Cinema: Ame o resultado, não a ferramenta

cinemaparadiso

Um post no Reddit iniciou uma discussão interessante, colocando saudosistas versus progressistas. Tudo começou quando um funcionário de um multiplex postou uma imagem mostrando parte dos 12 projetores de filmes que estão substituindo por digitais.

É triste, claro, por quase 100 anos cinema foi associado a grandes carretéis de filme, projecionistas eram uma profissão quase mágica e honrada –não só por ajudarem a matar Hitler- e há todo um componente lúdico em pegar um pedaço de filme, ver materializado ali aquela história em movimento.

Só que o ganho é grande demais, e nem falo da redução de custo para cinemas e estúdios, falo para nós, espectadores. Quase todo saudosista não tem idade para lembrar dos percalços do cinema tradicional, quando um projecionista incompetente deixava o filme fora de enquadramento e as legendas sumiam.

Duvido que quem defenda avidamente o cinema tradicional tenha gritado “OLHA O FOOOCO!!” durante a mudança de rolos nos filmes, ou que tenha corrido para ver filmes na estréia pois depois de alguns dias as cópias começavam a se degradar. Em poucas semanas um filme era acompanhado de arranhados, bolinhas pretas e os malditos estalos quando um arranhão na faixa de áudio gerava um pulso de 7522 decibéis nos amplificadores.

Hoje um filme visto em seu último dia de exibição é tão límpido, nítido e brilhante quanto na estréia. A facilidade de cópia permite que filmes passem em mais cinemas e cinemas possam exibir sessões às vezes uma única vez ao dia.

Não é como se toda a tecnologia tenha mudado de um dia pro outro. Hoje praticamente todo filme é digitalizado, editado em um computador e, no caso dos “convencionais”, impresso em película e distribuído normalmente. O fator digital já está presente, ninguém mais faz composição de efeitos especiais na mão, mesmo as cenas filmadas com modelos são finalizadas no digital.

Não há mais “pureza” do analógico, não importa o quanto se reclame, você pode ter um projetor de 1870 passando seu filme. De que adianta, se foi filmado numa Red, editado num Smoke e cheio de efeitos e cenários modelados no 3D Studio?

Eu acho lindo o cinema tradicional, admiro o pioneirismo, mas também lembro de como era proibitivo ter uma câmera Super8, lembro de como o que é natural hoje –qualquer celular poder ser usado para filmar alguma coisa- era impossível 30 anos atrás.

Não há saudosismo que supere a sensação de saber que toda uma geração está brincando de fazer cinema, fazer vlog, fazer vídeo, sem as restrições financeiras e tecnológicas que massacraram tantas carreiras promissoras.

Quando produziu e dirigiu Clerks em 1994 Kevin Smith estourou todos os cartões de crédito e vendeu sua coleção de quadrinhos para conseguir os US$27.575 do orçamento. O próprio filme em preto e branco não foi estilo, foi penúria. Décadas depois ele filmou Red State com uma câmera RED e uma Canon EOS 7D para algumas cenas. No final do dia voltava para casa, editava no Final Cut Pro o material e ia dormir com a cena praticamente pronta. No último dia de filmagem o filme estava virtualmente pronto.

Nenhum filme em película vale isso. A liberdade que a molecada tem hoje, podendo expressar a criatividade com virtualmente nenhum dinheiro é algo incrível, e se o preço disso for ver filmes sem arranhões e sujeito, saídos de um projetor digital, que seja.

Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz e Calcinhas no Espaço.

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  • Excelente texto. Hoje não grito mais para arrumar o foco mas vira e mexe tem que pedir pra aumentar o som ou ligar o ar condicionado.

    • Culpa de velho que ao invés de ficar em casa morrendo quieto vai pra cinema pra reclamar que o som tá alto, tá frio e que estão desperdiçando o açúcar deles.

      • Mario Neis

        um mergulho, só um mergulho, “DJEEEIIIMES!” hahaha

  • Wallacy

    Se tem uma coisa que não tenho é esse tipo de nostalgia, é como lembrar do tempo que eu ouvia musica em CD….. O Vinil até entendo, existem alguns mutantes com super poderes, no geral um Flac e um Alac tá bom.

    Claro que na outra ponta temos os que acham rmvb uma maravilha e mp3 de 64kbps “normal”.

    Sobre o cinema, alguns até acham que ficou muito caro, mas se esquecem da tal “inflação”, o preço do cinema tá no mesmo valor que eu sempre paguei, o valor de um sanduíche (a meia), e do combo (a inteira). Só esqueceram de avisar para aumentar meu salario também, mas ainda é meu item obrigatório dos finais de semana, tento (nem sempre dá é claro) ver pelo menos um filme na grande telona toda semana, considerando todo o perrengue que passo na semana, acho muito relaxante.

