DmC Devil May Cry – Análise

dori_dmc_08.02.13

Como bem disse o personagem Verbal Kint no filme Os Suspeitos, de Bryan Singer, “o maior truque realizado pelo diabo foi convencer o mundo de que ele não existe” e é esta a base do enredo do DmC Devil May Cry, jogo desenvolvido pela Ninja Theory e que serve como um recomeço para a franquia.

Nele o demônio Mundus controla uma cidade chamada Limbo City, utilizando algumas artimanhas para fazer com que sua população não saiba sua real identidade e sem desconfiar que ele possui controle sobre suas vidas ou até mesmo da economia local, o considera apenas um bem sucedido empresário.

Em contrapartida temos Dante, o protagonista que quando não está matando demônios passa o tempo levando mulheres para o seu trailer. Enfim, coisas que qualquer adolescente está acostumado a fazer e desde o primeiro momento ele nos é mostrado como um moleque debochado e sem maiores preocupações, interessado apenas em curtir a vida e não confiar nas pessoas. Eu até arriscaria dizer que se tivesse nascido no final da década de 80, Dante provavelmente teria formado uma banda grunge.

dori_dmc_08.02.13-2

Pois embora não perca esse seu jeito provocador durante a aventura, chama a atenção a maneira como os criadores do jogo conseguiram fazer com que o personagem evolua conforme o enredo se desenrola e depois de um certo tempo é inevitável não passarmos a considerá-lo um dos heróis mais legais do mundo dos games, o que certamente é ajudado por seus comentários ácidos e carregados de humor.

O interessante é que quando a Capcom anunciou o jogo, muitos fãs torceram o nariz para a mudança no visual pela qual Dante passaria e há até mesmo um bom motivo para dessa vez ele aparecer de cabelos negros, mostrando que a Ninja Theory acertou ao não se manter completamente fiel ao original.

Outro aspecto que também gerou algumas críticas diz respeito aos gráficos do DmC Devil May Cry, muito mais coloridos que os jogos anteriores e deixando de lado um pouco daquele estilo gótico, mas novamente considero que a escolha foi acertada. Com isso a desenvolvedora conseguiu situar melhor a história nos dias atuais e com sua direção de arte sempre impecável, conseguiu até mesmo ofuscar alguns problemas de texturas em baixas resolução ou quedas de frames aqui ou ali.

dori_dmc_08.02.13-3

DmC Devil May Cry também brilha no seu sistema de luta, mantendo um estilo muito parecido com o dos anteriores e permitindo aos mais habilidosos a execução de combos inacreditáveis. Em suma, podemos dizer que a mecânica do jogo permite que qualquer pessoa seja capaz de fatiar demônios sem muita dificuldade, mas garante que apenas alguns poucos a domine e os rankings online são um ótimo incentivo para tentarmos melhorar sempre. Além disso, o fato de ganharmos novas armas conforme avançamos pelos estágios faz com que sempre queiramos jogar só mais um pouquinho.

Portanto, além de ter conseguido entregar um jogo com alto nível de qualidade, trazendo um enredo consistente e personagens bastante cativantes (ou repugnantes, no caso dos vilões), uma jogabilidade bem estruturada e um visual muito bonito, o pessoal da Ninja Theory merece elogios por ter acertado de novo e principalmente, por ter conseguido dar um toque mais ocidental a uma excelente franquia, estabelecendo a base para que novos capítulos sejam criados. DmC Devil May Cry pode até não agradar aqueles fãs mais ardorosos, mas sem dúvida merece ser jogado.

http://youtu.be/l0sClzFP-t8

Relacionados: , , , , , ,

Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

Compartilhar
  • “Pois embora não perca esse seu jeito provocador durante a aventura, chama a atenção a maneira como os criadores do jogo conseguiram fazer com que o personagem evoluísse conforme o enredo se desenrola e depois de um certo tempo é inevitável não passarmos a considerá-lo um dos heróis mais legais do mundo dos games, o que certamente é ajudado por seus comentários ácidos e carregados de humor.”

