Usando Kinect para recriar Prometheus (CALMA!)

Não se preocupe, de forma alguma estou falando de repetir a experiência terrível que foi assistir ao balaio de gatos xenomorphos que Ridley Scott inventou, tentando criar seu próprio Avatar.

A recriação aqui é apenas de uma das tecnologias mostradas no filme, felizmente não daquele avançadíssimo robô cirurgião que era incapaz de operar mulheres mas não teve problemas em fazer uma cesariana.

Falo daqueles robôs que mapearam a construção alienígena, montando em tempo real um modelo da arquitetura mais tediosa do Universo. A idéia em si é excelente, pode ser usada em situações de combate, resgates, expedições arqueológicas e até no dia-a-dia. Imagine um Google Maps dentro dos prédios.

O protótipo foi criado, não pelas Indústrias Weyland, mas pelo Laboratório de Inteligência Artificial e Ciências da Computação do MIT.

Eles usaram um Kinect, um “laser” e sensores de movimento. Tudo combinado, vestido por um voluntário, mapeia em tempo real o ambiente, filtrando ruído e montando o modelo tridimensional do que está adiante. Se o sujeito volta por onde veio, o sistema detecta e utiliza os novos dados para refinar ainda mais o modelo.

Não é mostrado no vídeo, mas o protótipo já consegue lidar com ambientes de vários andares, entendendo até o conceito de escada e elevador.

Uma última aplicação, antes do vídeo: Pense em como isso pode ser mão na roda pra criar mapas de jogos baseados em locais reais.

Fonte: PS

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Well Dias

    Aos poucos, estamos descobrindo coisas realmente interessante de se fazer com Kinect. Desta geração de video games, o que mais trouxe de interessante foram o Wiimote e o Kinect.

    • José Laurindo Chiappa

      Pois é… E onde está o gênio que vai juntar os dois , ie, a captura de movimentos do Kinnect com o reconhecimento de deslocamento do hardware do Wiimote, talvez até junto com feedback, tipo (num exemplo grosseiro) joystick que “treme” ? Exemplo típico, um jogo de futebol onde não só ele reconhece a sua movimentação, dribels, etc, mas aonde vc usaria no pé uma chuteira especial que te dá feedback quando vc “chuta” a bola, que reconhece se vc está chutando com 3 dedos , de chapa ou o que for….
      Nada disso exige hardware caro nem técnicas de software ultra-avançadas, é imho muito mais uma questão de juntar o que já temos ….

      • Xultz

        “E onde está o gênio que vai juntar os dois”
        Por que não você? Sério mesmo, não estou tirando sarro não.

        • José Laurindo Chiappa

          Acho que o impedimento maior aí é que, ainda que a minha visão fosse factível tecnicamente (eu acho que é), E que não apresente nenhuma demanda (de custo, de investimento homem/hora, etc) excepcionalmente alta (o que eu Também creio ser o caso), estamos falando de desenvolvimento Comercial (ie, algo feito para gerar lucro), então alguém tem que conseguir brigar com o pessoal de gerência pra os convencer que, além de ser algo tecnicamente factível de modo relativamente simples, a idéia é financeiramente viável, que vai ser aceita pelos consumidores, que vai gerar o Sucesso esperado, enfim…. Não basta ter a Visão correta – tudo começa por aó, ok, mas tem que conseguir implementar na real, tem que Convencer o mercado (começando pela tua Empresa que vai fabricar a coisa), tem que ter o toque correto de Marketing, tem que saber se promover – pra mim pelo menos, eu reconheço que quem consegue isso tem sim mérito… Infelizmente eu não tenho essa capacidade, então nunca vou dar o salto quântico e mudar meu status no mundo da tecnologia, mas espero ainda ver isso ser realizado, e quem conseguir eu respeitosamente tiro meu chapéu e concedo o status de gênio sim…

          • Xultz

            Eu acho que você está equivocado. É uma ideia inovadora, arrojada, demanda tempo e pesquisa. E ainda por cima tem que vender. Isto tudo você está certo. Mas pense comigo: desenvolver um computador para vender para usuários domésticos é uma ideia? Certamente que sim. Porém, há 30 anso atrás, era uma ideia de jerico. Não tinha nenhum cabimento, e não tinha quase chance nenhuma de dar certo. O lado bom é que a dupla Jobs/Wozniack ignorou isto tudo e abraçou a ideia, e o mundo nunca mais foi o mesmo.
            É provável que para cada ideia que faz sucesso, umas 100.000 dão errado. Porém, acho 10.000.000 de ideias sequer foram tentadas. Sendo que destas, muitas poderiam estar no topo e terem feito sucesso.
            A pergunta que faço é: em qual grupo você quer estar? Dos que tentaram, ou que sequer arriscaram?
            Invista inicialmente num lápis e algumas folhas de papel, e rabisque tuas ideias. Você não faz ideia de como este único momento pode mudar completamente o teu futuro (e investir 2 reais e algumas horas vale a pena).

          • Meu único porém quanto a ideia em si é que eu acho muito difícil de convencer os atuais jogadores de que é bom jogar PES/FIFA com você mesmo chutando a bola, ao invés do tradicional e consolidado controle.

            Creio que convencer a empresa é mais fácil do que vender a ideia pros jogadores.

          • Mario Neis

            ia responder exatamente isso, o problema sempre são os tabus, tudo que é novo “dá medo”

            e assino embaixo do que o Xultz disse ( putz agora me lembrei do personagem de guerra sombra e agua fresca…): invista no papel e no lápis,, nunca se sabe quando a “ideia boba” que tu teve hoje não vai ser a solução da tua lavoura no futuro hahaha ( ja me ocorreu mais de uma vez..)

  • Realmente Cardoso, tem bastante aplicações práticas o mapeamento e exploração de ambientes. Mais ainda se usada em conjunto com robôs (para aquelas tarefinhas onde é arriscado mandar os seres de carne).

    Meu TCC foi nessa área também, mas algo beeemmm mais simples (afinal, infelizmente não estudei no MIT):
    Usando vários robôs Lego Mindstorm e seus sonares para o mapeamento de ambientes internos (uma sala, por exemplo), e apresentando isso em uma “estação”.

    • Luiz Felipe

      Só se custar menos que 1mi por unidade, senão seres de carne é mais barato, estatisticamente falando.

  • Xultz

    Esse tipo de aparelho tem aplicações muito interessantes para o futuro. É uma pena que o mundo vai acabar em dezembro…

  • “Uma última aplicação, antes do vídeo: Pense em como isso pode ser mão na roda pra criar mapas de jogos baseados em locais reais.”

    Na primeira vez em que eu vi o kinect esta foi a primeira coisa que eu pensei que poderia ser feita. Minha idéia era criar um mapa de cs baseado na minha escola do segundo grau. Agora ela é real. E eu não patenteei. Devia ter uma mentalidade mais Apple e ficaria levemente rico (quando a idéia fosse comercializada).

    • Edmilson_Junior

      8 anos para uma patente e tem de apresentar protótipo funcional. No Brasil desista.

  • Augusto Costa

    “Imagine um Google Maps dentro dos prédios”. Já existe. Pelo menos nos principais museus de Nova York. Inclusive com navegação. Posso afirmar porque vi com meus próprios olhos. E usei.

  • “Pense em como isso pode ser mão na roda pra criar mapas de jogos baseados em locais reais.”
    Provavelmente os jogos militares deverão usar esse recurso! 😉

  • Joao1234

    Muito bom! Mas não precisa acabar com o filme :… Eu gostei muito, FILMAÇO! Melhor que Avatar!!

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