Os melhores de 2012

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Quem acompanha o Meio Bit Games há algum tempo sabe que em dezembro sempre realizamos uma votação para eleger os melhores jogos do ano. O problema é que esta sistema estava fazendo com que muitas vezes o vencedor fosse aquele mais popular e não necessariamente o melhor, além de gera muitas reclamações sobre o game favorito de algumas pessoas não estarem disponíveis para votar.

Após conversar com o pessoal do blog e pensar um pouco sobre como tornar a premiação mais interessante para o leitor, cheguei à conclusão de que o melhor seria elaborar uma lista própria, mas como não joguei todos os principais lançamentos do ano, quero deixar claro que Os melhores de 2012 do MBG é uma opinião bastante pessoal, abordando apenas os títulos a que tive acesso e que me agradaram, e quando o último mês de 2013 chegar, talvez as categorias citadas naquela lista nem seja as mesma que mencionarei aqui.

Desta forma acredito que a seleção se tornará mais útil a você leitor, podendo até servir para lhe tirar uma eventual dúvida sobre adquirir ou não queira um determinado jogo e claro, o convido a deixar um comentário sobre o que acha dos escolhidos e/ou deixar sua lista com os games que mais gostou neste ano.

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A tarefa da Telltale não era fácil, transformar uma das franquia mais adoradas da atualidade em um adventure, gênero que nunca foi conhecido por ter um forte apelo às massas. Mesmo assim, quando o estúdio lançou o primeiro capítulo do The Walking Dead, ficou evidente que estávamos diante de uma joia rara capaz de nos oferecer gráficos belíssimos, muito suspense e uma história cativante.

Há de se dizer ainda que grande parte do brilhantismo do jogo está na maneira como cada decisão a ser tomada nos coloca numa inquietante encruzilhada, invariavelmente sem que uma das escolhas seja a correta e nos fazendo ter que conviver depois com sacrifícios que não gostaríamos de ser os responsáveis.

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Sleeping Dogs é um jogo cheio de qualidades. Apesar de sua batida história sobre um policial disfarçado, seu desenvolvimento é muito interessante, mostrando os conflitos psicológicos que o protagonista encara.  Sua jogabilidade também merece destaque, especialmente em se tratando dos combate corpo-a-corpo, que nos lembra inclusive dos tempos áureos dos beat ‘em ups, porém, não há como ignorar a bela Hong Kong recriada pela equipe da United Front Games.

Passear pelas ruas da cidade é uma experiência extremamente gratificante, mesmo quando estamos embaixo de um sujo viaduto ou nos esquivando pelas feiras do lugar, cheias de barraquinhas de comida, produtos eletrônicos e CDs piratas. No entanto, há ainda pontos mais bonitos, como a costa, templos e o centro, cheios de prédios futuristas, ou seja, se tem uma coisa que não falta em Sleeping Dogs é lugares a serem conhecidos.

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Se você está decidido a deixar o sedentarismo de lado e possui um Kinect, a melhor dica para este ano é adquirir o jogo Nike+ Kinect Training. Funcionando basicamente como um Personal Trainer, com ele você eliminará a necessidade de ir a uma academia ou gastar pequenas fortunas com a contratação de um professional, podendo melhorar sua forma sem sair de casa.

É claro que algo assim exige uma certa disciplina do usuário, que não poderá cair na tentação de “faltar a aula”, mas com os comentários dos professores virtuais sendo feito em português e o detector de movimentos servindo para verificar se você está realizando os exercícios da maneira correta, está aí uma excelente ferramenta para tornar sua vida um pouco mais saudável.

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Journey pode ser descrito como uma interessante experiência casual ou mesmo uma viagem transcendental com um certo teor religioso, mas o fato é que após encarar a obra-prima de Jenova Chen, se torna difícil não aproveitar cada segundo da curta, porém simplesmente inesquecível, jornada que nos é proposta.

O jogo ainda se destaca por fazer com que os jogadores cooperem uns com os outros e por nos incentivar a jogar novamente e ajudar outras pessoas, além de contar com uma direção artística hipnotizante e uma jogabilidade simples, porém funcional.

Sem dúvida um conceito brilhantemente executado e que ficará marcado na memória de todos aqueles que tiverem o prazer de conhecê-lo.

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Vez ou outra o mundo dos games nos surpreende com algumas pérolas que teimam em permanecer desconhecidas da maioria, mas que tem o poder de conquistar aqueles que lhes dão uma oportunidade e Spec Ops: The Line é um desses casos.

Em sua essência a criação da Yager pode não se diferenciar muito do que estamos acostumados a ver nos inúmeros jogos de tiro em terceira pessoa lançados todos os anos, mas quem teve o prazer de jogá-lo encontrou um dos enredos mais maduros e competentemente contados através de um jogo eletrônico.

Com uma narrativa bastante parecida com a do filme Apocalipse Now, a história do game tenta passar ao jogador as atrocidades cometidas em uma guerra, fazendo com que ele tenha até mesmo com que ele tenha um propósito educativo e por isso, se você estiver apenas procurando um jogo onde possa descarregar sua arma em inimigos sem precisar pensar muito nas suas atitudes, talvez seja melhor procurar em outro lugar.

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Os fãs da franquia da Blizzard que me desculpem, mas eu esperava muito mais do que terceiro Diablo pôde me proporcionar. Não que o jogo seja ruim, longe disso, mas sendo desenvolvido por um estúdio detentor de um histórico praticamente irretocável e com a possibilidade de podermos ver como ficaria um novo game utilizando a tecnologia atual, eu imaginava que o Hack and slash conseguiria me prender mais.

Talvez o principal fator para me fazer ter perdido o interesse por ele ainda cedo seja a falta de um maior nível de personalização na árvore de habilidades dos personagens, mas o fato é que o jogo que tinha tudo para ser o grande lançamento do ano acabou gerando muita indignação em boa parte daqueles que o adquiriram e para piorar ainda mais a situação, até o momento os responsáveis não acenam com expansões que poderiam corrigir alguns dos equívocos visto no game design do Diablo III.

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Desde a primeira vez que vi detalhes do Dragon’s Dogma gostei da sua proposta. A princípio imaginei que o jogo da Capcom seria uma versão melhorada do Monster Hunter, então veio sua demo e embora ela acontece apenas em um local fechado, gostei da jogabilidade. No entanto, foi somente ao encarar a versão completa que pude me dar conta da grandiosidade e complexidade do título.

Dragon’s Dogma é um RPG de ação da melhor qualidade, permitindo que o jogador esculpa seu personagem com as características que julgar melhor e oferecendo um enorme e detalhado mundo para ser explorado. No fundo acho que foi a imersão propiciada pelo game que me cativou de uma maneira como há muito tempo não acontecia e explorar o lugar por si só já é uma experiência que merece ser vivida.

Some a isso um excelente modo online que aproveita um pouco da ideia do Demon’s Souls, uma dificuldade que pode ser bastante desafiadora em alguns momentos e conteúdo suficiente para lhe manter ocupado por muitas dezenas de hora e pronto, está feito não apenas o melhor jogo de 2012 na minha opinião, mas um dos melhores dessa geração e que infelizmente poucos parecem ter experimentado.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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