    • “é como lembrar do tempo que eu ouvia musica em CD..” MORRA, MORRA MUITO!!!!

  • Ai que mora o perigo, a própria dificuldade de produzir separava o joio do trigo, 20 anos depois mesmo com todo facilidade não temos nada parecido com um Kevin Smith, no máximo Vlogs chiliquentos.

    Remember Kids : You never go ass to mouth!

    • Felipe Lima

      qualquer seriado da HBO eh melhor q os filmes do Kevin

      • r0t3ch

        Né não.

    • BielSilveira

      Nada parecido com Kevin Smith, nem mesmo Kevin Smith. (Essa foi sutil).

  • Ótimo texto (mantendo o costume). Compartilho desta visão que devemos sim lembrar e homenagear o passado e as formas que nos trouxeram onde chegamos, porém não podemos ficar presos a ele.

    E a imagem no cabeçalho menciona o ótimo filme “Nuovo Cinema Paradiso”, filme italiano de 1988. O filme trata sobre esta incômoda tarefa de projetar filmes em rolo, mas de uma forma totalmente poética e hipnotizante. Bela lembrança!

    • Que é um FILMAÇO por sinal. Obrigatório na lista de qualquer cinéfilo!

      • Com certeza… Ele e Cidadão Kane foram dois filmes que comprei duas (no caso de Cidadão Kane,3) vezes

    • Esses dias eu tava lendo sobre as produções cinematográficas da “Boca do Lixo”, mais especificamente as pornochanchadas das décadas de 70 e 80. Embora as produções em si sejam altamente questionáveis, não há como saudar os diretores e produtores daquela época como heróis, por insistirem em fazer cinema numa época de atraso tecnológico imenso e censura do governo militar.

    • Lembrando que (SPOILER)

      No final o Toto, já velho, recebe uma fita com uma série dos melhores beijos românticos de todos os tempos!

  • Xultz

    Eu realmente não acredito que tenha gente que vai sentir saudades do cinema analógico, por todos os motivos colocados no texto. Tem vezes que vou no cinema e me sinto lesado, assisto a um filme cheio de falhas e estalos porque a película gastou, e alguns meses depois vejo com perfeição num BluRay. Chego a pensar que era melhor ter esperado e não ter passado pela experiência de ter visto no cinema. Fora pagar um horror de estacionamento, gente conversando e comendo salgadinhos naqueles pacotes barulhentos, gente que chega atrasado e fica passando na frente, tropeça no meu pé e derruba pipoca…

    • Existe uma coisa aí que é a experiência.
      Existe muita diferença entre a experiência de assistir-se um bom filme em alta qualidade e um bom filme em baixa qualidade, como existe muita diferença entre a experiência de assistir-se um bom filme em alta qualidade e um péssimo filme em alta qualidade
      O carater técnico da evolução do cinema é inegável, mas tem muita gente (eu entre eles) que considera “Cidadão Kane” uma obra prima, e “Pinóquio” a melhor animação de todos os tempos.
      O problema não é a evolução técnica: é confundir a forma com o resultado.

  • Cinema Paradiso 2012:

    “Ei Alfredo como é projetado o filme ?”
    “Eu aperto esse botão Toto.”
    “Uhnn Legal ”

    The End.

    Problema não é a tecnologia mas a falta de paixão e comprometimento que ela traz, muita gente não tem saudade do vinil (obvio) mas me lembro que era a normal ouvir faixa por faixa curtindo o momento, era normal até saber quem era o produtor dos álbuns.
    Hoje a molecada compra uma musica no Itunes de sua banda “preferida” geralmente aquela que esta bombando nas rádios.
    Posso garantir que o conhecimento musical era muito mais profundo até pela dificuldade de arrumar parcos dinheiros para comprar um LP, tinha que curtir ao máximo.
    Lembro que vendi meu LP “geração coca- cola” do Legião para ir no Show no Estadio do Ibirapuera 1986,
    alias tenho um autografo do Renato Russo num pôster que catei no estadio.

    O progresso é inevitável mas tudo tem um preço.

    • Se consome muito mais música do que antes, a facilidade de acesso é incomparável, não tenho saudade nenhuma da luta que era gravar fitas k7. Escuta música ruim hj quem quer.

      • Pois é, falar em conhecimento musical quando hoje podemos ter acesso a milhares de música para refinar nosso gosto chega a soar absurdo.

        Agora, escuta pouca música, ou música de qualidade duvidável quem quer, isso independe da tecnologia.

      • Exatamente “consome”, quase um fast food cultural.

        Não estou reclamando das facilidades de hoje em dia só acho que isso cria pessoas acostumados a ter tudo ao mesmo tempo agora, não se curte intensamente como antes uma simples ida ao cinema ou ouvir um disco novo.

