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Cinema, games e adaptações

Por em 4 de fevereiro de 2013
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  • http://contraditorium.com Carlos Cardoso

    Games não traduzem bem para filmes e filmes não traduzem bem para games, a não ser não-intencionalmente. Call of Duty foi o melhor jogo de Band of Brothers, por exemplo. É muito complicado quebrar esse ciclo, mas é possível. Houve uma época em que filme de quadrinhos era garantia de vergonha alheia, a não ser que se distanciasse da origem, como o Super-Homem do Donner.

    • http://www.facebook.com/drcfilho Daniel Filho

      Eu ainda queria assistir a um filme baseado no Uncharted. E concordo com o Cardoso.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Lobo/1416857581 Tiago Lobo

    Eu acho que o problema de adaptação dos games está um pouco fora das mãos dos próprios diretores e mais na mão dos roteiristas e dos próprios games.

    Por mais complexa que possam parecer as histórias dos games são razas, personagens sem muita personalidade/bagagem emocional. Os quadrinhos tem que criar um laço entre os personagens e o leitor para que a história consiga ser bem contadas, e isso facilita mto a vida do roteirista e do diretor, a adaptação fica mais fácil. No geral as histórias dos games precisam de adições para que sejam traduzidas para o cinema (claro, temos exceções como heavy rain, spec ops, etc…), e é nas adições que os desagrados aparecem.

    Usemos como exemplo resident evil 1. Por mais legal que seja, o legal do jogo é a sobrevivência, o medo que vc tinha de ficar sem balas, de um zumbi aparecer do meio do nada e te matar. Os personagens, e a história do game em si, eram pano de fundo para o survival horror que vc estava vivenciando. E ai? Como passar essa experiência para o cinema? Inventaram a Alice, um mundo pos-apocalipto bem legal, mas a experiência é completamente diferente.

    Enfim, pra mim o problema está nos games, e não nos filmes. A experiência que o jogo passa é diferente da experiência que o filme passa. Seria mais ou menos assim: enquanto um jogo tenta te fazer viver o personagem, sentir aquilo que ele está sentindo, propor um desafio, o cinema apela para empatia, para uma história.

    Jogos com experiências cinematográficas (heavy rain, ICO, journey), descartam a necessidade de um filme, a história já é tão bem contada, que um filme seria redundante.

    • http://meiobit.com/author/max_laguna Emanuel Laguna

      Eu acho que filmes podem lucrar mais que o jogo graças à ordem de magnitude do marketing: não raro alguns distribuidoras gastam centenas de milhões de dólares na divulgação e tentam arrecadar o triplo para os filmes se pagarem. Nos jogos, é raro ver jogos lucrando acima das dezenas de milhões de dólares, algo que só acontece com Pokémons tipo Call of Duty. Ou jogos da Nintendo. Aliás, me surpreende ver Angry Birds lucrando tanto.

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Lobo/1416857581 Tiago Lobo

        Na verdade as grandes produções gamers sempre tem um faturamento comparável ou maior ao cinema (gta, call of dutty, killzone, final fantasy, etc…).
        A diferença é que o custo de produção dos games são menores que o custo de produção cinematográfico (em média uma grande produção gamer custa 50 mi, no cinema isso vai pra 150, 200).

        Pra mim o motivo do sucesso do angry birds foi o timming. Era um mercado bem novo e sem nenhum jogo. O pessoal da rovio conseguiu lançar um jogo divertido, barato, e onde vc não se preocupa em ter que para-lo a qualquer momento, tornando-o perfeito pra smartphones.

  • Jos_El

    Talvez seja uma coisa muito pessoal minha, mas eu acho que adaptações cinematográficas de jogos são desnecessárias e não ficam tão boas simplesmente pelo fato de o jogo ser um meio muito mais rico pra passar as informações. Não sei se fui claro. Assim como o cinema aparentemente encontrou a receita para as adaptações de quadrinhos, falta encontrar a receita pros games.

