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Morte no Metrô de Nova Iorque causa polêmica fotojornalística

Por em 5 de dezembro de 2012
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  • http://twitter.com/hasmodai Eduardo Aguiar

    Oi Gllson, legal o texto e ele reflete a minha opinião 100%. Eu acho que faltou falar do lado do fotografo em questão, uma vez que ele não ficou apenas parado fazendo as fotos, segundo o testemunho do próprio.

  • Edmilson_Junior

    Não sou fotógrafo mas se fosse registraria. Acho que algumas considerações muito importantes deixaram de ser mencionados no texto, o fotógrafo era o único no lugar? Se existiam mais pessoas no lugar a função dele é registrar pois não era o único no lugar que poderia se prontificar a ajudar. Ajudar colocaria em risco a integridade do fotógrafo? Se sim eu não exitaria em fotografar sem ajudar.

    • http://www.facebook.com/guidelfrate Gui Del Frate

      Quando estiver numa situação de perigo real, preferiria ver um fotógrafo largando suas coisas para tentar te salvar do que lhe fotografando, sem fazer nada, independente de ter mais gente ou não. Salve uma vida e seja reconhecido pela sua bravura. Salve uma foto e viverá, pelo resto da vida, sustentando o peso da morte de alguém que poderia ter tido um destino diferente.

      • Edmilson_Junior

        Seguindo o mesmo raciocínio vamos entrar naquela velha história da fome das crianças na Africa, Teoricamente as pessoas deveriam preferir ajudar às outras à ter prazeres fúteis como um smartphone de 2 mil reais. Quantas vidas poderiam ser salvas com este valor? Ninguém ajuda outra pessoa pelo bem da outra e sim para se sentir bem, ou deixar de se sentir mal. A diferença é ver ou não a outra pessoa morrer. A omissão é a mesma. Prefiro ser realista do que viver num mundo em que todos se dizem altruístas mas quando a coisa aperta mostram quem realmente são. Como o caso desta semana no Espirito Santo.

        • Cesar Camargos

          Ao comprar o smartphone você esta distribuindo o seu dinheiro com milhares de pessoas. Acaba sendo usado para por comida na mesa de alguém.

          • Edmilson_Junior

            Ao não tentar salvar alguém você acaba preservando a vida de alguém, a própria. Mas não proporcional à necessidade. No fim é uma questão do quanto aquilo ou aquela pessoa é importante para você.

          • Marcio

            Deixar de salvar uma vida para não colocar em risco a própria é moralmente correto e até racional, agora se foi com o propósito de simplesmente tirar uma foto, isso tem nome, chama-se egoísmo. A vida é valiosa em todos os sentidos, não depende do quanto aquilo ou aquela pessoa é importante para si, se vc tiver a oportunidade de salvar alguém (não importa quem seja) sem colocar em risco a própria integridade, então apenas faça!!! O mundo está cheio de pessoas individualistas, não seja mais um no meio dessa multidão, cara…

          • Edmilson_Junior

            Sua lógica é incorreta pois baseia-se no egoismo e egocentrismo humano que diz que a vida humana é mais valiosa que a de qualquer outro ser. Um humano morto = alimento para bilhões de formas de vida, um humano vivo = estas formas de vida com menos alimento e menos vidas geradas. Ali no caso se ele tentasse salvar o cara ele colocaria em risco a própria integridade.

          • Marcio

            Muito interessante esse seu raciocínio. Então se eu estiver diante de uma pessoa correndo risco de vida, mesmo sabendo que posso salvá-la sem colocar em risco a minha, ainda assim devo deixá-la morrer, primeiro porque salvando-a eu estaria sendo egoísta e egocêntrico e segundo porque um humano morto = alimento para bilhões de seres vivos (bactérias, imagino eu). Realmente, eu não entendo a sua “lógica” muito menos aonde quer chegar com essa opinião…

          • Edmilson_Junior

            “A vida é valiosa em todos os sentidos, não depende do quanto aquilo ou aquela pessoa é importante para si” Salvar a vida de alguém na maior parte dos casos expõe os dois ao perigo. Impedir alguém de atravessar a rua estando ao seu lado é uma coisa, correr para tira-la da frente do veículo é outra. Ultrapassar a linha de segurança para tirar alguém dos trilhos seria por a própria vida em risco. Salvar alguém se afogando, salvo com o treinamento apropriado, é arriscar a própria vida pois os instintos de sobrevivência da “vítima” se atiram e ela se pendura no que puder, incluso seu salvador, podendo até mesmo afoga-lo sem pensar duas vezes, e de forma totalmente instintiva, se isto for lhe dar uma chance maior de sobrevivência. Então sim, eu prefiro me manter seguro na maior parte dos casos. E quanto às formas de vida depende de onde a morte ocorreu, podem ser grandes animais ou pequenos animais, ainda assim é mais um dia de vida para aquelas formas de vida, oque em alguns casos pode ser a totalidade do seu tempo de vida.