        Apenas um efeito colateral …

        • Felipe Lima

          eh pq vc esta ficando “velho”, entao eh natural achar q no seu tempo de jovem de vinil era melhor q hj.

          se hj a pivetada consomem as musicas estilo “fast food”, pq eh assim q eles compreendem as musicas e basta um “googlada” pra saber toda a histora por tras daquele album, historia da banda, etc.

          hoje, num dia, eles conseguem assimilar mais musica que toda a sua vida de LP.

  • As pessoas tem saudades de sensações, de atmosfera causada pelas tecnologias da época e não da tecnologia em si. A dificuldade em se fazer coisas que hoje são ridículas também dava o tempero para que elas se tornassem especiais.
    Mas agora, vai dizer pra um apaixonado por VW refrigerados a ar, por exemplo, que o 1600 dele toma surra (e feia) de qualquer 1.0 hoje, ou pros “opaleiros” que o “6 caneco 4.100” deles emparelha com qualquer 2.0 “4 cilindrinhos” ou até mesmo os últimos 1.6.
    Mas quando você possui um “6 caneco”, “Voitão” ou qualquer um desses, você está obedecendo a sua paixão, e não a sua razão. Você está fascinado por um momento da história, por uma fase da sua vida, e não por um resultado prático e esse é o único argumento válido que eu encontro pra defender a preferência das pessoas por tecnologias antigas.

    A unica tecnologia antiga que eu me recordo que ainda não encontrou substituto foram os amplificadores valvulados, e ainda assim há controvérsias.

    • os VW refrigerados a ar são, pra mim, fantasticos exatamente pela simplicidade da coisa.
      Fuscas, Brasilias e erc, são os unicos carros que se me derem em peças separadas, eu consigo montar :D.

      • Sem falar no kit para reparos emergenciais: Alicate, arame e chave de fenda.

  • Hoje é muito mais fácil produzir conteúdo, mas contrariando a lógica, isso não aumentou a quantidade de conteúdo “bom”.

    • NÃO?

    • E o monte de produções independentes nos youtubes da vida? São talentos que não seriam conhecidos sem as facilidades de hoje.

    • Eu acho que aumentou sim, mas o trabalho de procurar continua o mesmo. Por ex: criançada que se aventura no desenho/ilustração: o acesso que eles tem hoje, tanto à internet quanto às ferramentas digitais aumentou muito o nivel de qualidade que eles conseguem chegar tão rápido.

      • Em verdade é mais difícil procurar, antes o “mercado” fazia isso pra gente.

    • Rodolfo da Silva Carvalho

      O conteúdo bom aumento bastante, mas o ruim também aumentou muito. É só saber procurar e separar os bons e descartar as porcarias.

      • Eu ia escrever exatamente isso agora, hehehe. Acho que como o conteudo “ruim” também aumentou na mesma proporção, tenho a falsa idéia de que não houve ganho com o passar do tempo, acho que é isso.

  • É errado escutar “the end- the doors” enquanto lê seu artigo?

  • Só acho que todos os 3D, efeitos especiais, etc…, etc… não podem substituir a arte de contar uma boa história, dominada por mestres como Kubrick, Tarantino, Spielberg, etc…

    Por exemplo: eu não consegui gostar de Matrix… Achei um filme ultra-hypado com muitos efeitos especiais, mas com uma história que no meu entender não funcionou. Avatar achei meio-a-meio: ainda é “Dança com Lobos com Smurfs gigantes”, mas foi bem trabalhado e é um filme bacana. Já, por exemplo, Senhor dos Anéis ainda consegue se manter dentro da filosofia do livro (ainda que tenha deixado a desejar em alguns momentos).

    • Well Dias

      “eu não consegui gostar de Matrix…”
      Pai, perdoai-o! Ele não sabe o que fala!

      • hahahahahha!

      • Eu respeito a opinião dele pois acho Matrix chato pacas: até cochilei no cinema… Prefiro Matrix Revolutions e olhe lá: a trilogia só se salva pelo visual, já bem datado. =|

        • BielSilveira

          Não gostou de Matrix, mas gostou do Matrix Revolutions?
          WUT?!!?!

    • BielSilveira

      Dança com lobos com smurfs é um elogio MUITO forte pra Avatar.

    • AHhahahaha eu adoro Matrix mas também adoro a definição do Zé Wilker, de que Matrix no fundo é um filme onde um sujeitinho aprende a brigar mais rápido.

      • Rafael o/

        Só que é ao contrario. Matrix é um filme sobre um sujeitinho que aprende a brigar rápido e no fundo é bem mais que isso ;D

      • Luiz Felipe

        Na verdade Matrix conta a historia de um sujeitinho que veio salvar o mundo e depois ressucita. Qualquer semelhança com uma historia biblica não é mera coincidencia.