    Quando aos quadrinhos, há algo que os filmes podem efetivamente acrescentar. O movimento e o som fazem a diferença nesse caso, porém os diretores tem que tomar cuidado ao decidir quando fazer uma transposição (como Sin City e 300) ou uma adaptação (como em Super-Homem, Batman, X-Men e Homem Aranha). Watchmen não se decidiu, não sabia se era adaptação ou transposição, isso deixou o filme raso e com cara de videoclipe. A transposição funciona quando o conteúdo é basicamente visual, caso de Sin City e 300, mas em uma obra cheia de sutileza, insinuações e conteúdo como Watchmen (que, dentro de suas limitações de meio, brincava demais com metalinguagem e outras mídias escritas), isso não rola. Quanto ao final, acho que a solução do filme é até boa, até porque um monstro digno de hentais não ia ficar tão legal assim na tela grande. Mas, como a gente vai falar em plausibilidade dentro de uma história onde o ¨homem mais inteligente do mundo¨ se veste de roxo e dourado pra combater o crime… São quadrinhos ora bolas.

    Por exemplo, a abertura de Watchmen é maravilhosa, o fã de quadrinhos fica emocionado com aquilo. Mas o espectador médio não acompanha aquela quantidade de informações, isso sem contar que aquele começo entrega muito que foi apenas insinuado na HQ.

  • Jos_El

    Talvez seja uma coisa muito pessoal minha, mas eu acho que adaptações cinematográficas de jogos são desnecessárias e não ficam tão boas simplesmente pelo fato de o jogo ser um meio muito mais rico pra passar as informações. Não sei se fui claro. Assim como o cinema aparentemente encontrou a receita para as adaptações de quadrinhos, falta encontrar a receita pros games.

    Quando aos quadrinhos, há algo que os filmes podem efetivamente acrescentar. O movimento e o som fazem a diferença nesse caso, porém os diretores tem que tomar cuidado ao decidir quando fazer uma transposição (como Sin City e 300) ou uma adaptação (como em Super-Homem, Batman, X-Men e Homem Aranha). Watchmen não se decidiu, não sabia se era adaptação ou transposição, isso deixou o filme raso e com cara de videoclipe. A transposição funciona quando o conteúdo é basicamente visual, caso de Sin City e 300, mas em uma obra cheia de sutileza, insinuações e conteúdo como Watchmen (que, dentro de suas limitações de meio, brincava demais com metalinguagem e outras mídias escritas), isso não rola. Quanto ao final, acho que a solução do filme é até boa, até porque um monstro digno de hentais não ia ficar tão legal assim na tela grande. Mas, como a gente vai falar em plausibilidade dentro de uma história onde o ¨homem mais inteligente do mundo¨ se veste de roxo e dourado pra combater o crime… São quadrinhos ora bolas.

    Por exemplo, a abertura de Watchmen é maravilhosa, o fã de quadrinhos fica emocionado com aquilo. Mas o espectador médio não acompanha aquela quantidade de informações, isso sem contar que aquele começo entrega muito que foi apenas insinuado na HQ.

    • http://www.vidadegamer.com.br/ Dori Prata

      Não concordo muito com o que disse em relação ao filme do Watchmen. Na minha opinião o filme consegue passar bem a sua premissa a aqueles que não leram o quadrinho e para quem leu, muitas referências estão ali para serem entendidas.
      Desde que o filme foi anunciada era evidente que nem com uma série seria possível abordar profundamente tudo o que havia nos quadrinhos e acredito que a proposta era pura e simplesmente vermos na telona uma versão em “carne e osso” do que lemos e nisso acho que ele consegue cumprir seu papel.
      Quanto a ele ser um videoclipe, acho um exagero. Se disse isso do Sucker Punch eu concordaria, mas do Watchmen?

  • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

    Talvez com a adaptação sendo feita com supervisão da pessoa mais interessada no mundo em criar uma obra prima, essa adaptação possa ser possível…

    Estou bem curioso, intrigado (e com medo também…) mas o filme de metal gear com supervisão do Kojima pode ser o primeiro grande passo nas adaptações de jogos…

    Mas acho que se nem ele conseguir, esse tipo de adaptação vai ser mesmo sempre fadada ao fracasso…..

  • http://www.facebook.com/people/Aleandre-Da-Silva-Costa/100000014529639 Aleandre Da Silva Costa

    Pra mim o problema basicamente esta em duas coisas, reiventar a franquia quando migra para os jogos ou quando migra dos jogos para o cinema, e a baixa qualidade mesmo. O cara espera chegar no cinema e ver alguma coisa que capture a essencia do jogo, ou pelo menos uma historia que referencie o jogo, não uma historia baseada no jogo aonde mude o personagem principal, mude o ambiente, e muitas vezes torna a historia mais leve pra poder atender a mais faixas etárias . Em questão de qualidade infelizmente, você tem um filme fazendo sucesso, não se pensa em fazer um bom jogo baseado nele, e sim fazer um jogo rapido e barato pra poder aproveitar o sucesso do mesmo e vender algo barato e ter o retorno rapido. No caso dos filmes dos jogos e a mesma historia, produções baratas pra aproveitar o sucesso do jogo, sem nenhum compromisso com a fidelidade da historia, nem mesmo com a qualidade do filme. Filme de jogo que eu posso dizer que gostei mesmo foi so o Silent Hill, por que mesmo mudando a historia, não mudou a essencia e fez algo de qualidade.

  • Davi Ramos

    Atualmente, adaptações de jogos são tratadas pelos próprios produtores como filmes B. Não recebem o mesmo tratamento. Os diretores, roteiristas e orçamentos são de segunda categoria. Logo, os filmes também serão. Nenhuma adaptação está fadada a ser ruim. É uma questão de mercado.

    Quanto às regras que surgiram nos comentários para justificar a ruindade dos filmes, eu respondo que talento e competência são muito eficazes em quebrá-las. Bota um Snyder, ou mesmo um Cronenberg (por quê não?) para adaptar um jogo decente que você vai ver todas elas caindo pelo ralo.

  • marcos.petropolis

    Quadrinhos são estáticos e quando ganham movimento ficam muito melhores , independente se o filme é ruim ou bom.Até a forma de encará-los é diferente.Veja você, Dori ,que achou Sucker Punch “divertido”( em minha opinião é uma merda). Mortal Kombat também é divertido,mas muitos acharam “uma merda”.Um jogo têm vida própria , movimentos, e é mais difícil trabalhar em algo que já têm vida própria.Resumindo: dos quadrinhos para o cinema você cria , dos jogos para o cinema você recria, o que é muito mais difícil.Mas são apenas alguns detalhes entre muitos outros.O antigo filme “Flash Gordon” , por exemplo, foi um superprodução pra época e foram muito fiéis aos quadrinhos o que resultou em um filme bom. Super Mário Bros foi tratado da mesma forma?Não e saiu aquela “porcaria” que conhecemos. Sin City só teve uma boa aceitação naquele formato porque veio dos quadrinhos.Se viesse de um jogo teria a mesma aceitação?Só se fosse, talvez, de um point-and-click…

    • http://www.vidadegamer.com.br/ Dori Prata

      Disse divertido, mas na verdade gostei bastante do Sucker Punch. Visualmente o filme é lindo, as cenas de “dança” de tão surrealista são legais, seu roteiro se não é original tem seus bons momentos e nem que fosse só pela BabyDoll ele já valeria a pena.
      Resumindo, a melhor adaptação de uma game que não existe, mas claro, é só minha opinião.