    Tu não jogou os jogos originais da franquia, né? Durante o desenvolvimento a NT voltou atras em MUITA coisa no design do Dante e o resultado ficou infinitamente mais aceitável do que no primeiro trailler. O que destoa realmente nessa versão é a personalidade dele, que passou de um badass debochado, do tipo que provocava demônios dobbermans gigantes de gelo com 3 cabeças com “vem totó” e xaveca garotas que atiraram na sua testa pra um moleque cretino que trata todo mundo mau e tem diálogo brilhantes como “Fuck you” “No, fuck YOU!” “FUCK YOOOOOOUUUUUUUUUUU!”…

    Eu gostei do jogo. Mas os personagens precisam de MUITO trabalho para as próximas sequencias. E eu nem começei a falar do Virgil pedindo socorro, se escondendo atras do irmão, insinuando um complexo de inferioridade, admitindo ser mais fraco e usando armas de fogo para fuzilar a barriga de grávidas.

    • De fato, joguei apenas uma parte do 4º jogo no Xbox 360 e sinceramente acho que esta minha “ignorância” foi algo bem vindo, assim pude aproveitar o jogo sem me basear nos anteriores. Por isso disse que gostei dele e em momento algum fiz qualquer tipo de comparação.
      Só não consigo entender qual o problema do estúdio ter feito alterações no design inicial do personagem, que sim, se comporta como um moleque, justamente porque… ele é um moleque!

      • não Ligue é fanboy. O 4 tem um enredo de merda, uma camera fedorenta e nego gosta. esse DMC ja é melhor que toda a franquia (joguei todos). E o virgil nao atira em uma gravida. Ele atira em UM demonio que espera um filho de outro demonio.

        • Quando ele falou da “grávida” também me incomodei, além de não ver diferença entre ele ter usado uma arma de fogo ou branca. Além disso, quem terminou o jogo deve ter percebido que o Virgil está longe de ser um fracote.

          • Porque o personagem original detestava armas de fogo, por isso usa aqueles “punhais mágicos” pra atacar à distância, diferente do Dante. Além disso, ele sempre foi retratado como absurdamente orgulhoso e sedento por poder, e é muito mais poderoso que o Dante até a última batalha do 3 – tu luta com ele 3 vezes e perde duas, chegando a “morrer” na primeira, o que causa o despertar do Devil Trigger.

            O 4 é mais focado no Nero, que tem uma pegada diferente. O melhor na minha opinião é o 3, mas é claro que é um jogo antigo e o gameplay deste novo é muito melhor. Seria uma vergonha se não fosse. O ponto é: É uma franquia famosa, com muitos fans que acompanham desde o primeiro, onde o grande lance sempre foram os personagens, até porque a história não era tão grande coisa. É claro que eles vão ser cobrados se simplesmente mudarem COMPLETAMENTE as personalidades e motivações.

            Repito: o jogo é divertido, eu gosto dele. Já estou na metade da dificuldade Heaven & Hell pra tu ver o quanto eu jogo. Mas que eles cagaram na caracterização dos personagens, ou no mínimo não tiveram a menor consideração com os fans de longa data da franquia (vide a piadinha com a peruca branca logo no começo) é indiscutível. Se não fosse DMC, com certeza eu julgaria com outros olhos. Mas, reboot ou não, é DMC.

          • Não cagaram em nada no personagem. inclusive se vc zerou o jogo vc vai ver que o personagem vem apresentando nuances do comportamento do dante antigo. So nao tem é aquela escrotice de surfar em guitarra , exagero em fanservice e etc. Continuo falando que é butthurt. Falar de designe… Dante antigo tinha jeito de viado e o vergil era um sephiroph feito do paraguai.

      • acho que a personalidade do personagem é a “alma” da coisa… aconteceu algo parecido com o Duke… ele passou de um badass a um machista chovinista…..

        • Talvez você tenha razão, mas não achei que o Dante ficou ruim não, a proposta da equipe me agradou.

  • Por mais que o jogo seja bom, a descaracterização do personagem desnecessária, pra mim e como dizer, hein japoneses, sua ideia e boa, mas seu protagonista e uma porcaria, pra nós um bad boy tem cara de emo. E aquela velha ideia de, nos queremos fazer um jogo novo, mas querer usar o nome de outro pra promover o jogo e garantir as vendas, então vamos mudar tudo que pudermos.

