Rumor: Apple estaria negociando comprar a PrimeSense, empresa que ajudou a desenvolver o primeiro Kinect

Kinect

Segundo informes do site israelense Calcalist (que costuma acertar boa parte dos palpites sobre aquisições), a Apple está negociando a aquisição da PrimeSense, empresa de semicondutores que foi a responsável por desenvolver o primeiro Kinect em conjunto com a Microsoft, o que poderia ser facilitado já que ela não é a responsável pela nova versão do sensor de movimento.

Segundo as fontes as conversas ainda estariam no início, mas a Apple estaria disposta a pagar até US$ 280 milhões pela empresa e sua expertise em sensores de movimento, o que é algo que os fãs da Apple gostariam muito que fosse incorporado aos dispositivos da empresa de forma nativa (ainda que o Leap seja uma opção muito interessante). O site acrescenta que o diretores do setor de engenharia da Apple visitaram as instalações da PrimeSense, que ficam em Israel.

Caso a compra seja concretizada a Apple poderá em breve lançar um dispositivo similar ao Kinect (que os fags dirão que é revolucionário e tal) sem necessidade de hacks. Porém o mais engraçado nessa história é que a empresa foi a primeira a ser contactada pela PrimeSense quando eles desenvolveram seus sensores.

Conforme o CEO Inon Beracha relevou alguns anos atrás, a Apple foi a primeira empresa contactada pela PrimeSense lá atrás, em 2008. Segundo ele, Cupertino era “o lugar mais natural para sua tecnologia”, visto que a empresa possui um vasto histórico de inovação de interfaces. Uma tecnologia que permitia controlar o computador ou qualquer outro dispositivo (a Apple TV, por exemplo) por gestos? Era muito tentador.

Entretanto Beracha descobriu que a Apple poderia ser, palavras dele, “um pé no saco”: a empresa exigiu que ele assinasse uma infinidade de documentos de sigilo absoluto, mesmo sem a garantia de que o acordo fosse realmente concretizado – prática essa comum na Apple e em outras empresas. Beracha então percebeu uma coisa: ele não precisava da Apple. “A tecnologia era quente. Eu poderia vendê-la para quem eu quisesse”, ele pensou na época. E foi o que ele fez, ao fechar contrato com a Microsoft. O resto é história.

Hoje o jogo mudou, e a Apple pode finalmente por as mãos na tecnologia, ainda que com mais de cinco anos de atraso. Fica apenas a questão se o valor oferecido é maior ou menor do que ela pagaria lá atrás. Dada a posição atual da PrimeSense, acredito que a segunda opção seja a mais plausível.

Fonte: TNW.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Um cara normal até segunda ordem. Além do MeioBit dou meus pitacos eventuais como podcaster do #Scicast, no Portal Deviante.

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  • abraaocaldas

    Erro de digitação: ” dieretores ” e “que fica em Israel.” creio que seja “que ficam em Israel” já que se tratam de instalações.

    Mesmo assim fica a pergunta para que? O Iphone ou o MAC realmente precisam desse tipo de tecnologia?

    • Corrigido. Sobre precisar ou não, imagine controlar a Apple TV do sofá, ou manipular suas planilhas a lá Minority Report. Não é questão de precisar, e sim porque enche os olhos.

      • Exato, empresas criam soluções que antes ninguém precisava, mas que hoje em dia ninguém vive sem.

  • A Apple realmente precisa adquirir a PrimeSense? Não poderia simplesmente licenciar a tecnologia? A Asus também utiliza tecnologia da PrimeSense em seu sensor de movimento.

    Conhecendo a maçã, eu diria que a aquisição seria para evitar que outras empresas usem a tecnologia da PrimeSense.

  • DesktopForever

    A Prime Sense perdeu um pouco do seu valor, já que o Kinect 2 com imensas melhorias sobre o original foi desenvolvido unicamente pela Microsoft.
    Quem comprar ela agora, terá um longo caminho a percorrer para alcançar a Microsoft, que acreditou nisso desde o princípio e segue investindo pesado no aperfeiçoamento de tal tecnologia.

  • Na boa, você realmente acha que a Apple vai lançar um dispositivo similar ao Kinect? Se não, seu comentário sobre blablabla fags foi desnecessário. Na melhor das hipóteses a Apple pode embutir a tecnologia numa próxima encarnação de um produto já existente ou numa nova linha.

    • Eu acredito que sim, a Apple pode lançar algo similar (não idêntico), uma vez que ao lançar o iPhone a Apple disse que uma grande inovação acompanhava aquele smartphone: o Bluetooth para dispositivos de áudio, que só pra ela era uma inovação, uma vez que isso já existia há séculos. O pior é que boa parte do mercado fez “Ohhhh! Genial”. Essa é a força do marketing da Apple.

      O que impede dela fazer o mesmo com um similar do Kinect e fazer um marketing pesado nele?!

      • 1 – O Kinect sozinho é um aparelho que só tem função para hacker.
        2 – A Apple não é a Sega dos anos 90 para lançar um acessório tão caro quanto o produto principal. Lembrando que a Apple TV atual custa 99 dólares, e a diferença de valor do XOne para o PS4 é creditada à presença do Kinect 2.
        3 – Praticamente tudo que a Apple lança é voltado para a generalidade do público. No máximo dentro desses produtos existem opção para usuários avançados. A única exceção é a linha Pro Apps e o Mac Pro, que não costumam ser atualizados com tanta frequência.
        4 – O iOS 7 já oferece como opção de acessibilidade controle do aparelho via movimentos de cabeça.
        5 – A contratação possivelmente é feita para ter os engenheiros, aprimorar e somar ao que já existe.

        • O Kinect é um aparelho que não funciona sozinho por opção da Microsoft. A Apple bem pode criar um similar que seja All-in-One, tipo um Kinect com tela LCD ou até mesmo um iMac com seu “Kinect” embutido.

          Isso sim seria algo inovador no ponto de vista computacional, diferente da proposta do Leap Motion e do Duo3D.

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