          • Marcio

            Veja bem, quando eu disse que a vida é valiosa em todos os sentidos não quis com isso afirmar que devemos agarrar a toda e qualquer oportunidade de salvar alguém não importando os riscos, tanto é assim que logo adiante fiz a ressalva “sem colocar em risco a própria integridade”. É evidente que nenhuma pessoa comum deve arriscar a própria vida para tentar salvar a de outra. Por outro lado, continuo não entendendo e muito menos concordando com essa sua afirmação de que minha lógica é incorreta por se basear no egoísmo e egocentrismo. Desde quando salvar a vida do seu semelhante é ser egoísta e egocêntrico? Desde quando isso é querer afirmar que a vida humana é mais valiosa que a de qualquer outro ser? O fato de uma pessoa morta servir de alimento para outros seres vivos também não justifica nada, uma vez que cedo ou tarde um dia isso irá inevitavelmente acontecer pois ninguém vive para sempre.

          • Edmilson_Junior

            Se a sua lógica não for antropocêntrica então devemos parar todas as construções em áreas não urbanas pois inevitavelmente iriamos causar a morte de animais e plantas pelo simples prazer de morar em um lugar diferente, nada mais de matar insetos pelo simples fato da tentativa de coexistir, como mosquitos de banheiro e aranhas. Também devemos parar o confinamento abate em escala de animais e plantas e deixar que a vida siga seu curso, cada um caçando e colhendo oque comer. No fim o ser humano sempre se colocará em primeiro lugar, é fato. Eu pelo menos sou sincero quanto a isto.

        • http://www.facebook.com/guidelfrate Gui Del Frate

          Fome das crianças da África é um discurso piegas por demais. Um erro não justifica o outro e a situação é completamente diferente: você está na frente de uma pessoa prestes a morrer e tem a opção de tentar salvá-la e bater uma foto. Pra me sentir bem ou salvar uma vida, a primeira opção é infinitamente mais correta e ética. Colocar na balança uma foto e uma vida e optar pela foto é deplorável, mesmo que você tente aquietar sua consciência pensando que ninguém faz nada pelas crianças da África. É o princípio básico do comodismo e do egoísmo.

          • Edmilson_Junior

            A noção de correto e ético depende de quando e onde estamos. como respondi para o Cesar no fim é uma questão do quanto aquilo ou aquela pessoa é importante para você.

          • http://www.facebook.com/guidelfrate Gui Del Frate

            Apenas torça para nunca precisar da ajuda de alguém como você.

  • http://www.facebook.com/gustavo.h.bresolin Gustavo Bresolin

    Pois é, eu já tentei registrar um incêndio em uma casa próxima a minha, mas confesso que ao chegar no local fiquei constrangido e travei, não consegui fazer a foto, pois pensei que se fosse comigo, não gostaria de ver alguém registrando um momento tão triste.

    • http://www.facebook.com/people/Juliano-Rodrigues/100001810787579 Juliano Rodrigues

      Concordo com vc, para responder esses tipos de questões é só perguntar para si mesmo, “e se fosse comigo? “.

    • http://www.facebook.com/people/Erickson-Leon/556561563 Erickson Leon

      Por isto que existem profissionais.

  • http://www.facebook.com/guidelfrate Gui Del Frate

    Eu acho que se trata, simplesmente, da ética do indivíduo, não de ser ou não profissional. É mais pessoal que qualquer outra coisa. Quando uma foto, um furo jornalístico ou qualquer outra profissão, seja pela fama ou pelo dinheiro, passa a valer mais do que a vida de uma pessoa, o profissional tem que rever, seriamente, seus valores éticos e morais pessoais.

  • http://erickmendonca.com.br/ Erick Mendonça

    Não sei o que aconteceu, mas acho que se ele podia salvar a pessoa (e não correr risco ele mesmo no processo) e não o fez então isso denota um mal caráter ou uma reação falha, que ele pode ter se arrependido depois de tal.