    • Luiz Felipe

      What, não gostar de matrix tudo bem, mas não gostar porque achou a historia ruim, Matrix seria ultrahypado e só efeitos especiais, se não fosse justamente pela historia. É extranho alguem usar o melhor caracteristica do filme para não gostar do filme. Agora, se voce não gosta desse tipo de historia, eu até entendo, mas a historia do filme não é nada ruim.

      • Eu achei a história de Matrix bem chata (e sonolenta), não de todo ruim: eu havia assistido ao Ghost in the Shell (e começado a ler Neuromancer) antes de ir ao cinema conferir o tal “filme do Keanu Reeves em que ele não é policial”. =¬) =¬D

        Assistir Matrix depois dessas coisas seria basicamente o mesmo sentimento que os fãs de Alien tivemos ao assistir à Prometheus depois de uma maratona com os Alien: o visual torna-se melhor que o enredo, mas, quem não liga para o fraco enredo do filme (e se contentaria então com o ótimo visual da época) vai achar o máximo. Engraçado que eu consegui gostar de Prometheus… ô.0

        Sobre Matrix, um ator mais humano como o Will Smith daria uma impressão menos ruim àquilo! (se bem que a Trinity teria que ser outra atriz, Hollywood detesta relacionamentos interraciais) ;¬)

        • Eu acho que a falta de expressividade do Keanu Reeves tem tudo a ver com o personagem

  • Mauricio Rother

    Se dependêssemos dos “saudosistas”, ainda andaríamos de carroça, o fonógrafo estaria bombando, o cinema seria mudo, etc.
    Quando o cinema surgiu, também foi inovador, da mesma forma quando foi adicionado fala, cores, e tudo mais. A inovação não pára, e tem que ser considerada normal. Daqui a 20 anos vão surgir outras técnicas modernas, e vai ser o mesmo chororô.

    Não se pode confundir a inovação nos meios de criação e distribuição, com qualidade do roteiro e da produção. Dá pra fazer merda em 4k ou um mega clássico mudo, a tecnologia não quer dizer nada em relação a qualidade da obra.

  • Marcos Gomes

    Vi Prometheus numa sala novinha do Cinemark (Floripa Shopping). Acho que foi a tela mais brilhante de cinema que já vi… Fiquei até curioso para saber se o projetor era Sony (CineAlta) ou da Christie. E o mais legal, os óculos eram os melhores (mais caros) usados em Real 3D. Em Recife, a projeção era em Real 3D com esses óculos.. que agora foram trocados por uns ching lings.

  • Esse negócio das pessoas endeusarem o passado me irrita. Sempre que vejo aqueles coisas no “fêice” de “como os anos 80 eram incríveis”, me dá um treco. Tudo bem que era uma experiência quase religiosa ir na casa do amigo que comprou o LP novo da banda Sdruvs e gravar em um K7, mas já nem tanto ouvir no toca-fitas e depois ser engolida. Da mesma forma que não sinto nenhuma saudade de ajustar o tracker do video cassete ou quase morrer com fitas gravadas em EP.

    Fico imaginando se no passado aconteceram coisas do tipo, galera reclamando quando apareceu o papiro em oposição às placas de argila/pedra “esse troço pega fogo, rasga fácil, não tem relevo”.

    Ou quando surgiu a prensa gráfica, o rebuliço que deve ter dado no “sindicato dos copistas”, já que perderiam o emprego.

    A própria profissão de datilógrafo não existe mais. Estúdios de cinema empregavam pessoas “apenas” pra formatar e datilografar roteiros cinematrográficos. Hoje qualquer fulano com um Celtx ou Final Draft faz isso em tempo real.

    • O passado é sempre cor-de-rosa, Rodrigo! Como tendemos a glorificar nossa história, os “bons tempos” sempre serão melhores, da mesma forma como nossos filhos se lembrarão desta época como “os bons tempos em que se tinha que encher a tela de um celular de dedos para usá-lo”.

      • O filme “Meia noite em Paris” do Woody Allen ilustra bem essa situação.

  • Concordo com absolutamente tudo e vou até um pouco além. Eu já gostei mais de cinema, hoje prefiro assistir o filme em casa, com a qualidade de um Blu-ray e na minha TV FullHD.
    Não fui num desses cinemas cuja entrada custam um rim, então não tenho uma posição concreta sobre isso, mas o fato é que nunca vi uma imagem no cinema tão limpa como a de uma boa TV.

  • Luiz Felipe

    Pensei que esse negócio de amar a ferramenta era somente com pessoas da informatica. Eu não amo sistema operacional algum, o que importa é o resultado e não a ideologia de como o sistema é construido e se seu código deve ser aberto ou não, isso pouco influi no resultado final, existem software livres que são uma merda, existem bons, assim como existem software comerciais que são uma merda e outros que são bons.

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