Quem diria, o Peixe Morre pelo Instagram,Facebook,Picasa…

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Muito tempo atrás nem impressões digitais existiam. Quer dizer, elas existiam mas ninguém sabia o que fazer com elas. As técnicas de investigação forense avançaram muito, ao ponto em que CSI é só exagero, não mentira pura, exceto na hora de criar GUIs em Visual Basic.

Uma dessas técnicas é o reconhecimento facial, bem mais preciso e eficiente do que retratos falados, e agora que temos câmeras por todos os lados, ficou mais fácil ainda enquadrar um elemento que pisou na bola e mostrou a fuça.

A Polícia de Nova York tem inclusive um grupo especializado nisso, a Unidade de Reconhecimento Facial. (aguardem Lei & Ordem: FRU)

Agora estão expandido. Não só usam imagens de câmeras de segurança como fazem datamining de Facebook, Google, Instagram e outras fontes, para identificar os suspeitos. Como criminosos além de supersticiosos são burros, participam ativamente de redes sociais, sem entender que ao postar trocentas fotos, junto com perfil, dados, dias, horários, amigos, conhecidos e associados estão entregando de bandeja sua vida para as autoridades.

 

Aqui entra o clássico quem não deve não teme, mas se você deve e sai mostrando a fuça por aí, é BURRO.

O melhor é que o trabalho da FRU é bem ágil, não dependem de ordens judiciais, usam informação pública. Não constitui sequer invasão de privacidade. O trabalho só engastalha quando chega na parte de mandados de busca, mas estão acostumados.

Um dos casos mais fáceis foi uma vítima que teve jóias roubadas pelo namorado de uma conhecida. Ela não sabia o nome do elemento, mas apontou o cidadão numa foto do Facebook, e os puliça fizeram o resto.

Até hoje a multidão era uma excelente forma da bandidagem se esconder, mas com a tecnologia conseguimos ser indivíduos mesmo dentro de um mar de pessoas. Quem quiser levar uma vida de crime terá que se exilar do convívio social, e principalmente, parar de se gabar de seus crimes.

É possível? Até seria, mas convenhamos, criminosos fora Lex Luthor raramente são gênios.

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Fonte: DNI

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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