein

  • thiagovrsant

    Ricardo, se esses artigos forem frutos única e exclusivamente de suas memórias, você percorreu o caminho das pedras, e das mais pontudas.

    O mesmo modelo de sempre, num site diferente.

  • http://www.wallck.com.br/ wallck

    A questão da combinação das soluções é muito importante!
    Simplesmente adapte estas soluções (RUP, XP, etc) em sua necessidade atual (cronograma, dimensão, complexidade, tamanho da equipe, nível da equipe, etc).

    Ótimo Bicalho!

    Adepto Lordware
    http://www.lordware.com.br
    wallace@lordware.com.br

  • Bigode

    Engraçado, pois da outra vez que vi mencionarem “favoritos do google reader” (argh) a pessoa se referia aos shared.

  • http://www.jsfalcao.blogspot.com jadersonfalcao

    concordo.