    No caso comentado da criança morta na feira, eu também não faria a foto, por ética e empatia à mãe, mas já não veria tanto problema com quem fizesse a foto. Não havia mais chance de salvar a vida da criança, afinal.

  • http://erickmendonca.com.br/ Erick Mendonça

    Sobre o mercado, acho que não tem jeito, né? Justificar seus atos só porque eles geram receita é muito comum em criminosos. Cada um tem de pensar o que serve para si.

  • http://twitter.com/maumontel Mauricio Montel

    Conhecia a história do Kevin Carter e depois vim a ler o Livro Clube do Bang-Bang, só acho estranho criticarem uma pessoa que tem uma profissão:”fotógrafo”, no caso um foto-jornalista de guerra, e colocar nele a culpa do mundo inteiro por não ter feito nada qto a criança, ele fez o trabalho dele da melhor forma possivel e aí ele precisava ser crucificado.

    Ninguém pergunta para um jornalista que esta cobrindo uma guerra porque ele não tenta intererir e ver se consegue um tregua entre os dois lados.
    Porque a Globo coloca seus reporteres cobrindo ações nos morros no Rio de colete usado qdo cobrem guerra, pede pra eles levantarem uma bandeira branca e pedirem pros bandidos abaixarem as armas.

    Não vi sequência de fotos desse incidente do metro, mas na foto que esta rodando mostra todos no começo da plataforma, pela história que li tentavam sinalizar para o condutor diminuir então além do fotografo tinha mais gente que poderia ter tentado ajudar a subir. Uma médica que estava tb na plataforma disse que só fez uma parte da ressucitação, só a massagem cardiaca, pois ele estava sangrando pela boca, mas ela não ia arriscar pegar qq doença e tentar salvar uma vida.

  • Cesar Camargos

    Se fosse o fotografo que tivesse caído nos trilhos, ele iria tirar fotos do trem vindo ou tentaria sair dali? Acredito que isto responde a pergunta.

    • http://www.facebook.com/guidelfrate Gui Del Frate

      Perfeito. Fazer o melhor pra si desprezando a vida dos outros é o primeiro passo para ser uma pessoa desonesta e egoísta.

    • http://www.facebook.com/people/Erickson-Leon/556561563 Erickson Leon

      Se fosse um bom profissional, tiraria fotos, é claro.

    • http://twitter.com/maumontel Mauricio Montel

      Qduando a tv usa imagens da filmadora do cinegrafista que foi abatido a tiros numa zona de guerra ou numa operação policial é diferente? Acho sim que se ele realmente for um fotografo, e não apertador de botão de iPhone, ele vai tirar suas ultimas fotos mesmo estando nos trlhos sabendo que serão suas ultimas e poderão ser publicadas.

  • Keaton

    Sistema para parar os trens em caso deste tipo de “acidente”* nada, né?

    *”acidente” porque neste caso não foi bem um acidente.

    • Mauro Moraes

      Já ouviu falar em um negócio chamado inércia? Pois bem… você em teoria consegue travar um trem “no ato”, de forma que ele não se mova nem mais um centímetro. Você pode parar o trem, mas não pode lutar com a inércia. De acordo com o contexto do fato tratado na matéria, e juntando a sua sugestão, caso fosse colocada em prática, você pararia o trem e salvaria um cidadão caído sobre os trilhos. Só que se por um lado você salva uma pessoa fazendo isso, a tal da inércia vai jogar todo mundo de cara no chão/janelas/apoios/suportes. Em resumo… você deixou de atropelar um pra matar um monte lá atrás!

      • Keaton

        Sim, já ouvi falar em inércia. Mas se você cria um sistema burro que trava o trem e mata os passageiros, a culpa e incompetencia é só tua.

        No sistema que eu estava pensando existe a desaceleração gradual do veiculo. Já ouviu falar em desaceleração, não é? Teria de ter algo que indicasse que uma pessoa caiu no trilho do trem, algo como uma camera que checasse o trilho direto.

        Mas levando em conta que este tipo de acontecimento não é incomum, acredito que uma coisa simples possa resolver cerca de 99% desses problemas. Algo tão simples e estúpido que não sei o porque ainda não foi implementado. Já é usado a milenios em outras areas! Solução? O simples uso de GRADES de ferro com portas deve ser o suficiente para se diminuir o problema.
        Claro, implementar isso precisaria que os trens fossem adaptados para parar perfeitamente nas portas, mas o importante é salvar vidas, não?