Síndrome de Asperger ou Call of Duty: o que teria causado o massacre em Connecticut?

Recentemente todos nós, nos chocamos com a notícia do massacre em Connecticut. Cerca de 20 crianças e 6 adultos foram assassinados por um deficiente mental (ele era). Sem contar na mãe do assassino que foi morta em sua residência. O G1 reportou que o assassino tinha Síndrome de Asperger. A pergunta é: será que era somente Asperger?

A Síndrome de Asperger é caracterizada como sendo uma síndrome do aspecto autista. As características de uma pessoa com Asperger são: dificuldade de interação social, dificuldades em expressar e processar emoções, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com alterações na rotina e comportamentos estereotipados.

Pelo que eu saiba, tal síndrome não é caracterizada por violência e isso foi bastante noticiado nos sites no mundo afora: no HechosdeHoy temos a manchete “El Síndrome de Asperger niega violencia y no causó la massacre de Newtown” e no MinnPost lemos “With Asperger’s syndrome, ‘violence is not something we expect,’ expert says”, por exemplo.

Enfim, se você buscar no Google verá que não existe qualquer ligação entre Asperger e Violência. Ou seja, a causa não foi a síndrome do Asperger. Ainda no mesmo artigo o G1 tenta colocar em evidência outra possível causa que gerou tal violência: Call of Duty.

O diário também aponta que o jovem era fã de games violentos, em particular de ‘Call of Duty’, jogo no qual o participante utiliza pistolas, rifles, metralhadores e outras armas para ganhar pontos matando os oponentes.

Se é relevante? Não. Já sabemos também que jogos não são causadores de tanta violência. Exemplo disso é o jogo Grand Theft Auto que chegou a ser proibido no Brasil. E claro, começará novamente toda a discussão sobre “jogos violentos geram violência”. Se for assim, só por assistir sobre guerra na televisão (algo que passa todos os dias, em qualquer noticiário) me levará a querer entrar em guerra contra a minha vizinhança.
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Não sou um expert em psicologia. Mas creio que o maior problema não tenha sido o Asperger nem Call of Duty. O próprio G1 citou em outro parágrafo algo que me levantou às sobrancelhas:

A mãe do jovem era fã de armas e, segundo relataram vários amigos, costumava levar os filhos para praticar tiro.

Obviamente se ela era fã de armas, era óbvio que ela tinha armas em casa. E sabe o que é interessante? A permissão de comprar armas legalmente nos Estados Unidos é bem mais fácil do que comprar maconha (prefiro entrar no mérito desta discussão em outra ocasião), ou seja: é mais fácil comprar uma arma e causar um massacre, do que comprar maconha e ficar chapado no meio da rua, falando sozinho. Todas as armas estavam registradas no nome da mãe.

Sim, é fácil comprar arma aqui nos Estados Unidos. E quer saber o maior motivo da quantidade de massacres ser aqui nos Estados Unidos? São dois: o sistema de saúde é uma porcaria e quase qualquer pessoa pode comprar uma arma. Como apontado em outro artigo:

Obama disse que o controle de armas não é a única solução para o problema e que é importante que as pessoas tenham acesso mais facilitado a tratamento mental —‘pelo menos tão fácil quanto o acesso a uma pistola’.

Um problema seria o tratamento inadequado às vítimas de problemas mentais. Pior é existir toda uma teoria imensa aqui na América do Norte de que a psicologia não serve para nada. Quem está certo? Eu prefiro ficar na ciência da psicologia, seus anos de estudo e pesquisa, a ter de acreditar em museu yankee que foi criado exclusivamente para provar que a psicologia é uma furada.

Dois pensamentos meus sobre uma visão para o fim dos massacres causados por civis no mundo: melhoria ou reforma completa no sistema de saúde mental e proibição completa das armas. Se eu fosse entrar no mérito sobre o direito de comprar armas aqui ou “devemos matar esses presidiários FDP”, eu causaria uma discussão na qual eu não quero entrar. Só para deixar claro: eu não concordo e jamais concordarei com pena de morte.

Leia também: Associação Nacional de Rifles culpa os videogames por massacre em Connecticut.

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Autor: Yeltsin Lima

Estudante de Publicidade e Propaganda, Web Developer, gosta de escrever sobre tecnologia e raramente (agora) sobre ciência. Não sabe escrever biografias, muito menos a própria.

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