Moscow, we have a problem

rocky

Imagine a situação: Você está tranquilo em sua Dacha, depois de um treino de Karatê, relaxando com uma vodca apimentada, na hidromassagem, com duas prostitutas do Cazaquistão (as mais limpas da europa oriental) quando entra um assistente, desesperado:

“Perdemos contato com todos os nossos satélites E com a Estação Espacial”

O sujeito levantaria correndo, peladão iniciando os protocolos contra invasão alienígena, mas não foi nada disso.

Dia 14, horas depois de um lançamento bem-sucedido, o Controle da Missão em Moscow perdeu contato com todos os satélites civis em órbita. Uma investigação descobriu que não foi culpa de alienígenas, nem dos malditos imperialistas ianques nem de algum livro do Tom Clancy.

Um infeliz, provavelmente operando uma escavadeira, cortou o cabo de fibra conectando o Controle da Missão ao resto do mundo.

As estimativas de conserto foram feitas com certeza tendo em base a eficiência estatal soviética: 48 horas. Felizmente alguém rodou o czar e os reparos já foram feitos.

Nesse meio-tempo os satélites ficaram sem receber comandos, o que poderia significar tragédia, caso precisassem de uma mudança de rota de emergência, por causa de lixo espacial.

Eu já vi um caso parecido acontecer aqui, mas no Brasil até entende-se. O cabo de fibra estratégico ligando um Comando Militar foi rompido. O cabo reserva passava no mesmo conduite, por questão de economia. Rodou também.

O mais assustador dessa história toda é que a infraestrutura espacial de um país inteiro seja vulnerável a um sujeito com uma tesoura, ou uma katana, se você quiser ser dramático. Qualquer datacentre com hospedagem de US$9,90 tem redundâncias triplas com vários backbones, e os caras não tinham um link de backup?

Fonte: QZ

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Orador dos Mortos

    “As estimativas de conserto foram feitas com certeza tendo em base a eficiência estatal soviética”

    Isso aconteceu nos anos setenta?

    • Se eu te responder tendo em base a diplomacia viking estarei no início da idade média? É tão difícil assim NÃO SER LITERAL?

    • Rodrigo Fante

      Exato, todo mundo sabe que fazem 3 anos que eles atualizaram toda sua tecnologia e hoje esse tipo de reparo não leva mais que 36 horas.

  • 48 horas às cegas!!!! Ahh, mas são os russos? Então tá ok, né? 😀