E se tudo a nossa volta não passar de uma simulação?

dori_sims_12.09.12

Lá pela metade do ano 2000 tive o meu primeiro contato com a série The Sims. Ver aqueles personagens seguindo suas rotinas virtuais era uma experiência única na época e a sensação de podermos influenciar a vida deles era estranho e ao mesmo tempo intrigante.

Então, como havia assistido o Matrix há pouco tempo, logo me veio uma ideia à cabeça: E se a minha vida – e a de todos a minha volta – não passasse de uma simulação, assim como nas obras dos irmãos Wachowski ou do lendário Will Wright? Se eu estava ali no computador brincando de casinha bancar Deus, porque não poderia muito bem ser fruto de um programa de computador? Parece um tanto absurdo, eu sei, mas é exatamente nisto que acredita Rich Terrile, cientista responsável pelo Centro de Computação Evolucionária e Design Automatizado na NASA.

Conforme disse em uma entrevista, o aumento na capacidade de processamento dos computadores significa que no futuro os humanos poderão criar seus próprios universos e simulações, e nem é a possibilidade de isso um dia acontecer que me deixa cabreiro, mas de já ter acontecido.

Neste momento os mais rápidos supercomputadores da NASA estão rodando ao dobro da velocidade do cérebro humano. Se você fizer um cálculo simples usando a Lei de Moore, descobrirá que para estas máquinas, dentro de uma década elas terão a capacidade de computar um ciclo de vida humana de 80 anos – incluindo todos os pensamentos concebidos nesse período – em apenas um mês.

Agora se prepare: Em 30 anos esperamos que um Playstation seja capaz de computar cerca de 10 mil vidas humanas simultaneamente em tempo real, ou cerca de uma vida humana por hora. Quantos Playstation existem mundialmente? Mais de 100 milhões, certamente. Então pense em 100 milhões de consoles, cada um deles contendo 10 mil vidas. Isso significa que nessa época, conceitualmente, você poderá ter mais humanos vivendo em Playstations do que vivendo na Terra hoje em dia.

Terrile usou então o Grand Theft Auto IV como exemplo, dizendo que podemos ver exatamente o que quisermos de Liberty City, quando quisermos e algo semelhante se aplica ao nosso universo, já que na mecânica quântica, as partículas não possuem um estado definido a menos que estejam sendo observadas e muitos teóricos gastam bastante tempo tentando descobrir o que explicaria isso, com uma das explicações sendo de que estarmos vivendo em uma simulação, vendo o que precisamos, quando precisamos.

Um tanto assustador não acha? Pois se tiver alguém aí do outro lado cuidando das coisas que eu faço, por favor, teria como evitar que algumas pessoas fiquem fazendo comentários estúpidos nos sites em que escrevo/frequento? Obrigado.

[via The Verge]

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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