Piratas Gastam Mais com Música, Cadê seu Deus Agora, RIAA?

Stupid RIAA is Stupid

Eu não vou falar o quanto a RIAA, a toda-poderosa indústria do copyright de música, vive em um universo paralelo, por que o Cardoso já fez isso muito bem. Mas, em se tratando deles, a fonte de piadas prontas é inesgotável.

Uma pesquisa da Universidade de Colúmbia constatou que quem compartilha arquivos gasta 30% mais com música do que quem não.

A RIAA não gostou do resultado e resolveu colocar seu próprio time em campo, que chegou a conclusões deveras divertidas.

Ontem, Joshua Friedlander, vice presidente de pesquisa e análise de estratégias, deu uma declaração de que os piratas certamente não compra mais música por que eles baixam música.

Segundo ele, a explicação é simples: os piratas têm mais interesse em música do que o consumidor comum.

“Na verdade, a comparação é injusta, já que estamos comparando pessoas interessadas em música com aqueles que não tem interesse algum. Claro que quem tem interesse em música compra mais.”

Pausa para rir…

A menos que eu tenha perdido completamente minha capacidade de interpretação de texto, o cara disse que piratas NÃO gastam mais com música por serem piratas, mas sim por terem mais interesse em música.

Em bom português: quem não baixa música gasta menos do que quem baixa… mas não foi isso o que a pesquisa inicial constatou?

Mas a coisa não para de melhorar, a pesquisa encomendada pela RIAA constatou que piratas gastam 40% mais com música, contra os 30% da pesquisa anterior.

Como toda boa pesquisa precisa de tabelas, aqui vai a da RIAA, que deveria comprovar que pirataria faz o menino Jesus chorar.

Estatísticas

A tabela só reforça a piada como um todo:

Piratas gastam praticamente a mesma soma (1 dólar a menos) com CDs, mas gastam mais em todos os outros itens, chegando a mais do que o dobro no quesito camisetas de bandas e afins (merchandise, em português).

Russ Crupnick, o coordenador da pesquisa, declara, mesmo depois de olhar para a tabela acima:

“Estamos dizendo que piratas aumentam o consumo de camisetas ou ingressos para shows? Claro que não, isso seria idiota”.

Caso encerrado.

Via Torrent Freak

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Autor: j. noronha

Blogueiro em tempo integral e gênio nas horas vagas.

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  • Noronha, o cara da RIAA tá certo. Quem baixa música tem mais interesse em música do que quem não baixa.

    O problema da RIAA é outro. É que esse cara interessado baixa grátis a música ao invés de comprá-la.

    Esses caras eram o filé da indústria no século XX. Hoje não são mais.

    • A questão é que hoje eles ainda gastam mais do que os outros, mesmo baixando, antes a única opção era comprar para ver se gostava, o que elevava a venda de porcarias. Mas eu estava lendo outra questão, hoje o pessoal está mais interessado em compartilhar e gastar com vídeo, isso explica muito.

    • marcos.rodrigues

      Pois é. Tanto a RIAA está certa como as vendas de músicas estão caindo no mundo inteiro.

    • Tejobr

      Sim. O problema da RIAA é que ainda está colhendo arroz com foice, quando estamos na era das colhedeiras automatizadas.

    • Isso ainda está assim por que eles querem que todos comprem, mesmo sem conhecer o trabalho no qual tem um possível interesse. Conheço muitas pessoas que tem “toneladas” de músicas e nem as ouve, baixam por baixar, nunca pagariam pelo trabalho dos artistas, mesmo gostando.
      Enquanto eu baixo o álbum que estou querendo conhecer, se gosto compro se não gosto apago (faço o mesmo com os games); E com o dinheiro que não gastei comprando porcaria compro camisetas e afins.

      • Bruno

        Sem falar que podiam ganhar vendendo bonequinhos cartunizados, como daqueles da Coca Cola da copa de 98.
        Bom marketing esse. Devia voltar.

  • arakawa

    Impressão minha ou os caras somaram 2 vezes o subtotal no total? O_O

    • Rodolfo Bendinelli

      Pois é. Muito estranhas essas contas. O Subtotal foi SOMADO com os demais ítens, e ainda por cima ambas somas tão erradas. O primeiro Grand Total deveria ser $192 e o segundo $268.

