[Review] Sony Xperia P: Um Android brilhante

O Xperia P é o mid-range da família NXT de smartphones da Sony. Com design bem similar ao dos irmãos U e S, ele tem um corpo “unibody” de alumínio, processador dual-core e câmera de 8MP.

O diferencial do Xperia P é a tela WhiteMagic, que promete ser mais brilhante que as demais. Será que faz diferença?

Hardware

O Xperia P tem um hardware que não impressiona mas que também não faz feio. O processador é um dual-core de 1GHz, ele vem com 1GB de RAM e 16GB de armazenamento.
A carcaça dele é de alumínio feito a partir de um bloco só – o já conhecido Unibody, mas o uso do metal não atrapalha a antena, que fica na parte inferior do aparelho, revestida por plástico.
Entre as duas partes, existe uma faixa transparente com os botões Voltar, Home e Menu.
É um design que não agrada todo mundo – há quem o ache muito quadrado, mas é certamente original.
Em uma das laterais do aparelho fica um alto-falante e os botões de liga-desliga, volume e câmera.

Smart Tags

Do outro, as entradas microHDMI, microUSB e a para o microSIM. A única entrada que não fica na lateral é a de fone de ouvido, que fica no topo.
Ficam de fora um slot para cartão de memória e uma forma de trocar a bateria – como tem sido comum, ela fica selada no aparelho.

O Xperia P também conta com NFC, que ainda não tem muita utilidade no Brasil…
Para dar algum uso à ele, a Sony vende as SmartTags: Etiquetas com NFC para gerenciar os perfis do aparelho. É útil em alguns casos (pra deixar no carro), mas fica difícil pensar em uso para cada uma das quatro que vêm no kit (vendido separadamente, R$75).


Tela

O Xperia P tem uma tela de 4″ com resolução qHD (540×960 pixels) com tecnologia LCD WhiteMagic.
Nas telas tradicionais, cada pixel é formado por três subpixels: um vermelho, um verde e um azul.
Na WhiteMagic, um subpixel “branco” se junta a esses três – ao contrário das telas PenTile, que tem um subpixel a menos, aqui temos um a mais.
Como esse subpixel branco bloqueia menos luz que os restantes, a tela se torna mais brilhante, sem precisar mudar nada no backlight – segundo a Sony, com o WhiteMagic, a tela emite o dobro de luminosidade que sem a tecnologia.
Outra possibilidade é ligar o backlight em uma intensidade mais fraca para continuar emitindo a luminosidade antiga, mas economizando energia.
Nas configurações do Android é possível escolher se o display será iluminado em sia plenitude ou no modo de economia de energia.

Xperia P ao ar livre, sob o sol.

Durante o uso, notei que mesmo debaixo do sol, a tela do Xperia P é bastante legível, o que é bastante raro em celulares.
O modo de economia de energia é um pouco mais escuro, principalmente em comparação com o “modo claro”, mas ainda assim nada que comprometa o uso. Só não notei nenhum grande efeito na bateria….

Talvez com exceção do HTC One X, que não tive a oportunidade de usar por muito tempo, o Xperia P tem uma das melhores telas do mercado. A reprodução de cores é boa e a alta densidade de pixels torna as fontes bem legíveis.
Talvez seja implicância minha com as telas que usam esquema PenTile, mas consigo ver uma grande diferença destas para o LCD usado no Xperia P.

Software

A Sony vende o Xperia P com o Android 2.3 com algumas customizações, mas surpreendentemente – e felizmente – elas não são muito intrusivas.
A integração nativa com as redes sociais segue a mesma regra da presente em outros aparelhos: Se você é heavy-user, não ative. Não é prático acompanhar tantas atualizações na interface da Sony. Os aplicativos para cada rede suprem melhor esse uso.
Mas uma coisa que gostei da integração do Xperia com o Facebook é que ele mostra as mensagens recebidas nessa rede social direto da tela de bloqueio, como se fosse uma SMS. Deslizou o alerta, abre o Facebook Messenger na mensagem recém-recebida.

Já no player de música, a integração com serviços web é o forte – é possível procurar vídeos no YouTube, ver mais informações na Wikipédia ou procurar letras de música.
O problema é que essa “integração” é bastante acanhada – a procura de letras de músicas se limita a procurar o nome da música seguido de “lyrics” no Google.
Podia ser algo mais integrado que já procurasse e exibisse as letras, não? (dica: Já existe)

Vários softwares vem pré-instalados, mas nem tudo é crapware. Alguns, na verdade, devem até ser os que a maioria das pessoas instala logo que pega um smartphone, caso do Facebook e Whatsapp. Alguns tem utilidade duvidosa, como o Flash e o OfficeSuite, que só visualiza arquivos do Office.

Mas o maior problema do Xperia P com software é insistir no Android 2.3, do final de 2010.
Por mais que o aparelho continue a ser útil e exercer todas suas funções com um sistema obsoleto, alguns apps já não são compatíveis com ele – caso do Google Chrome, que pra mim já é suficiente pra querer uma versão mais nova do Android.
Para piorar, noto que alguns aplicativos ficam mais lentos no Xperia P que meu Galaxy S rodando Jelly Bean, especialmente na rolagem de conteúdo.
Como o Galaxy S está longe de ser um aparelho novo (é mais antigo que o Android 2.3, vejam só), só consigo imaginar que o problema seja de software.

Pelo menos a Sony já começou a liberar a atualização que trará o Android 4.0 para o Xperia P. Dizem que a atualização estará disponível “globalmente” nas próximas semanas.
O site da Sony Brasil até já mostra a atualização como disponível, mas ainda não é possível atualizar… Dá pra supor que sai em breve.

Para sincronização com computadores, existem dois softwares: o PC Companion para Windows e o Sony Brigde para Macs. Ao ligar o aparelho pela primeira vez em um computador ele se oferece a instalar o software adequado, mas isso só parece funcionar no Windows – no Mac ele nem mesmo reconhece o formato do “disco” inserido e a unica opção é baixar o software do site da Sony.
E os arquivos do telefone ficam acessíveis apenas através do protocolo MTP – não é possível usar o celular como um pendrive, o que é a preferência de muitos.

Câmera

Acho que a câmera do Xperia P fica na média, cumprindo o que promete sem surpreender muito. Algo que faz diferença é a tela – quem nunca foi tirar foto num dia ensolarado e mal conseguindo enxergar a tela, tirou uma série de fotos até conseguir uma boa?
Como a tela do Xperia P é bem visível no sol, esse efeito diminui bastante e as fotos acabam ficando um pouco melhores.

Algo que eu não gostei foi não poder escolher o foco na câmera – o modo macro dela é bom, mas às vezes foca no detalhe errado, e o “touch focus” ajuda bastante nisso.

 

Bateria

A bateria do Xperia P tem até uma duração razoável se formos considerar que ela tem apenas 1305 mAh: Com uso leve do 3G e redes sociais, consegui chegar a quase 10 horas fora da tomada.
Com uso mais intenso, incluindo WiFi, GPS, música por uma hora e uma ou outra ligação ocasional, ele morreu logo depois de passar a barreira das 8 horas.
Não é a melhor das baterias, mas dá conta do recado.

Vale a pena?

O Xperia P tem um hardware bom, ótima qualidade de construção e uma tela que impressiona. O grande porém dele, para mim, é ainda vir com Android 2.3. Assim que a atualização pro Ice Cream Sandwich sair, ele passa a ser uma ótima opção.

Por R$1299, ele pode até ser mais caro que o Galaxy S II Lite – que é equipado com o mesmo processador, mas ganha bastante na tela, na câmera e na construção. E principalmente, pelo fato de já ter um update pro ICS no horizonte.

Relacionados: , , , , ,
  • “O Xperia P tem um hardware que não impressiona… O processador é um dual-core de 1GHz, ele vem com 1GB de RAM e 16GB de armazenamento.”

    Caramba to ficando velho, um celular com dual core de 1ghz não impressiona mais.

    • felipecn

      HHAHAHA Pois é! Num mundo de quad-cores com 2GB, isso é fichinha.
      Mas é sério, é o mesmo hardware de aparelhos mais low-end, como Xperia U, da própria Sony.

      E bem, não é porque não impressiona que não dá conta: Meu aparelho principal é um “arcaico” Galaxy S com 1Ghz e 512MB de RAM 😛

      • mané.com

        Amigo, fala onde que um smartphone com processador dual-core de 1Ghz e 1Gb de ram não impressiona… Já é mais hardware que muito “pczinho” por aí… Só não impressiona você então… Porque com esses aparelhos que chegam no Brasil após estar sendo aposentados na Europa e nos EUA, esse hardware dá show…
        (seu nerd de merd@…)

        • Quanto ódio no coração

          • Guest

            Impressiona sim, hehe. Acho que as fabricantes/mídia estão focando muito em processador e esquecendo de coisas tao importante quanto, tipo duração de bateria e qualidade da camera que ao meu ver, são duas coisas que todo mundo que vai comprar smartphone se preocupa.

    • andreyfreitas7@hotmail.com

      Pra dizer a verdade, enquanto eu lia o post pensei EXATAMENTE a mesma coisa.. rsrs

  • Edmilson_Junior

    Escolhi o SII Lite pelo MicroSD. No meu caso espaço é fundamental.

  • Rogerio Oliveira

    O que é e para que serve esse NFC?

    • Keaton

      Near field communication, comunicação sem fio a curtissima distancia. Teoricamente tem alguma utilidade.

      • com o Android 4.0+, dá pra compartilhar fotos, informações e links (inclusive da Google Play Store) encostando um aparelho compatível no outro.
        fora que, nos EUA, dá para pagar com o Google Wallet encostando o aparelho no receptor da loja.

        • Keaton

          No Brasil seria mais como um bluetooth, porém sem muita distancia. (Não tem como pagar usando o celular ainda, e isso já funciona no japão tem anos. xD)

          • Rogerio Oliveira

            Valeu pessoal, agora entendi. Havia procurado na Net, mas nao havia encontrado uma explicacao que eu pudesse entender. Ou procurei errado, ou o Tico estava dormindo e o Teco muito ocupado, rsrs….

          • Lucas

            Eu respondi um outro cara, to postando aqui também pra que você também veja 🙂

            Mas é muito mais prático que o Bluetooth, não precisa parear, não tem que ficar ligando e desligando porque não gasta (muita) bateria, é só encostar e clicar no meio da tela.
            Antes de ter outros smartphones em casa com NFC eu achava que não era tão útil assim, mas agora uso muito! Por exemplo se quero baixar um jogo que vejo meu irmão jogando só encosto os dois e ele abre o app na Play Store, pra passar um telefone pra alguém abro o contrato e encosto os celulares e pronto, passa o contato inteiro, com e-mail, foto e tudo mais. E é instantâneo, encosta, clica e desencosta. É MUITO prático, faz em um passo coisas que o Bluetooth faz em 3 ou mais.

          • Lucas

            Mas é muito mais prático que o Bluetooth, não precisa parear, não tem que ficar ligando e desligando porque não gasta (muita) bateria, é só encostar e clicar no meio da tela.
            Antes de ter outros smartphones em casa com NFC eu achava que não era tão útil assim, mas agora uso muito! Por exemplo se quero baixar um jogo que vejo meu irmão jogando só encosto os dois e ele abre o app na Play Store, pra passar um telefone pra alguém abro o contrato e encosto os celulares e pronto, passa o contato inteiro, com e-mail, foto e tudo mais. E é instantâneo, encosta, clica e desencosta. É MUITO prático, faz em um passo coisas que o Bluetooth faz em 3 ou mais.

          • Keaton

            Ah sim, isso soa bem interessante. 🙂 (não essencial para mim, ao menos por enquanto)

  • Henrique Monteiro Junior

    Prefiro o ‘xing-ling’ Xiaomi MI2, já leu a respeito deste? (U$ 317, com Android 4.1)

    • Geovane da Silva Coelho

      Via contrabando melhor ainda pois não deve vir pela via oficial, apenas importação, pagando todos os impostos e sem garantia do fabricante, sai muito caro o aparelho. No próximo ano os smartphones darão um pulo enorme em poder de processamento e na captura de imagens.

  • Por esse preço ja da pra pegar um Galaxy X em 12x sem juros!
    Mas acho que esse preço é de lançamento. Não deve demorar de baixar.

    O Galaxy X também chegou por 1999,00 e ja ta de 1299,00 (Ou até menos se pagar à vista!).

  • andreyfreitas7@hotmail.com

    Andrey Toper

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