Microsoft cria portal para aproximar estudantes e empresas

japinha_microsoft

Confesso, sinto falta de algumas partes da vida corporativa, como horas-extras, férias remuneradas e a tia do café, já outras partes eram extremamente chatas, ainda mais quando a gente tinha que avaliar candidatos. Já ouvi desaforo de uma estudante de arquitetura que havia se inscrito em TODAS as categorias do site e não entendia o motivo de estar sendo convidada para uma vaga em TI.

Também conheci uma estudante de processamento de dados que disse entender de programação “do ponto de vista do usuário”. Outro se recusou a fazer testes e se ofendeu por querermos avaliar seu conhecimento. No final foram 90 dias pra achar um programalista. Hoje um site como o Primeira Parceria, da Microsoft, teria ajudado.

O objetivo é simples: Listar de forma objetiva jovens profissionais e estudantes, com certificações Microsoft e disponibilizá-los para as empresas parceiras, que teriam um plantel de desenvolvedores jovens, entusiasmados, carimbados avaliados certificados prontos para voar.

Funciona? Sim, se conseguirem massa crítica. De cara foge da zona que se tornaram a maioria dos sites de empregos. Até hoje recebo emails de uma dessas páginas, que cismou que sou “programador HTM”.

O www.primeiraparceria.com.br é inteiramente gratuito para ambas as partes, e por ser restrito a parceiros diminui a possibilidade de você cair em arapucas, como a empresa onde todos, até a tia da limpeza eram consultores, e eu teria que, além de desenvolver, vender os produtos da empresa para minha “rede de contatos”. Quer dizer, era uma espécie de TelexFree onde além de entrar na pirâmide eu seria chicoteado se não vendesse bastante pedra.

Relacionados: , , , ,
  • http://twitter.com/mestredossites Mestre dos sites

    Muito bom, , curti a iniciativa da microsoft

    • Dinoel da Costa Soares

      Muito bom! 😉

  • http://www.facebook.com/leandro.caxa.1 Leandro Caxa

    Já deixei de trabalhar como programador em uma empresa poque tinha que ficar 6 meses no suporte técnico. Daí tão forçando a amizade né…
    Me senti assim “Pare de pensar em código por meio ano aqui dentro, depois te colocamos na programação”
    Big facepalm

  • Victor Santos

    Cardoso, sobre se recusar a fazer avaliação para provar conhecimento, também sou contra. Não pelo fato da avaliação, mas da maneira como ela é feita. Já fiz algumas avaliações em entrevistas para “provar” conhecimento e já me recusei a fazer algumas outras. Nas avaliações que eu fiz até hoje o que te exigem é que você tenha decorado, por exemplo, os métodos da classe Array para fazer uma ordenação. Para mim isso é ridículo já que na hora que eu digitar Array e colocar um ponto em seguida a IDE vai me mostrar tudo isso.

    Nem em provas de certificação MS, que eu fiz algumas, fui obrigado a saber codificar de cabeça. No máximo completar algum código. O decoreba é que leva a essa geração de programadores maravilhosos que vieram durante todo o curso de graduação decorando tudo e no projeto final diz para o orientador que não sabe programar pois não sabe NADA de lógica.

    No mais, excelente iniciativa da MS pois já ajuda a separar os prováveis talentos da grande maioria dos profissionais de informática que não sabem porcaria alguma.

    Abraços e excelente trabalho.

    • http://www.shimatai.com.br Wagner Shimatai

      Eu trabalhei com um cara que tinha praticamente todas as certificações Java (exceto a de arquiteto) e ele conseguiu ficar enrolando por 6 meses na empresa. Ele não conseguia colocar em prática o que sabia na teoria, por falta de experiência. Ou seja, ele estudou para tirar as certificações, que são meio decoreba, mas não representam a experiência do profissional.

  • http://blog.rodrigocallado.com.br/ Rodrigo Callado

    “teriam um plantel de desenvolvedores jovens, entusiasmados, carimbados avaliados certificados prontos para voar.”

    A sutileza das referências XD