      • Deveria dar $138 o primeiro, e $206 o segundo. Aparentemente eles somaram 2x o subtotal…

        • Rodolfo Bendinelli

          Tem coisas que só a RIAA faz por você.

    • Somaram mesmo…

  • Cadê o DORI PRATA agora???

    • O que que eu tenho a ver com isso? Ah, sim! Você dirá que quem baixa jogo pirata são os que mais compram, né?
      Pois o pessoal da SI parece mão concordar muito com isso. http://meiobit.com/110939/estdio-diz-que-proteo-contra-pirataria-lhes-permitiu-crescer/

      • Um exemplo não é estatística….

        • O ponto não é este, só quis mesmo dar um exemplo e mostrar que a ideia de que a pirataria não fere a indústria é algo no mínimo discutível.
          Além disso, acho que dizer que quem compra mais música/filme/jogo são os que baixam pirata também é algo um tanto questionável, pois há aqueles que baixam porque não querem pagar pelo produto e os que baixam para conhecer e depois acabam comprando, o que em alguns casos considero sem sentido, mas enfim.
          O que quero dizer é que notícias como essa sempre me passam a impressão de que quem não usa pirataria não movimenta a indústria.

          • Rodrigo Fante

            Eu concordo com Dori nesta, jogos e músicas são coisas diferentes, daqui a pouco vamos dizer que quem rouba mais carro, compra mais, cada categoria tem comportamentos e situações diferentes.

            Eu acho que o download pirata ajuda muito o mundo da música, filmes e seriados, já no que se trata de jogos, pelo que vejos de conhecidos, os que pirateiam compram muito menos do que eu e outros como eu que apenas compram os jogos e nunca baixam pirata.

          • Já eu costumo quase sempre piratear, jogar e se o jogo valer a pena e tiver uma promoção eu compro (se o jogo for espetacular eu nem espero nada).

          • Rodrigo Fante

            Se valer a pena e se tiver promoção, isso já diz muita coisa.

          • Ainda tem aqueles que baixam por que não existe um meio de comprar o produto, por exemplo, na epoca do snes, eu baixei a rom do chrono tridger por que não havia disponibilidade de compra em nenhum loja nacional. Claro que não deixa de ser errado, mas se tivesse um meio de comprar o jogo, com certeza eu tinha comprado. Isso vale pra muitos animes, que quando chegam no ocidente, anos depois, chegam distorcidos por usarem a tradução norte americana, pra amenizar a pornografia e violencia. Pra mim e o seguinte, torne facil a compra, e com preço justo que quase todo mundo paga, tem sempre uns espertinhos sem etica nenhuma, mas tem gente que realmente quer apreciar um determinado produto e a industria do mesmo impõe varias barreiras.

          • Rodrigo Fante

            Até entendo e de certa forma concordo com você, mas se for analisar essa é a ponta do iceberg, os blockbusters, são muito pirateados e estão largamento disponíveis, esse tipo de gente que pirateia jogos com preço justos no Steam dificilmente comprará algo.

  • Tejobr

    Opa! Para o trem!

    “Na verdade, a comparação é injusta, já que estamos comparando pessoas interessadas em música com aqueles que não tem interesse algum. Claro que quem tem interesse em música compra mais.”

    Essa frase virou uma salada. Me parece um “vai que cola”!

    Estão comparando P2P User com Non-P2P user ou com quem não tem interesse algum em música?

    P2P User = mais interesse em música
    N-P2P User = quem pode afirmar se tem mais ou menos interesse?
    Pessoas sem interesse algum = não compram música, portanto, estão de “gaiato no navio”.

    Isto está beirando a filosofia.

    Estou imaginando neurônios queimados na RIAA.

  • Isso não é um gráfico, é uma tabela.

    O P2P permite acesso a uma quantidade maior de músicas, portanto aumenta a chance de compra daquilo que agrada.

    Seria mais interessante investir em sistemas mais eficazes de distribuição de música do que combater a pirataria, que nunca vai acabar, quem não quer pagar, não vai pagar. O importante é atender bem aqueles dispostos a pagar, de forma simples, rápida e descomplicada. Você deve estar sempre a apenas um clique do seu conteúdo.

