Nãotícia do dia: Microsoft, Linux e Peitchos

ostanNão estamos falando dos peitos da Lara Croft no próximo Tomb Raider consumirem mais recursos gráficos e processamento do que o primeiro Tomb Raider inteiro. Também não foi levantada a gritante e sexista exploração que é o Tekken Tag Tournament 2 – Bikini Edition. NEM estão discutindo a lógica de ser errado um jogo japonês de estupro de animes mas ser aceitável um GTA ou Assassin Creed da vida.

A grande discussão da semana é que, em uma linha do código-fonte que a Microsoft contribuiu para o Linux, provavelmente nos drivers do HyperV, foi encontrada a string…

“0xB16B00B5”

Como qualquer um que brincou com uma calculadora na infância sabe, letras podem se assemelhar a números, e escrever sacanagem no display era super-legal. (sim, minha infância foi patética)

Com boa-vontade entende-se a string como “Big Boobs”, peitões.

É uma bobagem que algum estagiário colocou, para não usar uma string aleatória qualquer, e aproveitar para fazer uma gracinha no código-fonte. Coisa que TODO MUNDO FAZ. Alguns têm até padrões. No meu caso variáveis não-planejadas são $jorge e já usei uma vez intFofura.

Fora os comentários. “//BACALHAU PQ O FDP DO SANCHEZ NÂO CONSEGUE FAZER UMA MALDITA STORED FUNCIONAR”, coisas do gênero.

Colocar “0xB16B00B5” é uma brincadeira juvenil que se resume a isso, e é bem mais inofensiva do que mandar links pro Pirocóptero ou pro Goatse.cx. (não google).

CLARO, virou um escândalo. A Microsoft está sendo acusada de sexista machista esTRUpadora. Todos os casos de violência contra mulher nos últimos 500 anos foram linkados ao “0xB16B00B5”.

No Network World aparece texto de uma suposta profissional alegando que esse tipo de comportamento é o que afasta mulheres de TI e do Open Source. Ela obviamente não vai divulgar os emails com as barbaridades que programadoras e analistas enviam umas para as outras, e com certeza nunca foi pro bar com uma mulher da área.

A mais doce e inocente programadora HTML que conheço daria risada disso tudo. Aliás qualquer um com mais de 12 anos daria.

O caso foi parar até no Telegraph, a Microsoft acabou tendo que soltar um pedido de desculpas e remover o terrível e ofensivo “0xB16B00B5”, mas quem quiser bater em prostitutas com pés-de-cabra no GTA, pode continuar.

Vejam bem, as terríveis e ofensivas tufas aparecem no código-fonte, nem é em algum lugar visível. Curioso como os ofendidos não estão tendo ataques de pelanca com a quantidade de “fuck”, “shit”, “crap”, “bastard” e outras que aparecem no código-fonte do Linux. Veja, há até um site para acompanhar.

Xingar no código-fonte deveria ser um direito inalienável de um programador, assim como brincar, que é bem diferente de pregar misoginia. E se é pra ser misógino, qualquer um que considere “0xB16B00B5” deve ter uma pia limpíssima, sem uma louça suja sequer.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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