Executivo da EA reconhece vantagens do mercado de usados

dori_onli_13.02.13

Nesta geração nós vimos um forte empenho das desenvolvedoras em tentar diminuir o mercado de usados e rumores sugerem que quando os novos consoles chegarem, trocar ou vender nossos jogos se tornará ainda mais difícil. Basta conversar com qualquer jogador para ver que a maioria deles não gostaria que isso acontecesse e ao falar sobre o assunto, Blake Jorgensen, diretor financeiro da EA, mostrou uma opinião que normalmente não vemos na indústria.

É uma dessas facas de dois gumes. Por um lado o comércio de usados tem sido fundamental para a saúde das revendas e ter um canal de revenda saudável é algo importante para nós.

Gostaríamos de vender tudo por um preço cheio e não ter um mercado de jogos usados? É claro, mas penso que o comércio de usados é um pouco como todos os tipos de mercados onde se cria uma liquidez. O fato é que essa liquidez nos beneficia de algumas maneiras. Então se algumas pessoas vão às lojas e trocam seus jogos, há uma boa chance de comprarem outro dos nossos jogos e então, se existe uma mercado líquido, acho que não é algo tão ruim.

Repare que tudo o que ele disse é defendido há anos por boa parte dos consumidores e o que chama a atenção é ter sido dito por alguém do alto escalão de uma das maiores editoras do planeta, sem falar que a EA foi uma das primeiras a adotar o Online Pass, método que visava diminuir a revendas de títulos com forte apelo às partidas online.

Como relatos feitos por pessoas que supostamente estão por dentro do desenvolvimento do próximo Xbox garantem que o videogame exigirá uma conexão permanente com a internet, justamente para impedir a utilização de jogos usados, será interessante acompanhar o rumo que as fabricantes esperam dar à próxima geração e é bom ver que alguns executivos enxergam o comércio de usados de outra maneira. Resta saber qual o poder de decisão que eles possuem.

[via CVG]

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • marcos.petropolis

    Com exceção de alguns colecionadores que montam até prateleiras pra guardar seus jogos – ouviu Sr Prata? – a grande maioria têm algum jogo que gostaria de revender, seja pra compensar o alto preço pago ,seja pra desencalhar.

  • paulokdvc

    A idéia exposta é boa e válida. Se você não for muito apegado aos seus jogos, depois de terminá-los, você poderia vendê-los ou trocá-los para adiquirir novos jogos.

    É, nada mal.

  • Francamente, se na próxima geração sair algum sistema draconiano de bloqueio para jogos usados, será a primeira vez que não comprarei qualquer console, e congelarei minha coleção em definitivo. É MUITA picaretagem vender jogo em mídia física e ainda querer vinculá-lo a uma só conta.

    Daqui a pouco, ser gamer será quase uma religião. Pra estar dentro, deveremos nos enquadrar em regrinhas ridículas que a indústria cria, regras injustas e sacanas, como essa, pra poder continuar sendo um ‘servo’ participante do ‘culto’ da indústria do entretenimento.