Confirmado: Dennis Tito quer mandar humanos até Marte em 2018

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O ricaço Dennis Tito, primeiro Turista Espacial anunciou oficialmente seus planos, tornando a exploração espacial tão audaciosa quanto no tempo dos grandes navegadores. Não os portugueses com suas caravelas high-tech, mas os vikings, que teriam chegado ao continente norte-americano, ou os romanos, que reza a lenda chegaram ao Brasil.

A idéia, exposta em detalhes no Inspiration Mars, é genial e elegante em sua simplicidade. Usando tecnologia existente e matemática (estudem, crianças) lançarão uma nave em uma órbita de trajetória livre, sem propulsão. Dado o alinhamento planetário no momento do lançamento, as peças se encaixarão igual abertura de Game of Thrones e a nave se encontrará com Marte após alguns meses.

Passando 160 km de altitude, ganhará empuxo gravitacional e em uma manobra de estilingue, tão descrita por Arthur Clarke e realizada pela Voyager, será colocada em trajetória de retorno. Os astronautas gastarão 510 dias  em troca serão os primeiros humanos a observar a olho nu detalhes na superfície de outro mundo.

A nave em si nessa fase inicial está sendo pensada como uma cápsula Dragon, da Space X acoplada a uma unidade orbital inflável, como as da Bigellow Aerospace. que já estão em órbita desde 2006, e são tão bons que a NASA vai fazer um puxadinho com um deles.

O custo da viagem está sendo orçado em US$1 bilhão, o que é troco de pinga, a Curiosity custou US$2,5 bilhões e só faz passar o dia inteiro reclamando. Tito irá financiar do próprio bolso os dois primeiros anos do projeto, quando espera ter investidores, além de negociar os direitos de transmissão.

O projeto prevê uma tripulação composta por um casal, casado, acima da idade fértil, assim podem passar por um processo de esterilização voluntária, evitando o problema de uma gravidez no espaço e/ou o efeito colateral primário de exposição a muita radiação no espaço: Filhos esquisitos.

A escolha do casal parte do principio que em teoria duas pessoas que já convivem juntas por muitos anos têm menos chance de se matar, depois de 400 dias em um espaço confinado.

Também será resolvida oficialmente a grande questão que assola a mente de todo adolescente: Sexo no espaço. Diria eu que há grandes chances de estarmos testemunhando os primeiros capítulos do NASA Sutra.

É perigoso? Com certeza, muita coisa pode dar errado, mas referenciando 2001, pro osso virar nave espacial, alguém precisa de curiosidade e coragem para pegar o osso e enfrentar o leopardo.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Sexo na gravidade zero deve ser rox!

    • Ou não. Ou sim. Ou sei lá, me mandem pra ISS com dona patroa que eu respondo tudinho.

    • Carlos Magno GA

      O discovery channel já fez um documentário sobre isso. O maior problema da gravidade zero (ou micro-gravidade, como a experimentada na ISS) é que não há uma força mantendo os dois corpos unidos (como o peso de uma pessoa sobre a outra, mais atrito).

      Qualquer esbarrão e uma das pessoas é arremessada para longe da outra (desfazendo a acoplagem) ou lateralmente, quebrando (literalmente) a conexão entre elas.

      A ISS é tripulada por uma série de especialistas, um deles talvez seja médico e outros tenham experiência com enfermagem, mas sem dispor de uma sala de cirurgia bem equipada, a única saída é fazer como nos feridos a bala na segunda guerra mundial: amputar.

  • Sou o unico que nao consegue mais visualizar outras páginas do blog? Posso clicar em qualquer página que a página exibida é sempre a número 1.

    • Eduardo Tenório

      Eles tão com esse problema faz tempo. Eu clico na página 2, e vai pra página 2 de boa. Clico na 3 e fica meio que na “página 1,5”. Aí eu vou ali e troco o “meiobit.com/page/2/” por “…/page/3/”.

  • TiagoRL

    Geralmente, nos filmes de exploração espacial, a nave tem uma IA com quem os tripulantes podem interagir ou robôs mesmo. Notaram o problema? Estamos indo pra Marte sem termos feito isso ainda!

    Meio off: Esses dias tinham postado um link de um livro da colonização de Marte. Fiquei curioso, vi vários bem bacanas sobre exploração espacial, alguém recomenda algum?

    • Carlos Magno GA

      Não vejo nenhum problema. Os tripulantes podem “interagir” entre si, não precisa de uma inteligência artificial para conversar com eles durante os 2 anos de viagem. Os astronautas poderiam assistir filmes, jogar videogame ou mesmo escrever durante a viagem (com publicação garantida inclusive, “escrito pelo capitão da nave Newton 1 durante sua viagem sem volta a marte”).

      A ausência de ferramentas úteis (como um robô para ajudar nos procedimentos) faz parte do desafio.

  • Acho que o maior problema é o risco de doença. 501 dias é tempo pra cacete. E é bem provável que um dos tripulantes fique doente nesse tempo.

    • Não sou especialista, mas imagino que todo astronauta deve passar por um período de quarentena além de ter a saúde monitorada constantemente antes de qualquer missão. Os equipamentos também devem ser todos esterilizados para evitar levar contaminantes para o espaço. Como o ar nesses ambientes confinados é compartilhado e reciclado, não seria nada agradável um tripulante tirar todo mundo de serviço por causa de um espirro cheio de micróbios.

      A saúde dos tripulantes deve ser bem controlada, e qualquer problema, mesmo que seja uma gripe fraca, já deve ser motivo pra tirar o infeliz do programa.

      Mesmo assim, tem um punhado de doenças que são difíceis de diagnosticar. Só é bem improvável que eles terão uma doença mais comum no meio da missão.

      Edit: formatação do texto.

      • Sem dúvida o que você disse é certo, mas 501 dias no espaço sob condições muito diferentes podem causar alterações biológicas. Foram poucos os astronautas que ficaram tanto tempo no espaço. Fora que esses que atingiram essa quantidade de “horas de vôo” o fizeram com intervalos de tempo na Terra. Já essa missão vai ser 501 dias totalmente fora, sem retorno. Nada impede do organismo ter uma reação por falta de gravidade, ou então por causa da comida sintetizada.

  • Uma suposição que é bem séria e que ninguém comenta, especialmente nesta viagem longa e que não tem um ponto de retorno, pois a volta só é possível na órbita de Marte: Óbito. Em caso de morte de um tripulante, qual é o processo/procedimento para descarte ou retorno do corpo? A nave prevê o descarte para o espaço? O compartimento de carga servirá para o retorno do corpo? Tal compartimento permitirá o congelamento do corpo ou é climatizado assim como a cabine? É sinistro mas pode tornar-se um sério complicador e nem considerei o fator psicológico do tripulante que está vivo, ainda mais sendo um casal casado.

    • Eu acho que a maneira mais simples e que é usual em todo mundo é cremar, a pessoa é cremada e as cinzas jogadas no espaço ou guardada!

      • sim, nada mais prático que colocar um forno crematório em uma cápsula minúscula. Podem usar pra fazer pizza, enquanto isso.

        • Quanto tempo leva para os outros comerem o corpo?

    • Carlos Magno GA

      Eu estava pensando justamente nisso (morte de um dos tripulantes).

      O procedimento padrão imagino que seja de descartar o corpo por meio de uma “airlock”. Mas considerando os desafios, talvez seja bastante coerente considerar a viagem sem volta mesmo e pedir voluntários.

      Muitos engenheiros e cientistas com pouco tempo de vida (alguma doença terminal, por exemplo, ou mesmo idade) se sentiriam honrados em tripular esta viagem sem volta. Conheço até algumas pessoas jovens e saudáveis que dariam tudo serem os primeiros seres humanos em Marte.

  • OverlordBR

    Cardoso, que eu lembre a lenda era que os fenícios teriam chegado ás Américas e não os romanos. Aliás, os fenícios eram os fodões na navegação.

    Quanto à, mais uma vez, ótima matéria: não tinha um boato que queriam enviar um casal para Marte?
    Imagina a questão psicológica da bagaça!

    • Pesquise: Baía dos jarros.

      • Não sei se caberia aqui, mas pegando o gancho do comentário: pesquisei sobre esse tema da “colonização” romana no Brasil (palavras chaves “expedição romana no brasil”) e o link mais coerente que achei foi esse: http://forum.portaldovt.com.br/forum/index.php?showtopic=99191, mas o único link do texto está fora do ar (pelo menos para mim). Pesquisando por “Baía dos jarros” no google retorna que nenhum resultado foi encontrado. Conhece mais algum link além do que eu mencionei?

  • Pingback: Índia conta os minutos para lançar satélite rumo a Marte()

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