Fábricas de Software, CMMI e Visual Studio

Uma das evoluções no desenvolvimento de software envolve um certo grau de controle das suas várias fases: requisitos, arquitetura, análise e design, desenvolvimento, testes, mais desenvolvimento e mais testes. E é nisso onde o irmão “grande” do Visual Studio.Net entra, o Visual Studio Team System.

Quem trabalha com ferramentas da Microsoft sabe que uma das coisas que eles fazem bem é integração de várias soluções sobre um único guarda-chuva. O TeamSystem possui versões específicas para o perfil do profissional: Profissionais de Base de Dados, Arquitetos de Software, Desenvolvedores, Qualidade, Testes de Estresse e Carga e uma suíte integrada para quem age com múltiplos perfis. Saiba mais visitando a página do produto em português. Se quiser um trial de 180 dias, visite esse link.

Empresas normalmente possuem formas diferentes de tratar esse fluxo, dependendo dos seus clientes. Muitos de vocês já devem ter ouvido falar de Capability Maturity Model (CMM) e CMMI Capability Maturity Model Integration, uma integração e evolução de vários modelos e
compatível com o ISO/IEC 15504.

Essencialmente, são métricas para avaliar a maturidade de uma empresa na produção de software e identificar práticas que possam incrementar e melhorar essas práticas. Existem CMMI de 1 ao 5 e no Brasil, existem apenas 5 empresas (dados de 2005) com essa certificação: BRQ Soluções em Informática, IBM, Politec, Stefanini e Tata Consultancy Services do Brasil.

Se uma empresa, por menor que seja, adota as práticas do Microsoft Solutions Framework e o Team System como ferramenta para auxiliar, você passa a adotar as mesmas regras de uma empresa com certificação CMMI 3. Em 2005, no Brasil, existiam apenas 3 empresas, de acordo
com o Ministério de Ciência e Tecnologia com esse nível.

Para saber mais sobre fábricas de software, recomendo a leitura do artigo Medindo o sucesso com as fábricas de software e o Visual Studio Team System

  • ShamanBoy

    Interessante artigo.

    O problema é que no Brasil que metodsologias como CMMI não são aplicadas por aqueles que deveriam incentivar o uso delas.

    Mas como adotar uma metodologia se os prazos são cada vez mais curtos.

    sem mais

    kernel panic: /dev/brain

  • Acredito que metodologia CMMI melhora os prazos, acho mais complicado é a mudança de paradigma do atual modelo “é pra ontem” para metodologia baseada em padrões CMMI.

    Alguém por aqui já faz a transição ou parte dela? Seria interessante ouvir comentários sobre as situações encontradas no processo.

    --
    Wendelmaques

  • pcalcado


    O modelo de negócios é bem simples: entupimos o cliente com técnicos de nível júnior ou menor e cobramos preço de senior ou mais. Como o cliente não vai saber quem são nossos funcionários nem vai testá-los precisamos de selinhos de qualidade (SCJP, MCP, whatever) nos curriculuns dele. Como o cliente não sabe o que é um processo de software ou como ele funciona precisamos de um selinho de qualidade (CMMi, MPS.br) no nosso.

    http://fragmental.com.br/blog/?p=359

    • Ricardo Bicalho

      Você tem idéia de como é difícil conseguir um CMMI 5 ou MPS.BR Nível A? Se o selo de qualidade fosse tão fácil assim, não teríamos apenas um punhado de empresas brasileiras com eles, concorda?

      Existem muitas regras mesmo para que a certificação seja emitida. Acredite quando digo que ao contratar os serviços de empresas com essas certificações, é justamente para se proteger do modelo de negócios descrito acima, tão comum no mercado mundial.

  • tomazett

    Achei muito bom o artigo, pois são poucas as pessoas que sabem e falam sobre o assunto. Aqui no Brasil temos a iniciativa do MP-BR (Melhoria de Processos de Software) http://www.softex.br/mpsbr/_home/default.asp
    Eu achei o MPS interessante pois ele deu uma “abrasileirada” no CMMI e acho que ficou mais com a nossa cara.
    Só faltou o Ricardo citar uma outra ferramenta talvez tão boa quanto o Vistual Studio Team, o Borland Star Team. Não quero entrar na discussão de religião Borland x Ms, mas o pessoal da Borland já vem há um bom tempo (3 anos) batendo na tecla do ALM (Application Lifecyle Management).
    Então pessoal, corram atrás disso daí, se preferem ferramentas Borland, corram pro Star Team, se preferem produtos Microsoft, vão para o Team System.

  • Recentemente, a uns 3 meses, mais ou menos, a empresa Ci&T, de Campinas, consagrou-se CMM5.

    Eu trabalho num a fábrica de software CMM2, faço controle de qualidade.
    Já trabalhei em desenvolvimento de web comercial em agência e como programador aqui. Posso garantir que a diferença é muito grande. Os processos são muito bem definidos. Todas estas camadas no processo de desenvolvimento pode parecer burocracia excessiva para os novatos em padrões CMM, entretanto, após algumas tarefas entregues para o CQ (Controle de Qualidade) e algumas incompatibilidades detectadas pelo QA (Quality Assurance), fica visível que o cliente é poupado de muitos transtornos, evitando transtornos também para as empresas, que mantêm um relacionamento maduro com seus clientes.

    Maurício Fedatto
    Web Development with flour!
    http://anaomanco.blogspot.com.br/
    JavaScript in veins!

  • Trabalho atualmente na BRQ software no Rio de Janeiro e trabalhei por um ano na Stefanini IT Solutions como analista de sistemas.

    A Stefanini possui essa certificação em sua fábrica de software em Jaguariúna e na BRQ não sei ao certo onde é essa certificação pois trabalho alocado em um cliente.

    Pelo contato com o pessoal da fábrica da Stefanini que possuía essa certificação, vejo que a coisa é meio irreal para os padrões brasileiros. Seria algo como o “Mundo Perfeito” se tudo funcionasse como as práticas desses selos pregam. Ja atuei em vários projetos de vários segmentos e digo que, pelo menos a meu ver, no mercado de TI brasileiro, esses selos são surreais. É quase totalmente impossível incorporar as práticas dessas certificações nos moldes que vivemos na área de software.

    Quanto ao VSTS, o pouco contato que tive com ele digo que ele é maravilhoso!

    Assisti a uma apresentação da MS sobre ele na empresa que trabalhava alocado. Simplesmente maravilhoso a integração e os serviços de workflow.

    Como sempre, a microsoft se supera. Complicado é acompanhar toda essa evolução. Ano que vem, virá o .Net fmk 3.5 e o VS 2008…
    Bruno Gross – http://www.brunogross.com

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