  • http://www.facebook.com/marcos.duque.9085 Marcos Duque

    Ao contrário do fabuloso “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, de Frank Miller, onde do garoto ao adulto percebe estar diante de uma obra-prima, Watchmen não convence. O azulão, de Zack Snyder, transmite, em poucas palavras, o que a versão Fausto Silva de Allan Moore tenta, tenta e tenta e morre na praia: transmitir sabedoria. Pois o sábio é aquele que fala pouco, escuta muito, e diz mais ainda. E o Roscharch do gibi (sim, pois apenas a CT de Miller pode ser chamado de livro ilustrado)? Cara, foi atropelado pelo do filme. O Final? Concordo 100% com o autor do post. Em suma: o excelente filme humilha o péssimo gibi. Quanto às adptações dos games? Os roteiristas não jogam mais!

  • Antonio Azevedo

    Os comentários aqui estão de excelente qualidade, não vou chover no molhado. Mas também concordo que o final do filme ficou superior ao da HQ, o que além de inusitado (nunca vi um filme superar o quadrinho original, apenas igualá-lo, ressalvando a diferença dos meios) me fez achar que foi uma grande mancada do Alan Moore. Tenho a impressão que ele gastou tanta massa cinzenta no miolo da trama que ficou travado no final…

  • Wancharle

    Duncan Jones( Novo diretor do filme de world of warcraft) falou quer ser “O Cara” que vai comecar essa onda de adaptacoes de games da forma correta!
    Ele nao é muito famoso mas eu gostei do que ele fez no filme lunar (orcamemto 1milhao) e no filme source code( 40milhoes).

    Alem disso ele realmente é gamer entao da pra ter uma certa confiança…
    So fico preocuoado em como ele (ou qualquer outro diretor) vai conseguir colocar elfos medievais e gnomos/globins hightech(que possuem ate computadores) num mesmo filme sem que fique parecerendo que é uma alucinaçao como em sunker punch!

  • http://www.facebook.com/ricardzanella Ricardo Zanella

    Sillent Hill.

  • http://www.facebook.com/matheus.vanzella.90 Matheus Vanzella

    E eu doido pra saber como vai ficar o filme do Y: O último homem

  • Zilardo

    Eu temo que só vai acontecer quando os gamers forem velhos e estiverem no poder para decidir que agora um filme bom será feito, assim como foi com os quadrinhos.

  • http://www.facebook.com/leandro.caxa.1 Leandro Caxa

    Nunca li ou assisti Watchmen.
    Mas é simplesmente ridículo o que fizeram com alguns games/quadrinhos na telona.

    Street Fighter: idiota e marketeiro (van damme = Guile?? WTF)

    Alone in the dark: Sem essência nenhuma. Usou o nome do game e a produção foi banal.

    Mortal combat: razoável se comparado a Street Fighter

    Tekken: Ridículo, só foi mostrado mesmo a “skin” dos personagens
    GiJoe: Mesma linha do tekken. Sò figurino

    Resident Evil: A MAIOR VERGONHA de todos. Uma coisa é pegar um jogo e procurar representá-lo de uma forma que não-fãs possam gostar. Mas esse cara conseguiu receber críticas de todos que eram fãs (se você se diz fã e gostou do filme, bem… você não é fã e não entende porcaria nenhuma da história). O diretor/roteirista/publicitário/encanador… fez uma cachaça sem pé nem cabeça apelando pra fôrma de hollywood e inventando coisas.

    Double Dragon: Produção de garagem.

    Superman o retorno: Sem comentários.

    Os que se salvaram na minha opinião foram

    X-men
    Batman (trilogia)
    Silent hill(Esse foi estudado antes de fazerem. Ou jogado antes…)
    Iron man
    Hulk (o primeiro).
    Tartarugas Ninjas(É mais infantil mas a idéia toda é, e ficou legal.)

  • Zilardo

    Um filme que virou um jogo muito bom foi Death Wish 3, original do ZX Spectrum, mas que joguei no ótimo port para o MSX: