Educadores discutem a importância dos games no ensino

dori_kidst_29.10.12

No último dia 25 aconteceu no MIT a EmTech, uma conferência voltada para tecnologias emergentes e nela foi realizada uma palestra onde educadores e especialistas em tecnologia discutiram sobre como os jogos eletrônicos podem melhorar a maneira como os alunos aprendem na escola.

De acordo com os palestrantes, parece não haver dúvidas de que quanto mais engajadas as crianças estiverem, mais fácil é ensiná-las e os games podem ter um papel fundamental neste processo. Um exemplo citado foi uma experiência realizada pela fundação One Laptop Per Child, que deixou alguns aparelhos em vilas isoladas na Etiópia e não deram instruções de como usá-los. Os laptops possuíam alguns livros, aplicativos e jogos, e após alguns meses as crianças já haviam aprendido o alfabeto e até mesmo músicas.

O problema não é a educação ou as escolas – é o aprendizado,” afirmou Nicholas Negroponte, presidente da OLPC. “A bifurcação na estrada é a diferença entre saber e entender. Nós testamos as pessoas sobre o que elas sabem, mas elas podem não entender nada.

Uma das organizações que vem tentando explorar esse lado dos games é a Institute of Play, os utilizando para ensinar crianças na cidade de Nova York e contando com a ajuda da Electronic Arts para tentarem descobrir como avaliar o conhecimento adquirido através dos jogos. Segundo Brian Waniewski, diretor da instituição, “os jogos criam a necessidade de aprendermos e com eles descobrimos coisas conforme progredimos em direção ao objetivo.

Na minha opinião este movimento é extremamente válido e na verdade penso até que os games como ferramenta de ensino são menos explorados do que deveriam. Além do fato de muitos de nós termos aprendido uma segunda ou terceira língua para entender o que se passava nos games ou mesmo termos nos interessado por assuntos que talvez não despertassem nossa atenção de outra maneira, basta colocar qualquer criança diante de um jogo educativo para ver que como ela consegue se virar quase que por instinto, aprendendo a mensagem que lhes é passada e com muito mais interesse do que vemos numa sala de aula tradicional.

[via Scientific American]

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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  • O problema maior não é levar o videogame para a sala de aula. Fileiras de carteiras de frente para uma lousa são o ambiente certo para a educação conservadora e livresca dos séculos passados. A própria relação professor aluno precisa de um tipo de upgrade, não funciona mais aquela filosofia de disciplina e intimidação pelo poder. O video game como ferramenta educacional pressupõe uma relação lúdica com o conhecimento que a escola nunca entendeu. Ninguém consegue brincar na presença do cara que faz chamada e dá nota. Tem que se retirar uma relação de poder de dentro da sala de aula para caber nela um video game.

    • Sim! Sou professor e concordo definitivamente com você, na minha escola felizmente tivemos progresso nessa questão… o problema maior agora, é que os computadores disponíveis só rodam joguinhos em flash extremamente leves 🙁

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