Como economizar US$ 500 mil por ano destruindo o sonho da aeromoça gordinha

NFC

Eu sei, tecnicamente sou a parte discriminada na história (não por ser blogueiro, mas por ser homem) e um gênero inteiro está sendo preterido em troca de dinheiro, mas meu lado prático não deixa de admirar a iniciativa da indiana GoAir, mesmo que sejam fruto de desespero.

O mercado de empresas de aviação budget se mostrou bem menos lucrativo do que imaginado, custos de combustível atingiram níveis estratosféricos e o salário dos tripulantes não é proporcionalmente menor. As aeronaves estão sujeitas às mesmas exigências de fiscalização e as seguradoras não querem saber se o vôo é baratinho, mostre os certificados de inspeção.

Com isso empresas cortam lanchinho, cortam cerveja (maldição, TAM!) e regulam peso de bagagem ao ponto de você poder levar pouco mais que a roupa do corpo. Mesmo assim a GoAir foi além.

Decidiram que só contratarão agora tripulantes mulheres.

O racional é que elas são de 15 kg a 20 kg mais leve que os homens, e juntando um tantinho aqui, um tantinho ali, economiza-se combustível e no final do ano, US$ 500 mil em querosene deixaram de ser gastos.

Claro, isso dá a eles mais um motivo para cortar a onda daquela indiana gordinha serelepe que quer porque quer ser aeromoça, mas problema dela. Se vão cortar até o número de páginas das revistas de bordo, o que são sonhos em troca de uma boa economia?

Do ponto de vista de passageiro, gosto da idéia, é sempre agradável ser atendido só por mulheres, mas não acho que cheguem a tentar isso no Brasil. Rapidinho alguém acusará as empresas de homofobia…

Fonte: MOL.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Lucas Martins Silva

    poderiam ir mais além e tomar outras medidas, como:

    – milhas pro cliente que evacuar antes do vôo (de quebra já não precisa levar água da descarga, nem papel higiênico)

    – desligar ar condicionado, para as pessoas não levarem casacos pesados, calças, etc.

    – tripulação de anãos

    – trocar o ar interno da aeronave por hélio, além de todo mundo ficar mais engraçado, forçará o avião pra cima

  • …não acho que cheguem a tentar isso no Brasil. Rapidinho alguém acusará as empresas de homofobia…

    I see what you did there =)

  • Vinicius Zucareli

    Acho que as mesmas aeromoças magrinhas deveriam atender de lingerie, afinal, roupa também pesa.

    Mas, falando sério, acho que já está na hora de introduzir vôos domésticos em destinos mais movimentados onde não há a possibilidade de levar bagagem. Aviões adaptados para mais passageiros/serem menores/serem mais econômicos.

    Alguns vôos, por exemplo, na ponte Rio-SP somente com bagagem de mão já seriam economia pras companhias e pro cliente.

    Além disso, acho válido vender lanches e até, por que não, programação nas telinhas dos assentos.

    Só não pode dar a idéia de cobrar pra usar o banheiro…

  • Bruno Barbieri

    já tinha pensado nisso 🙂

  • Wagner Felix

    Homofobia, hahahah… Deixem os aeromoços em paz!

  • Ricardo Fonseca Soares

    Em companhias low cost dos EUA e Europa é comum já cobrarem a bagagem de 20Kg. Só não cobra a bagagem de mão. Na Easy Jet ainda passam as bagagens suspeitas no medidor de bagagem, se a mala não entrar paga o excesso, pois só pode uma bagagem de mão por pessoa.

    • Na Easy Jet não há limite de peso na bagagem de mão, desde que ela caiba nas dimensões especificadas. Já na RyanAir o limite é de 10KG, e você SEQUER tem assento reservado: é de quem chegar primeiro 😀

      Mas em ambas eu me senti andando num trem da central, com as comissárias indo para lá e para cá vendendo e anunciando raspadinhas, sanduíches, bebidas, cigarros (para fumar depois de pousar, claro), etc. 😀

  • Franklin Weise

    Nada contra este post não-tecnológico, afinal, quem decide o conteúdo são os autores. Mas alguns hão de se lembrar que, há poucos meses, um ex-colaborador do MeioBit foi detonado por publicar artigos que não tratavam de tecnologia. O Cardoso pode e o moleque não?

    (em tempo: o moleque escrevia muito mal, coitado)

    • “em tempo: o moleque escrevia muito mal, coitado”

      Ele era detonado por causa disso.

  • Celio Alves

    “Rapidinho alguém acusará as empresas de homofobia…”

    Não seria machismo?
    Não… Espere… Tem algo errado aí… D:

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