  • redvulps

    Faltou so um detalhe, a trilha sonora é sensacional, encaixa mais do que perfeitamente com as batalhas =)

    Quanto a mudança de aparência, eu também torci o nariz quando anunciaram, mas no fim, deu nada, inclusie, logo na primeira missão tem uma piadinha muito win com a antiga aparência XD

  • Zilardo

    Pois é, eu meio que concordo com os comentários até então. Tantos os a favor, quanto os contra. É um jogo legal. Saber rir de si próprio é uma virtude (piadinha com a aparência na primeira fase). Mas é outro jogo, não é DMC, mudaram muita coisa, que se por um lado ficou legal, ficou diferente. É como dizer que o jogo Ghost Rider do PS2 é uma sequel do God of War apenas por copiar descaradamente a jogabilidade.
    Vou continuar jogando, é bem legal e não vou pensar muito em DMC, exceto pelas referências que o próprio jogo faz.
    Precisavam mudar? Acho que não. Deu certo como jogo? Acho que deu.

  • Esse DmC tem o melhor diálogo entre Vergil e Dante EVER.
    Dante – I’m stronger than you
    Vergil – I’m smarter than you
    Dante – I look better than you
    Vergil – But my dick is bigger.

    O problema pra mim é que o jogo é absurdamente fácil, e é possível terminar ele em poucas horas mesmo nas dificuldades mais elevadas.

    • Também gostei desse trecho, que pode não ter profundidade mas serve para ilustrar a relação entre irmãos imaturos. Outra parte que gostei foi dos xingamentos do chefe que coloquei a foto no post. É impossível não sentir raiva e nojo do sujeito.

    • Pois é, mas é extremamente off-character pra quem acompanhou a série original. Pra começar, o Vergil era mais claramente mais forte até muito mais tarde (porque ele buscava ativamente poder, o Dante não) e eles eram gêmeos idênticos. Sobre a dificuldade, a Dante Must Die já exige um pouco mais, e daí pra frente tu morre com qualquer dano. Eu não chamaria de absurdamente fácil.

      • Comparado aos outros DMCs, até o Dante Must Die tá fácil sim. Quanto a ser off-character, desconsidere: esse não é o mesmo Vergil, não é o mesmo Dante. Esqueça os da série original porque eles “não existem mais”. O universo é diferente, os passados são diferentes, a evolução dos personagens é diferente. Então, dentro DESTE universo, essa é a nova personalidade deles, get used to it.

        • Todos eles são tão fáceis quanto, na real. Nunca foi difícil vencer os jogos, o lance sempre foi vencer com mais estilo. E o que tu falou é óbvio, mas não deixa de ser lamentável pra quem acompanhou desde o primeiro e era fã da franquia.

  • Muito bom jogo mesmo, os graficos (mesmo em DX9) sao bons, a aparencia do Dante nao me agradou muito, ja o sistema de lutas é perfeito, fiz combos muito extensos aki!!!!

  • ERIC DRUMOND

    Gostei pra caramba desse jogo…jogo desde o 2… achei q ficou muito melhor, que os outros…pra mim o 4 foi o pior, e tb um ponto sem retorno, historia ruim jogo manjado… eu gosto destas mudanças e o novo ficou muito foda… igual Resident Evil, desde o 4 a galera reclama…eu jogo desde o primeiro e acho q a cada lançamento o Resident só melhora…

  • Leo_Koester

    Dei uma passada só para deixar o review o Angry Joe, caso não tenham problemas com o idioma de Shakespeare: http://youtu.be/o4NaBrFkiDo

    O cara é simplesmente hilário. =)

  • Pingback: 2013: um ano incrível para os games()

  • Pingback: Uma má notícia sobre Bayonetta 2 (ou não)()

Aproveite nossos cupons de desconto:

Cupom de desconto Walmart, Cupom de desconto Ricardo Eletro, Cupom de desconto Extra, Cupom de desconto Adidas, Cupom de desconto Submarino, Cupom de desconto Americanas, Cupom de desconto Casas Bahia