Japão na vanguarda dos ebooks. Adivinhem o tema preferido

Por: em 03/12/07 na(s) categoria(s): Indústria


Uma enfermeira japonesa (calma, a sacanagem não começou ainda) está vendendo mais que Dostoievsky. E não é a única. Dos 10 campeões de vendas, com média de 400.000 exemplares (físicos) vendidos, metade são keitai shousetsu, livros escritos em celular.

A moda pegou, revelando um monte de escritores despretensiosos que estão ganhando uma baba, com histórias de e para meninas adolescentes, bem no estilo japonês. Um campeão de vendas é Koizora (Love Sky), que conta a linda história de uma colegial que foi atacada, passou por um estupro coletivo e engravidou. A típica historinha edificante (tm Borbs) adorada pelas japinhas. Vendeu 1.2 milhão de exemplares.

Ou seja: Enquanto aqui a gente ainda pensa em ebooks, no Japão já estão escrevendo E lendo livros em celulares. Não esqueçam que os números acima são só de vendas tradicionais, online os números são bem maiores.

Só não esperem nada digno de Hemingway, o nível da literatura de celular é semelhante aos livrinhos de faroeste vendidos em bancas de jornal. Os textos contam com nenhum desenvolvimento de personagens, e os autores usam emoticons para pontuar as emoções, coisa que faria até Paulo Coelho virar-se no túmulo, se morto fosse.

Que sexo vende, é um fato, mas não deixa de ser agradável surpresa a literatura porno-erotico-safada colegial ter renascido no Japão. Em tempos de MSN “tem cam?” onde a arte da safadeza escrita vem virtualmente se extinguindo, ter um nicho de escritores E leitores, em crescimento, é maravilhoso.

Mesmo para quem não consome sacanagem (escrita) japonesa.

Fonte: The Sidney Morning Herald

  • rphlfmf

    Ainda prefiro o Dosto.
    Mas ele vende tanto assim?

    Agora, imagina essa moda aqui no Brasil. Para escrever, ter que apertar umas 7 vezes a mesma tecla só para colocar um “ó” ou qualquer outra letra acentuada, um “ç” etc. Ficar procurando um ponto adequado e, se ele “passar”, ter que começar tudo denovo. Hehe, haja saco.

    Se fosse assim na época de Camões, Os Lusíadas não teria mais de 10 páginas.
    (Graças a Deus não era.)

    E coitada da literatura e do rumo que está tomando.

  • http://www.trekbrasilis.org Leandro Martins

    E olha que “escrever um livro em um teclado de celular” já foi tema de um cartoon da The New Yorker. Só o Japão mesmo para conseguir tornar realidade uma possibilidade tão surreal como os dos cartoons deles.

  • Rodz

    Se neguinho já escreve um português todo errado na Internet, imagine então no celular. Vai ser uma festa!

  • Joao Lima

    MEDO.
    Japao tem muita coisa legal mas da mesma proporção tem coisa estranha.Aquele tiozinho do lado das boneca hauahuahuhauah.To pra morrer de rir.

    HoHoHo…Mission Complete.

  • davisouzarj

    Rapaz, essa foto do Darth Vader com as colegiais japonesas é cena de filme? Esse eu quero ver!!! Onde tem para baixar???

    Isso é que eu chamo de “nerd-fetichismo”…

  • http://magno-naval.blogspot.com magno

    Se a língua for a japonesa mesmo, o teclado é essencial (imagina centenas de caracteres divididos por apenas 10 teclas) e ler um conto no celular deve ser muito fácil. Sem usar o scroll você já conseguiria uma estrofe ou parágrafo inteiro naquela tela minúscula, afinal, com três letrinhas talvez já dê para formar uma frase.

  • Rafael Vasconcelos

    Cardoso, você é um japa safado. :)

    ————————————————————–
    “Do que adianta saber fotografia se não tem nada bonito pra fotografar ?”

  • awregan

    Ah o Japão, a maravilhosa terra das colegiais yamete. Se japoneses procriassem eles com certeza iam dominar o mundo.

  • http://icaju.wordpress.com Mamutti

    Se o objetivo é só atingir o público que gosta de ler no celular acho que não tinha necessidade de escrever o livro no celular. Puro masoquismo!

    Bateu uma curiosidade: existe T9 para ideogramas?

    Esta linha que você está lendo é minha assinatura.

  • assisk1

    Alguem quer me explicar o que essa primeira foto que ilustra o artigo tem a ver com o mesmo! Aliás que coisa essas bonecas heim? Assim, eu quero brincar de bonecas!

  • mauroFC

    Sem querer ser chato, a fonte e “Sydney” (e nao Sidney) Morning Herald.

    From Down Under.

  • mauroFC

    Ooops.
    From Down Under.

  • Pedro Pacheco

    Nossa senhora… ainda bem que aqui não há disso!