Web 2.0 em todos os cantos (Parte 1)

Por: em 16/08/07 na(s) categoria(s): Web 2.0


Mapa da Web 2.0

A Business 2.0 é uma publicação do portal CNN Money que está sempre atenta aos direcionamentos da tecnologia. Recentemente, ela publicou uma lista de 31 empreendimentos desenvolvidos fora dos Estados Unidos que podem mudar (ou influenciar) nosso comportamento na Web. Nessa primeira parte da série “Web 2.0 em todos os cantos” conheça os dez primeiros da lista:

1. O Joost (Inglaterra) é uma promessa de convergência entre a Internet e a TV. A idéia é oferecer uma programação de alta qualidade sob demanda, agregando serviços interativos como comunicação instantânea aos usuários do serviço. O Joost tem sangue nobre visto que seus pais, o dinamarquês Janus Friis e o sueco Niklas Zennström, já promoveram duas grandes revoluções no mundo da tecnologia. Em 2000, ao criar o KaZaA, os idealizadores do Joost abalaram os alicerces da indústria fonográfica. Em 2004, quando criaram o Skype, sacudiram o mercado de telefonia. Será que agora eles vão conseguir fazer a mesma coisa com a televisão?

2. O Trivop (França) é um mashup baseado no Google Maps que funciona como um guia multimídia para hotéis. O site publica vídeos sobre hotéis de diversas cidades européias. Dessa forma, um viajante pode conhecer virtualmente a infra-estrutura dos hotéis antes de fazer uma reserva. Essa idéia simples pode evitar muitas frustações em uma viagem de férias!

3. O Babelgum (Itália) também é um serviço que usa a tecnologia peer-to-peer para transmitir programação televisiva sob demanda, como o Joost. Apesar da idéia não ser mais tão inovadora, o Babelgum possui um diferencial interessante: ao invés de oferecer conteúdo gerado por grandes nomes como Warner ou MTV, ele publica conteúdo de pequenas produtoras independentes.

4. O Myubo (Eslováquia) é um site de compartilhamento de vídeos como o YouTube. O principal diferencial é que ele também oferece alguns canais televisivos por streaming. A programação da Rapture TV é bastante interessante.

5. O mTouche (Malásia) é um provedor de tecnologia móvel que lançou em abril o M-Bit, a primeira rede de distribuição de contéudo peer-to-peer para telefones celulares. Essa tecnologia inicialmente estará disponível no Japão e na Coréia onde a 4G já é uma realidade.

6. O Rebtel (Suécia) é um serviço que permite fazer ligações telefones celulares em diversos países para pagando o custo de uma ligação local. Se você e seus amigos estiverem nos países habilitados, existe um procedimento bruxo para fazer a ligação gratuitamente. É uma solução bastante inteligente, especialmente porque não exige a instalação de nenhum software. A inscrição já garante um bônus de 10 minutos!

7. O WidSets (Finlândia) oferece milhares de widgets para celulares que funcionam como pequenas aplicações, trazendo conteúdo da Internet onde quer que você esteja. Agora você pode consultar a Wikipedia, ver fotos no Flickr, ou ler o MeioBit de qualquer lugar!

8. O Bezurk (Singapura) é um sistema de busca especializado em viagens, onde é possível pesquisar e comparar preços de passagens aéreas, estadias, pacotes turísticos e aluguéis de carro. O site possui uma interface bastante intuitiva e amigável.

9. O Tractis (Espanha) é um serviço para gerenciamento de contratos online, que facilita atividades como edição, negociação e assinatura. O respaldo jurídico é garantido pelo uso de assinaturas digitais e smart cards. O meio ambiente agradece pela redução da papelada.

10. O Maxthon (China) é o segundo browser mais popular da China, ficando atrás apenas do Internet Explorer. Como isso aconteceu? Os desenvolvedores incluiram uma forma de burlar a censura do governo chinês a alguns sites e mecanismos de busca usando um web
proxy
.

Na segunda parte da série “Web 2.0 em todos os cantos” apresentaremos mais dez serviços. Enquanto isso, qual desses mais chamou sua atenção?

