Steam e a perigosa tentativa de se tornar uma loja mais aberta

Ultimamente Gabe Newell tem dado diversas declarações sobre a preocupação da Valve em tentar adaptar o Steam as mudanças do mercado, algo que ele afirma ser necessário para que o serviço não perca sua liderança e durante uma interessantíssima palestra aos estudantes da Universidade do Texas o executivo falou um pouco sobre como eles pretendem facilitar o processo de publicação através da loja.

Neste momento o Steam é essencialmente uma loja controlada. É um monte de outras coisas, mas você pode pensar nele como uma loja controlada por nós. Nós temos essas pessoas que trabalham duramente recebendo telefonemas de outras companhias dizendo, ‘Ei, vocês podem colocar meu jogo no Steam’, e elas respondem ‘Oh, sabe, nós publicamos três jogos hoje…’.

Essencialmente – querendo ou não – nós nos tornamos um gargalo em termos de conteúdo se conectando ao usuário… Ao invés de ter esse loja controlada queremos dizer, ‘Ok, se você pensar sobre isso corretamente, seria algo como uma rede API.’ Deve ser esse modelo de distribuição – e sim, você precisa se preocupar com vírus, malwares e coisas desse tipo – mas essencialmente qualquer pessoa deveria ser capaz de publicar qualquer coisa no Steam.

Tal comentário provavelmente agradará algumas desenvolvedoras, já eu imagino que algo tão anárquico seja um tanto perigoso e a única coisa que consigo pensar é no Steam se transformando em alguma coisa parecida com o canal indie da XBox Live ou o Google Play e não tenho a menor dúvida de que não gostaria de ver isso acontecer.

É evidente que dar mais liberdade aos pequeno criadores poderia fazer surgir diversos jogos interessantes e abriria muitas possibilidades, mas por outro lado, tente imaginar o inferno que seria tentar encontrar algo que preste no meio de milhões de porcarias ou títulos que tentem simplesmente nos roubar e para ter uma noção de como seria, lembre-se do início do Steam Greenlight ou mesmo das reclamações que inundaram a internet na época do lançamento do The WarZ.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • Se chegar a esse ponto tem que ter MUITO cuidado. Tipo, cobrar uma taxa de inscrição por submissão de jogo, para evitar o que aconteceu com o GreenLight quando ele foi lançado. $100 para os independentes que querem concorrer e publicar lá acho OK. Mas para já chegar direto na loja, eu subiria esse valor em 50 ou 100 vezes, para afastar os “for the lulz”. Se bem que quem quiser publicar um trojan voltado para roubar dados sensíveis seria bem capaz de pagar 10x isso, se a perspectiva de retorno fosse ainda maior 😛

  • marcos.petropolis

    Realmente, por esse ponto de vista eu até concordo com você , pois eu também quero que o Steam continue funcionando redondinho como está hoje;
    Mas por outro lado não podemos ser conservadores e fechar os olhos pra essa tendência.Os Indies por exemplo, só têm o devido reconhecimento hoje porque lhes foram abertos vários canais de divulgação.The War Z foi um mal exemplo e que certamente pode se repetir, mas não é por isso que todos os que têm uma boa idéia devam ser alijados.Tá certo o Gabe Newell em deixar o Steam mais aberto.Eu por exemplo NUNCA cliquei na aba Greenlight pra saber ou votar em qualquer candidato á jogo do Steam mas nem por isso acho que ele seja uma péssima idéia. Aliás, GreenLight e Workshop são ótimas idéias.O próprio Youtube é uma iniciativa aberta que faz sucesso justamente porque qualquer um pode produzir conteúdo , seja ele bom ou porcaria.É uma tendência e fechar os olhos pra isso é como eu disse, conservadorismo.

    • paulokdvc

      Excelente comentário! Quem assistiu o filme Indie Game, sabe como é importante ter portas abertas. Realmente, também nunca entrei no GreenLight e Workshop, mas acredito na idéia.

  • Acho que esse efeito Google Play vai ser amortecido pelas lojas feitas por usuários, outro recurso que faz parte desse conjunto de mudanças que a Valve quer fazer na Steam. No caso, eu monto a minha loja com games que eu recomendo, dentro da Steam. Provavelmente publicações de renome e VIPs da indústria vão ter suas lojas que vão acabar atraindo boa parte da audiência, deixando a situação relativamente mais difícil pra quer ficar enfiando tosquisse na loja.

  • Então, eu ‘acho’ que dificilmente será um play ou app store, eu imagino que o steam poderá disponibilizar o sistema de loja e pagamento(como o Charles comentou): eu crio um jogo e posso usar o steam pra vender e atualizar game. Mas o meu jogo não irá para o loja do steam normal, que continuaria da mesma forma, publicando apenas os aprovados por eles, e só iria pra lá caso o meu jogo receba um approval da valve.

  • Keaton

    Espero que ainda haja alguma moderação pro conteúdo… ou teremos centenas de joguinhos com qualidade no mínimo questionável… coisa que deva fazer o big rigs parecer um jogaço.

  • Pingback: Ouya não quer ser a casa da mãe Joana « Meio Bit()

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