    As pessoas querem um serviço cômodo que demande o mínimo esforço possível. O conteúdo deve estar 100% do tempo disponível para o cliente, sem barreiras entre você e o que você quer consumir. Dessa forma as pessoas vão pagar, do jeito que era (e ainda é na maioria das vezes) o sistema de distribuição da pirataria é muito mais inteligente.

    • My bad, corrigido para tabela.

    • Bruno

      iTunes, Spotify. Pode fechar.

  • Vamos começar do básico do básico do básico.. O que você vê ali é uma TABELA… isto NÃO É UM GRÁFICO.

    Para estudo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A1fico

  • Xultz

    Esses dias atrás estava lembrando, teve uma época que comprava muita fita pirata em camelô da rua. O motivo era simples: eu comprava a fita por 1 real prá ver se o disco era bom, se fosse, comprava o disco/CD. Provavelmente gastei mais com CDs por causa disso do que se não houvessem as fitas piratas.

  • Sou fã de várias bandas de Rock, Heavy Metal e muitos outros estilos. Tenho várias camisas oficiais, tenho alguns bonés (que não uso), mas nunca comprei um CD original ou comprei um download.

    Tenho aproximadamente 4700 músicas no meu PC e no smartphone. Acho que gastei mais com camisas, ingressos e bonés do que comprando essas 4700 músicas.

  • Essa questão de pirataria é quase que filosofia, ou psicologia do capeta… Na juventude quando não tinha dinheiro pra gastar, eu comprava música a rodo, K7 e vinil, e copiava e fazia umas fitas com as melhores, pois de um vinil de 10 músicas em geral aproveitava-se 2 ou 3. Os jogos de computador e videogame eram caros e pior do que serem caros as vezes eram impossíveis de serem adquiridos, então trocávamos entre si, alugávamos na video-locadora ou íamos aos fliperamas, pois a pirataria na época era quase impossível (jogos em fita K7, azimuth, fitas TDK Chrome e muita magia negra).
    Com o tempo, e a entrada de dinheiro no bolso as coisas foram mudando um pouco… nunca mais comprei música, pois pagar um alto valor num CD de 14-20 músicas pra só prestarem 3 ou 4 estava fora de cogitação (Download Forever). Jogos de video-game e computador, ficaram mais práticos e fáceis de piratear, então a festa era boa… passava na frente a gente copiava, só que de verdade aproveitava uns 10% pra jogar os quais depois que se mostravam realmente maneiros, acabava por comprar pra ter a embalagem a instalação oficial e aquele lance de que era dono do jogo e usufruir do algo mais da versão paga. Bem como a facilidade pra reinstalar quando trocava de PC (Keygen, mutretas pra fazer rodar sem CD, travas mirabolantes, Cracker´s obscuros baixados do Astalavista, never more). Os outros 90% apagava para poder copiar outros jogos.
    Atualmente, não sou milionário pra gastar a vontade, mas digo-lhes que atualmente nos PC´s de casa, tablet´s Android, Wii e XBox não tenho nada pirata. Tudo 100% oficial e pago / registrado. Até o Win dos PC´s e o Office é registrado.
    O grande lance entre as duas abordagens e os dois mercados é o que muitos dizem por ae, mas que somente a indústria da música ainda não entendeu: Ela precisa se adaptar e mudar o modelo de negócio. Encaixotar 20 músicas a preço de ouro, quando o cara só quer uma ou duas é suicídio. O cara vai baixar o MP3 da rede!
    A indústria de software adaptou-se, criou Shareware, Freeware, Freemium e até mesmo se beneficiou da pirataria para aumentar a penetrabilidade (ui!) do software.
    Em minha opinião essas pesquisas estão fazendo a pergunta errada. A questão na verdade é saber o que o cliente quer, qual a real necessidade dele e como melhor atendê-la.

  • Quando foi lançado starcraft 2 eu baixei a versão pirata para ver como era, eu gostei tanto do jogo que acabei comprando o original!

  • A RIAA ganharia muita grana com os piratas, só que não sabe como chegar nesse público. E também não sabe como chegar nos não-piratas.

    RIAA FAIL.

  • Diogo Lima

    Mas os “piratas” baixam mais música por isso se interessam mais, ou se interessam e por isso baixam mais música?
    Acho que o que a RIAA quer dizer é que eles poderiam estar gastando mais ainda se não baixassem de graça.

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