  • keyser3

    e a web 3.0 ja ta ai

  • bilich

    com certeza o Joost estar em primeiro lugar foi oq mais chamou a atenção.
    Fiquei algum tempo procurando um convite para o joost e quando consegui fiquei decepcionado. Que programa horroroso, a programação é uma porcaria!
    ou pelo menos era a cerca de 6 meses atras quando eu testei.
    Mesmo o youtube com qualidade sofrivel ainda é melhor, e considero o veoh e o stage 6 muito superiores em qualidade e extenção dos videos, principalmente o stage 6.
    O marketeiro que fez a propaganda do joost deve ser o mesmo que conseguiu a vaga de goleiro titular da seleção para o doni!

  • Luthiano Vasconcelos

    keyser3, qual site você já classificaria como “Web 3.0″?

  • keyser3

    veja o historico, a web 1.0 é o conteudo “estático”, vc cria uma pagina, publica, mas nao tem interação com ela. Na web 2.0 tem o compartilhamento de informação, todos colaboram para criação do conteudo, seja por comentarios aqui no meiobit, ou por multiplas edicoes na wikipedia. Também grande quantidade de dados sao extraidos da navegação dos usuarios por portais, das compras que cada um faz.
    A web 3.0 é a utilização desses dados, dos agrupamentos de conhecimentos, de forma mais inteligente. Já podemos ver isso por exemplo no site da amazon onde temos sistemas de recomendação de produtos atraves tanto da sua navegação como do seu historico de compras E do historico de pessoas com gostos similares ao seu.
    Uma pagina de demonstração de um tipo de web 3.0 pode ser vista aqui: http://www.cortex-intelligence.com/engine/

  • Luthiano Vasconcelos

    bilich, concordo quando você diz que a programação do Joost decepcionou, maioria dos canais apresenta apenas reprises do que foi passado na TV convencional. Se o Joost quiser concorrer com as operadoras de TV a cabo/satélite tem que agregar uma programação matadora (estilo HBO) e exclusiva. Agora, eu discordo da sua comparação com o YouTube (e outros serviços de compartilhamento de vídeo) pois a proposta é diferente. O Joost não foi criado para eu enviar um video caseiro de dez minutos, mas para assistir uma programação completa de TV com noticiários, shows e filmes. A questão é que precisar ter uma boa largura de banda, senão fica impraticável.

  • Luthiano Vasconcelos

    keyser3, é verdade que a inteligência artificial é um dos componentes principais da Web 3.0. A demonstração de ‘text mining’ que você citou é um excelente exemplo disso, mas acho que ainda temos um longo caminho para trilhar passando por padrões como RDF, OWL, SWRL e SPARQL até chegarmos a sonhada Web Semântica. Isso é um ótimo tema para um artigo… :)

  • Daniel Fonseca Alves

    O Joost vai perder muito por que lançou um produto que não atende a grande maioria dos usuários de internet que ainda não tem banda larga de 1MB. Poderia ter feito um produto com um uso de banda ajustável para cada caso.

  • keyser3

    não concordo com o “longo caminho”
    ele está mais curto do que vc pensa, como disse ja tem aplicações ai em filtros colaborativos, questão de pouco tempo para isso explodir.

  • http://juniorcba,wordpress.com juniorcba

    Esse tópico é só pra quem fala grego?
    xD

    ————————————
    Excuse me, is you saying something?
    Uh, uh, you can’t tell me nothing
    Just Another Blog

  • Luthiano Vasconcelos

    keyser3, é provável que nossa divergência em relação a quanto tempo vai demorar para que a Web 3.0 realmente aconteça está no próprio conceito do que realmente ela significa. Como o juniorcba colocou, alguns conceitos relacionados a Web 3.0 ainda soam como grego para maioria das pessoas. Eu acredito que a Web 3.0 vai além da contextualização de informações, mas achei ótimo que você puxou o tema! Quanto mais discutirmos o futuro da Web, mais cedo ele chegará!